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sábado, 10 de agosto de 2019

Pão de Deus com fermento natural

O meu docinho demora tanto a chegar!
Quem espera desespera, mas eu cá não.
Só de pensar no prazer que me vai dar...
Não me importo mesmo nada de esperar.


Agosto tem-nos brindado, aqui no Minho, com demasiados dias frescos, ventosos, de nevoeiro e como se já não fosse suficiente decidiu trazer também a chuva. A tão desejada ida à praia ficou mais uma vez adiada.  Tempo perfeito para experimentar fazer "Pão de Deus", substituindo o fermento de padeiro por fermento natural. Claro que isto implicou esperar mais tempo por ele, mas há esperas que valem mesmo a pena.


Este é daquele pãozinho doce a que não consigo resistir, comer só um é impossível. Muito fofinho, com uma cobertura de coco bem gulosa, comido simples ou recheado com manteiga, queijo ou até mesmo uma compota, faz brilhar o sol mesmo no mais cinzento dos dias.


Pão de Deus

Ingredientes:

600 g de farinha de trigo sem fermento (T65 ou T55);
150 g de leite;
100 g de óleo de coco (ou manteiga);

120 g de açúcar amarelo;
100 g de fermento natural (alimentado na proporção de 1:1:1 com farinha de trigo)
3 ovos;
Raspa de 1 limão;



Cobertura 


100 g de coco ralado;
3 ovos ;
4 colheres de sopa de açúcar;
1 gema para pincelar;

açúcar em pó q.b. para polvilhar.


Execução no Robot (Bimby):


Alimentar o fermento natural 6 horas antes de iniciar a receita, usando a mesma quantidade de massa mãe, água e farinha de trigo. Esperar que cresça até que duplique de tamanho.
Colocar no copo do robot o leite, o óleo de coco, o açúcar e o fermento. Aquecer à temperatura de 37.º C,/2 min./Vel 2. 
Introduzir os restantes ingredientes no copo, selecionar o programa Espiga e amassar 5 minutos.
Fazer uma pausa de 15 minutos e voltar a amassar 3 minutos. 
Retirar a massa e coloca-la numa tigela untada com óleo de coco. 
Fazer 4 dobras com intervalos de 45 min. (Stretch&Fold). 
Colocar no frigorífico cerca de 12 horas (durante a noite). 
Na manhã seguinte retirar a massa do frio e deixa-la a descansar sobre a bancada durante 1 hora. 
Tender bolas com cerca de 90 g, dá para 14 pães. 
Deixar levedar à temperatura ambiente durante 3 horas, ou até crescerem (não está calor por cá).  
Entretanto preparar a cobertura misturando o coco ralado, os ovos e o açúcar. 
Pincelar os pães com gema de ovo e distribuir a cobertura pressionando suavemente para que adira. 
Levar ao forno pré-aquecido a 180.º C, de 15 a 20 minutos. 
Retirar do forno e arrefecer sobre uma grade. 
Polvilhar com açúcar em pó.



Então e se não tiverem fermento natural como fazer?

Se não tiverem, ou referirem uma versão mais rápida podem perfeitamente usar fermento de padeiro. 
Na lista de ingredientes trocam o  fermento natural por 25 g de fermento de padeiro fresco ou 10 g de fermento seco. A quantidade de leite acresce 50 ml, ou seja passa a 200 ml, o qual se amorna e desfaz nele o fermento. Os restantes passos são iguais. Após amassar, não fazem as dobras, deixam apenas levedar 1 ou 2 horas, devendo a massa duplicar de volume. Tendem-se então os pães e voltam a levedar mais 1 hora (dependendo da temperatura ambiente, pode precisar de mais ou menos tempo). Seguem a partir daqui os passos descritos acima.


Caso não disponham de um robot de cozinha também podem fazer amassando manualmente, com alguma paciência porque inicialmente a massa é bastante peganhenta. Recomendo que untem com óleo de coco ou manteiga a bancada e as mãos antes de começar.





Uma receita que certamente vai ser repetida muitas vezes por cá, tem a vantagem de se poderem congelar e tirar quando dá aquele apetite especial.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Kugelhopf

- Ku-ge-lho-pf... ora repete.
- Não sou capaz de dizer isso!
- Faz um esforço, vá lá... Ku...ge...lho...pf.
- Tu estás a ver se me enganas, isso é que é! Podes dizer que esse "Ku-não-sei-das-quantas" é nome de bolo, a mim soa-me a palavrão e eu não digo palavrões! Por isso se queres ir ao  "ku..." vai lá tu que eu não vou!


Uma das formas que me foi oferecida pela A Metalurgica chama-se "Kugelhof"! Este nome despertou-me curiosidade, fui pesquisar e... encontrei um bolo, ou pão, como preferirem, que me deu imediatamente vontade de experimentar, foi amor à primeira vista!


A sua origem é reclamada por franceses, alemães e austríacos. É muito popular na Alsácia, onde tudo leva a querer que tenha sido criado. Este território fez outrora parte da Alemanha, dai a disputa da receita.
Existem versões diferentes deste bolo/pão levedado, que se situa entre o brioche e o panettone (espero não estar a ofender ninguém). Descobri um site com muita informação sobre o kugelhopf, deixo o LINK para quem estiver interessado em descobrir um pouco mais sobre este doce.


Encontrei uma receita de Simone Morgenthaler do livro "Mon Alsace Gourmande" , no blogue  The Winter Guest, bem como belas fotos da Alsácia. Reduzi as quantidades dos ingredientes para metade, pois só queria fazer um bolo. Li atentamente a descrição da execução da Miriam e como já tinha feito um levantamento de receitas e modos de execução adaptei-a ligeiramente, no sentido de superar algumas das dificuldades descritas.


Ingredientes:

450 g de farinha T65;
75 g de açúcar;
7 g de sal;
4 g de fermento seco de padeiro;
150 g de manteiga sem sal;
2 ovos M;
200 ml de leite;
150 g de uvas passas;
60 ml de rum;
75 g de amêndoas inteiras;
açúcar em pó para polvilhar.

Nota: todos os ingredientes devem estar à temperatura ambiente.


Execução:

Preparar a esponja

Dissolver o fermento em 100 ml de leite tépido.
Misturar 100 g de farinha.
Tapar com película aderente e deixar levedar até que se apresente borbulhante e tenha duplicado de volume (cerca de 30 minutos).


Colocar as passas numa tigela e deixar marinar com o rum (pode ser necessário adicionar um pouco mais de rum), mexer de vez em quando, devem absorver o rum e ficar bem húmidas.


A Massa


Misturar a restante farinha e leite com o sal e os ovos. Colocar as varas de arame na batedeira e amassar durante 15 minutos, inicialmente em velocidade lenta, aumentando gradualmente para média.
Adicionar a esponja já levedada e continuar a amassar. 
Deixar a massa descansar durante 10 minutos.
Aos poucos juntar pedacinhos de manteiga, continuando a amassar até que toda esteja bem incorporada. Por esta altura a massa já se despega dos bordos da tigela e está bem elástica e brilhante.
Tapar a tigela com película aderente e deixar levedar, num local aquecido (pode ser dentro do forno a 37.º), até que duplique de volume  (demora entre 1 a 2 horas).
Adicionar as passas bem escorridas e amassar,um pouco, com a mão,  para retirar todo o ar à massa (pode-se juntar um pouco do rum que ficou na tigela).
Untar muito bem uma forma de Kugelhopf, colocar as amêndoas no fundo e distribuir a massa uniformemente pela mesma, deve ficar pelo menos 1/2 da forma livre .
Deixar levedar até que a massa encha toda a forma (1 a 2 horas).
Pré-aquecer o forno a 200.º, levar a cozer e ao fim de 20 minutos reduzir para 180.º. No total coze durante 35 a 40 minutos.
Deixar arrefecer durante 15 minutos na forma, desenformar e colocar sobre uma rede.
Depois de frio polvilhar com açúcar em pó.


Salpiquei com umas amêndoas por cima para ficar mais bonitinho na foto, mas não é necessário.


A forma original deste bolo é de terracota, vidrada por dentro, muito gira. A minha esteve à altura do seu nome, cumpriu na perfeição a sua função.


Gosto imenso deste tipo de pão doce, quando começo a comer nunca me apetece parar, mas deixei para vocês a 1.ª fatia.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fartons de Valência com Orxata

Esta semana o Outono, brindou-nos com uns maravilhosos dias de fazer inveja ao Verão!
Resolvi deixar para mais tarde a tarte de maça perfumada, o bolo de frutos secos, os caracóis de pão com chouriço e trazer algo mais fresco... um pouco dos sabores dos dias que passei nas minhas férias por Valência.
Lá descobri uma maravilhosa bebida totalmente vegetal,  chamada "Orxata ou Horchata" a qual deve ser sempre acompanhada por "Fartons", um tipo de brioche alongado, leve e saboroso.


Não trago a receita da orxata e de pouco serviria, pois é muito difícil arranjar os pequenos tubérculos de chufa com que é confecionada.


Sobre esta bebida poderia falar-vos durante muito tempo, confesso que me fascinou tudo a seu respeito, se tiverem curiosidade de saber mais visitem o site Chufa de Valencia.


Em Alboraya encontram-se grandes extensões de campos de chufa, encontra-se lá também a melhor orxata e fartons, claro!



Foi servida muito, muito fria, uma mistura de bebida liquida e granizado, hum! Divina!


Trouxemos para casa orxata engarrafada, com o selo de produto de denominação de origem, faltavam só os fartons!


Ora! Sem fartons é que não pode ser!


Pesquisei e encontrei uma receita que me pareceu poder ser de facto o que eu procurava, adaptei-a para a máquina de fazer pão, onde foi amassada e levedada na 1.ª fase. Depois meti as mãos na massa e...



Fiquei bastante contente com o resultado. 
No video da receita que usei mandava pincela-los com um glass, em Valência foram-nos servidos polvilhados com açúcar em pó. 
Fiz o glass, mas como o meu açúcar em pó... não era bem pó (eheheh) não ficou com o aspeto desejado, mas o sabor estava todo lá.
Todos os passos estão lá descritos em detalhe, espreitem se vos interessar.


Assim pudemos desfrutar de momentos ao sabor de Valência no alpendre aqui de casa!


Apetece-me dizer..."E viva Espanha" e "viva Valência", terra da minha querida amiga Cielo Plasencia, que me falou da orxata e dos fartons, pois estes são-lhe dedicados e a todos vocês que por aqui passam também.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coroa de Páscoa

Aqui na zona de Viana do Castelo segunda-feira continua a celebrar-se a Páscoa!
Os sinos repicam e ouvem-se os foguetes a estourar, entre os aguaceiros que persistem em se juntar à festa.
As mesas querem-se fartas de alegria, partilha, sorrisos, amor e conversas cruzadas.
Coroa-se tudo com doces e muitas, muitas amêndoas!


Decidi mudar um pouco a consistência e o aspeto do folar, torna-lo mais leve e fofo e dar destaque às amêndoas, tão típicas desta época.


Ingredientes:
75 ml de leite morno;
50 g de iogurte (ou kefir);
1 ovo e 1 gema;
30 ml de sumo de laranja;
raspa de 1/2 laranja;
50 g de açúcar;
30 g de  manteiga amolecida;
175 g de farinha  de trigoT 65 (farinha para pão);
200 g de farinha  de trigoT 55 (farinha de bolos);
2 g de fermento seco (fermento de padeiro);
3 g de sal.

Recheio
30 g de manteiga derretida;
30 g açúcar mascavado escuro;
canela q.b;
100 de amêndoas com pele.


Execução:
Na cuba da máquina de fazer pão, adicionar o leite, os ovos, o iogurte (ou kefir), a manteiga, o sumo de laranja e o açúcar.
Peneirar as farinhas, juntar-lhe o sal e misturar bem. Deitar na cuba, sobre os restantes ingredientes e por último adicionar o fermento seco.
Selecionar o programa  de "amassar e levedar" (na minha máquina é o n.º 6 e demora 1.50 h ).
Findo esse tempo verter a massa sobre uma superfície enfarinhada e amassar um pouco para libertar o ar.



Estender a massa com o rolo formando um retângulo.
Pincelar com a manteiga.
Espalhar o açúcar e as amêndoas.
Polvilhar com canela.



Enrolar como se fosse uma torta.




Colocar o rolo num tabuleiro de ir ao forno, sobre papel vegetal.
Cortar o rolo ao meio no sentido do comprimento.



Entrelaçar as duas tiras. Vão cair muitas amêndoas, não faz mal, voltam a colocar-se depois de formada a coroa.
Salpicar com um pouco mais de açúcar.




Deixar levedar durante de 30 minutos, vai crescer bastante.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, coberto com folha de alumínio para  que as amêndoas não se queimem, durante 25 minutos. Retirar o alumínio para que ganhe cor e assar mais 15 minutos.
Arrefecer sobre uma grade.





Método Tradicional

Neste caso é melhor usar fermento fresco (um cubinho) e desfazer num pouco de leite morno com 1 colher de sopa de farinha. Deixar ativar durante 15 minutos.
Numa taça funda, colocar as farinhas peneiradas, o açúcar e o sal, misturar. 


Abrir uma cova ao centro, verter ai o fermento e todos os restantes ingredientes. Amassar bem. A massa deve descolar da taça e ficar elástica, procure não juntar mais farinha. 
Deixe levedar coberta com um pano, até duplicar de volume.


Os restante passos são exatamente iguais aos já descritos.


Linda para a Páscoa, bom para qualquer altura do ano!
Ao pequeno almoço ou ao lanche que bem sabe.


Se para vocês hoje também ainda é Páscoa, que ela continue a ser repleta de alegria e felicidade. Se já terminou que tenha deixado boas memórias.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Brioche Girassol e Croissant de Queijo e Fiambre

Já tinha passado a data do seu aniversário, mas ele continuava sem se lembrar! Por mais esforços que ela fizesse, deixando pequenas dicas aqui e ali, ele nada parecia ver!
Não que a ignorasse, bem pelo contrário, estava sempre junto dela, não a largava nem um segundo, derramava sobre ela toda a sua atenção,  o que a deixava pouco à vontade e até a incomodava!
Não sabia como lhe dizer, sem o magoar... 
-Tens que te ir embora meu querido, tens mesmo que me deixar e seguir o teu caminho, outras paragens te aguardam, já és um menino grande inverno, o teu trabalho por aqui está terminado!


Bem queríamos que o inverno partisse, mas ele teima em permanecer!
As flores abrem para logo ficarem destroçadas pela força da chuva  que cai incessantemente! Os rios galgam os leitos e correm furiosos fora das suas margens. Os dias cinzentos, não deixam que a primavera resplandeça e por vezes até parece que estamos trancados do lado de fora do sol!
Então resolvi trazer um pouco de luz para a nossa mesa com este brioche girassol. 
Quem me acompanha sabe que gosto de brincar com a massa. Ando sempre a "caça" de novas formas e feitios. Gostei muito deste efeito e é bem fácil de executar, vai deixar mais "iluminada" qualquer mesa.
A maior alteração é que agora com a MFP é muito mais rápido de fazer. A primeira fase é por conta dela, comigo foi a segunda.
Contudo  esta receita pode ser adaptada para a forma tradicional , à mão, por isso não deixem de experimentar.


(Adaptado do blogue Canela e Limon)

Brioche Girassol

Ingredientes:
150 ml de leite morno;
100 g de queijo creme;
2 ovos e 1 gema;
60 ml de sumo de laranja;
100 g de açúcar;
60 g de  manteiga amolecida;

350 g de farinha  de trigoT 65 (farinha para pão);
350 g de farinha  de trigoT 55 (farinha de bolos);
3 g de fermento seco;
5 g de sal.

Decoração:
sementes de papoila;
canela em pó.

Para Pincelar
1/2 colher de café  de açafrão;
1 chávena de café de leite;
2 colheres de chá de açúcar. 



Execução:
Na cuba da máquina de fazer pão, adicionar o leite, os ovos, o queijo creme, a manteiga, o sumo de laranja e o açúcar.
Peneirar as farinhas, juntar-lhe o sal e misturar bem. Deitar na cuba, sobre os restantes ingredientes e por ultimo adicionar o fermento seco.
Selecionar o programa  de "amassar e levedar" (na minha máquina é o n.º 6 e demora 1.50 h ).
Findo esse tempo verte-se a massa sobre uma superfície enfarinhada e amassa-se um pouco para libertar o ar.


Dividir a massa em duas partes, sendo uma um pouco maior. Moldar duas bolas. Reservar a menor.


Enfarinhar levemente e com o rolo a abrir uma das bolas de massa formando um disco (tipo base de pizza). Com uma tigela marcar um circulo ao centro. Transferir o disco de massa para um tabuleiro forrado com papel vegetal.


Cortar tiras paralelas que irão formar as pétalas e torcer cada uma duas vezes, sempre na mesma direção (como mostra a imagem). 


Misturar o leite,  com o açúcar e o açafrão. Amornar um pouco.
Pincelar todo o girassol.


 Cobrir o centro com sementes de papoila e canela.


Deixar levedar cerca de 30 minutos.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º até ficar dourado, cerca de 20 minutos.


O que se faz com a bola de massa menor?
Faça o que lhe apetecer, molde pequenos pães ou então...


Abrir um disco e cortar em 8 partes iguais.


Esticar com o rolo uma parte de cada vez e colocar o recheio na parte mais larga (eu usei queijo flamengo e fiambre de perú fumado).


Enrolar começando pela parte mais larga.
Deixar levedar cerca de 30 minutos.
Pincelar com leite.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, cerca de 15 a 20 minutos. 
Ainda quentes pincelar com um pouco de geleia.


Delicie-se com estes "croissants".
Aqui está um 2 em 1... lanche e pequeno almoço de uma vez só!


Uma massa muito fofa e esponjosa, adorei a textura. Vou de certeza usar a receita deste brioche muitas vezes, com outras formas e feitios.


No dia seguinte continuam ótimos, bem fofinhos.