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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tarte de Dióspiro

Falar dele é-me difícil, parece que as palavras não são suficientes, não abarcam tudo o que gostaria de dizer. Ele é único e especial, doce, suave, gentil, muito delicado e ao mesmo tempo robusto, forte, cheio de caráter e personalidade.
Não o consigo comparar a nada, nada se lhe iguala. Por isso procuro-o incessantemente, quero tanto revê-lo, olha-lo, contempla-lo, admira-lo... primeiro de longe e depois chegar perto, pertinho.  Acariciar a sua pele lisa e acetinada, sentir o seu aroma suave, mergulhar na cor quente e inebriante do seu olhar! 
Querer-lo assim tanto, deseja-lo com tanta intensidade e uma loucura, insanidade e no entanto, para o ter, ainda que por breves momentos, esqueço tudo, deixo-me arrastar e tiro os pés do chão...
Quero sentir o seu sabor  derramado na minha boca e nunca ficar saciada, saber sempre tão breve o seu fulgor.
Dio, Dio... vem cá, vem. Dio, que lindo és! Vem cá, aproxima-te, chega pertinho, assim, assim, tão bom... quero mais... mais DIÓSPIRO!


Acho que é o meu fruto preferido, o dióspiro, para os brasileiros é o Caqui!
Não um dióspiro qualquer, tem que ser autentico, nada de misturas com maça... esses não me satisfazem, são desenxabidos,  uma imitação, desses não.
Agora estes, estes aqui...


São pedacinhos de pôr de sol de outono, tão lindos, bons e... efémeros! Os dióspiros acabam num instante, por isso mesmo são os mais desejados.


Tinha que os trazer até aqui, mas eu gosto deles maduros às colheradas!
O que fazer' ? Um bolo? 
É muito bom, mas nenhuma novidade!
Um gelado...ai ! Que delicia, mas está tanto frio!
Então, a tarte da Isabel  do Blog do  Chocolate, que me deixou em estado de choque quando a vi!


Vou comer mais este para me inspirar... ainda sobram alguns, ihihih!


Obrigada ao Sr. João que me ofereceu estes maravilhosos frutos, podia come-los a toda a hora... será que enjoava?


Ingredientes:
Massa e Bolachas 
2 chávenas de farinha de trigo para bolos;
1/2 chávena de açúcar;
125 g de manteiga;
1 ovo;

Topping das bolachas
canela;
chocolate em pó;
açafrão;
erva doce em pó;
corante verde e vermelho;
leite.

Recheio
500 g de polpa de dióspiro (bem maduros);
2 pacotes de natas (400 ml);
7 ovos (pequenos);
2 colheres de sopa de amido de milho (maizena);
5 colheres de sopa de açúcar.


Execução:

Massa e Bolachas
Misturar a farinha com o açúcar no robot.
Cortar a manteiga em pedacinhos pequenos adicionar e pulsar várias vezes, até ficar tipo  areia grosso.
Bater ligeiramente o ovo. Juntar e deixar amassar até formar uma bolo.
Levar ao frigorífico durante 30 minutos.
Estender com o rola e forrar uma forma para tarte de fundo amovível.
Estender a restante massa e cortar bolachas em forma de folhas.
Com a ponta de uma faca desenhar as nervuras das folhas.


Colocar um golo de leite dentro que 4 chávenas de café.
Numa desfazer uma colher de sobremesa de chocolate e canela.
Noutra desfazer 1 colher de chá de açafrão:
Na 3.ª misturar erva doce em pó e umas gotas de corante verde.
Na última diluir corante vermelho.
Pintar as folhas. 
Se sobrar massa pode fazer algumas flores para decorar o centro da tarte.
Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno, a 180º, cerca de 15 minutos.
Arrefecer sobre uma grade.


Recheio:
Bater os ovos inteiros.
Desfazer o amido de milho num pouco de nata.
Misturar os ovos,as  natas , o amido de milho e o açúcar.
Levar ao lume, mexendo sempre até começar a espessar (ou em banho maria se preferir). Não deixar ferver.
Retirar e arrefecer.
Triturar a polpa de dióspioro, misturar no creme frio.
Encher a forma com este preparado e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 40 minutos.
Depois de fria desenformar e decorar com as folhinhas de  bolacha.


Bem bom, mas continuo a preferir o dióspiro ao natural!


Vai uma fatia?


Outono, lindo outono, pintado de laranja dióspiro. 
Pena que destes não encontro à venda :((