sábado, 8 de setembro de 2012

Bolo Invertido de Ameixas a Duas Cores


Minha doce menina,
minha querida andorinha.
Minha bela canção!
Alva como a manhã,
Negra noite pintada de verão.
Voa princesa voa,
Faz do mundo a tua casa,
Mas não te esqueças de mim!
Diz-me que voltarás,
Trazendo histórias de encantar
Que me farão sonhar,
Com o dia que contigo
Também poderei voar!


Um bolo de ameixas para festejar Setembro e também para lhes dizer adeus, a elas, às belas andorinhas.
Por fora tem as cores que nos lembram a proximidade da nova estação, mas a sua cobertura sabe a verão.
Dentro tem o perfume das flores e da terra quente, que tão bem faz à gente!


A minha amiga Fernanda O. fez um  bolo de ameixa que encontrou no blogue Coco e Baunilha, falou-me dele, de como era lindo e delicioso!  Quando o vi encheu-me o olhos e abriu-me o apetite.
Resolvi fazer um também, mas primeiro fui pesquisar um pouco, ver outras receitas e amadurecer o assunto. Enconttrei vários, todos maravilhosos, como por exemplo este saído do Caldeirão da Bruxa Solar ou este de com pêssego da Luisa Alexandra
Depois de "beber" uma pouco em cada um estava preparada para "criar" o meu, espero que gostem.


Ingredientes:
Cobertura
6 ameixas amarelas;
6 ameixas vermelhas;
2 colheres de sopa de mel;
3 colheres de sopa de açúcar amarelo;
2 flores de anis estrelado;
2 folhas de hortelã mourisca;
4 colheres de sopa de vinho moscatel;
2 colheres de sobremesa de manteiga;
1 pau de canela.
(escolha ameixas maduras, mas firmes)

Bolo
500 ml de farinha (2 chávenas);
250 ml de açúcar;
80 ml de mel;
80 ml de manteiga amolecida;
80 ml de iogurte natural;
1 dedo (mindinho) de raiz de gengibre ralado;
4 ovos:
2 colheres de chá de fermento em pó.


Execução:
Cobertura de ameixas amarelas
Cortar as ameixas em metades retirando-lhes o caroço.
Colocar num tacho 2 colheres de sopa de mel, 1 colher de sopa de açúcar amarelo, as flores de anis esmigalhadas, as folhas de hortelã, 1 colher de sobremesa de manteiga e 2 colheres de sopa de vinho moscatel. Dispor por cima as ameixas, com a parte interior virada para baixo e levar ao lume. Deixar ferver um pouco, apenas até as ameixas amaciarem e todos os ingredientes largarem os seus aromas .
Usando uma espátula colocar as ameixas na forma,  forrada com papel vegetal, regar com o molho.
Levar a forma ao congelador ligeiramente inclinada. Entretanto preparar a outra metade da cobertura.


Cobertura de ameixas vermelhas
Repetir o processo anterior mas com os seguintes ingredientes:
Colocar num tacho 2 colheres de sopa de açúcar amarelo, 1 pau de canela, 1 colher de sobremesa de manteiga e 2 colheres de sopa de vinho moscatel.  
Dispor as ameixas na forma e regar com a calda, voltar a colocar no congelador, para evitar que se misturem as caldas. 
Agora prepara-se a massa do bolo.


Bolo
Peneirar a farinha, misturar o fermento e reservar.
Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme fofo. 
Ralar o gengibre sobre o creme, de maneira a aproveitar todo o seu suco. 
Juntar o mel e bater um pouco mais.
Adicionar as gemas, uma a uma, batendo entre cada adição. 
Aos poucos envolver a farinha, alternando com o iogurte, até que ambos terminem. 
Bater as claras em castelo e incorporar na massa, usando uma espátula ou colher (sem bater). 
Verter a massa na forma, sobre as ameixas.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 50 minutos. 
Faça o teste do palito, deve estar seco, pois o tempo de cozedura varia de acordo com diversos fatores e tipo de forno.



Pode fazer só com um tipo de ameixa e calda, para que seja mais rápida a execução.
Ou misturar várias qualidades de ameixas e obter um marmoreado em diferentes tons (irei fazer assim numa próxima vez).


Gostava muito que pudessem provar... o suave sabor do gengibre e do o mel na massa... 
As ameixas caramelizadas em mel, moscatel,  hortelã, anis... canela...
Conseguem imaginar?
Tem que se comer duas fatias... uma de cada cor!


Não deixem de experimentar!
Agora vou-vos contar porque comecei o post a falar de andorinhas...
Fiz este bolo à noite e as fotos ficaram um desastre! Queria que fosse o pequeno almoço, por isso levantei-me um pouco mais cedo para fazer novas fotos, antes de ir trabalhar, foi então que...


Nem queria acreditar no que estava a acontecer! Centenas de andorinhas cobriam os fios da luz e telefone em redor da minha casa!


Fiquei sem fôlego com semelhante espetáculo e claro primeiro fotografei-as a elas. 


Muitas cuidavam das penas, preparando-se para a longa viagem. Outras mais excitadas, sobrevoavam as palmeiras do jardim, a foto não conseguiu captar o seu voo circular, nem a quantidade de aves que em alegre chilreada, assim pareciam brincar!


Despedi-me delas e elas, ao que parece, vieram despedir-se de nós!
Claro que não me apetecia sair dali, mas infelizmente não pude ficar até as ver partir. O meu marido diz que levantaram todas voo, circularam as palmeiras algum tempo e de repente... partiram!


Sei que voltarão! Foi o sinal de que o outono está mesmo a chegar... mesmo que finalmente seja verão!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Massa com Camarão em Molho de Queijo com Legumes e Cogumelos

Abro a porta, eles já estão à espera! Envergam fatos de cerimónia, verde musgo, estão tão aprumados que não posso evitar sorrir, lembram-me dois colegiais de uniforme no 1.º dia de aulas. 
- Venham comigo - digo-lhes,  enquanto me preparo para fechar a porta. Eis que oiço vozes, falam baixo, num suave cochicho, mas percebo o que dizem...
- Nem nos viu, não olhou para nós sequer de relance! Ontem fomos os preferidos, hoje não quer saber de nós... é mesmo volúvel! 
Sou obrigada a concordar eles têm razão, na véspera foram as estrelas da festa! Faço-lhes sinal para me seguirem, não os quero magoar!
Dou mais uma espreitadela, haverá mais alguém?
Então reparo que ela me sorri, de forma tímida e envergonhada, sei o que quer.
- Vem dai também!
Desta vez fecho a porta com urgência, não vão aparecer mais convidados inesperados!


Era para ser uma massa com camarão e courgette, mas ao abrir o frigorífico... saíram de lá mais alguns convidados inesperados, os cogumelos e a couve flor! 
Vi no blogue "Guloso e Saudável" uma receita de massa que me atraiu de imediato! A Vânia apresenta diariamente  receitas muito saborosas, aliando ao prazer da alimentação, a simplicidade de confeção e preocupação com o bem estar físico. Foi lá que fui buscar a "inspiração".


Ingredientes:
350 g de camarão descascado (usei congelado);
1 cebola grande;
4 dentes de alho;
2 courgettes;
200 g de cogumelos frescos;
1/2 couve flor (média);
125 ml de leite;
100 g de queijo mascarpone;
4 triângulos de queijo fundido;
azeite q.b.
sal com ervas aromáticas q.b.
segurelha q.b.
massa espirais q.b.


Execução:
Cozer a massa em água com sal, até que fique "al dente".
Cortar os courgettes em pedaços pequenos, partir raminhos de couve flor, picar a cebola e os alhos.
Numa frigideira grande ou wok, saltear com azeite os legumes e os cogumelos, temperar com o sal e a segurelha, não deixar cozinhar muito tempo, os legumes devem  ficar durinhos e crocantes. Retirar e reservar.
Na mesma frigideira saltear os camarões com azeite e alho.
Misturar os legumes e o camarão. 
Juntar o leite e os queijos, mexer até derreter e envolver todos os ingredientes.
Servir com a massa à parte, ou se preferir misturar tudo.


Usei os queijos que precisam ser gastos rapidamente, pois aproximava-se o fim da validade, mas pode usar os queijos da sua preferência.


Todos elogiaram esta massinha, eu sou suspeita porque gosto imenso de massas. Todos repetiram, bom sinal!


Bom apetite!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tarte Rústica de Cogumelos e Frango

- Então como foi? Vá conta lá, quero saber tudo em detalhe! Que tal é ele?
- Foi... mais ou menos.
- Mais ou menos? Ele tem fama de "Dom Juan", um batalhão de mulherio sempre atrás e tu dizes "mais ou menos"?
- Não sei como te explicar... nem lagostim, nem filé mignon... está mais para... cogumelo!


Comprei um frango de churrasco já pronto para o almoço. Cheguei a casa e ... apeteceu-me dar-lhe uma cara diferente! Tinha trazido no saco cogumelos frescos e então saiu esta tarte, ou quiche. É ótima para aproveitar restos de frango ou perú (assado ou estufado).
Lembrei-me do post da Moranguetes que fala dos benefícios do açafrão e resolvi usar um pouco aqui, ficou com uma linda cor!


Ingredientes:
Massa
250 g de farinha;
75 g de azeite;
60 ml de água;
oregãos;
alho em pó;
sal.

Recheio:
1 cebola;
1/2 couve coração;
4 dentes de alho;
300 g de cogumelos frescos (usei portobelo e paris pequenos);
2 peitos de frango assado;
5 ovos;
200 g de queijo mascarpone;
azeitonas verdes;
ervas de provence;
1 colher de café de acafrão;
azeite;
sal.


Execução:
Colocar a farinha num tigela, misturar o alho em pó, os oregãos e o sal.
Abrir uma cova ao centro, deitar a água e o azeite.
Com os dedos incorporar os líquidos, mas sem amassar, apenas até que se agreguem.
Numa superfície enfarinhada estender a massa com um rolo.
Cobrir uma forma de tarte com papel vegetal e colocar nela a massa. Ela vai-se partir, mas não se preocupem, pressionem com os dedos, façam remendos se necessário... fica sempre bem. 
Numa frigideira, refogar levemente, com um pouco de azeite a cebola laminada, os dentes de alho picados e ervas de provence. Juntar a couve cortada em juliana,  saltear e temperar com um pouco de sal..
Cobrir com a couve o fundo da tarte. 
Desfiar o frango e cobrir a couve.
Bater os ovos com o queijo e o açafrão, despejar sobre a tarte.
Na mesma frigideira saltear um pouco os cogumelos com alho e ervas de provence. Dispor na tarte juntamente com as azeitonas. 
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 35 minutos.



A massa desta tarte é muito saborosa, lembra pão de alho! É tão boa que acho que irei fazer bolachas salgadas com ela.


Muito rica e nutritiva, ela é uma refeição completa.
Gostei da adição do queijo mascarpone, assim não precisa de natas, embora eu esteja a usar cada vez mais natas de soja nestas iguarias.


Gosto de fazer este tipo de receitas no verão, sabem tão bem!


São quase infinitas as possibilidades, estou a pensar numa de...


A Josy, autora do maravilhoso blogue "Cozinhando com Josy" (se ainda não conhecem passem por lá pois tem receitas deliciosas),  atribuiu-me este selinho.
Segundo as regras devo dizer 7 coisas sobre mim e passa-lo a 15 blogues.
Então cá vai....

1.º  Gosto da verdade e de pessoas francas, detesto a mentira e hipocrisia, por isso me dou tão bem com as crianças (sou educadora de infância).

2.º Sou bastante teimosa (carneiro) e por tal persistente também. Tento realizar com sucesso aquilo a que me proponho. Tenho necessidade de me sentir bem com o que faço, por isso torno-me exigente e por vezes um pouco perfecionista (e ansiosa também).

3.º  A pintura fascina-me , emociono-me diante de obras dos meus pintores favoritos. Atrevo-me a pintar, cá por casa algumas paredes exibem esse meu atrevimento!

4.º Adoro a natureza, o verde, as flores, não seria feliz numa selva de betão. Fico furiosa quando vejo pessoas que não separam os resíduos recicláveis, deitam lixo pela janela do carro (buzino mesmo), deixam a sua porcaria espalhada pela praia ou na mata!

5.º Tenho necessidade de estar perto da água, adoro o mar transmite-me uma imensa paz, vê-lo, escuta-lo, cheira-lo, mergulhar e nadar nele, prova-lo, comê-lo. Sempre que posso vou vê-lo mesmo no inverno. Sonho com uma casa à beira mar, poder abrir a janela e deixar a brisa entrar, adormecer embalada pelo marulhar das ondas, sair a porta descalça e a poucos passos estar na areia, mas isto são só sonhos, tenho sorte de o ter pertinho.

6.º Admiro os animais, todos, até os insetos. Tenho gatos, uma cadelinha, peixes, rãs... que sorte temos em poder partilhar a vida com eles.

7.º Deixei o mais importante para o último lugar, a minha família claro, os meus filhos e marido são a razão da minha vida.

Sete já estão mas ainda falta dizer-vos que adoro dançar, musica rockeira, pop e latina em especial salsa (faço aulas e tudo); sou melómana, a música faz parte da minha vida; gosto  muito de ler e leio bastante, especialmente nas férias; na TV séries e filmes são a minha escolha. Agora estou viciada na blogagem de culinária, fascinada com este mundo que me trouxe todos vocês que muito estimo e nutro crescente carinho.

Devo agora passar o selo a outros blogueiros, para que possam (ou não) fazer o mesmo... cá vai:

Rapa Tachos da São
Menu Verde da Pami Sami
Blog do Marbene do Marbene
Ideias Cá de Casa da Moranguetes
Search n'Cook do Jota Sousa
Danza en la Cocina da Maria Jesus 
Sete Gramas de Ternura da Maria

Oh! Ficaram tantos, tantos que admiro profundamente fora desta lista!
Por favor sintam-se todos incluídos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Creme de Tomate e Cenoura

Ela é alta, magra, muito elegante.
Ele...  ele é baixote, algo desengonçado e bastante roliço, de rosto corado vê-se escarlate!
Dizem que não formam um par lá muito bonito, para eles a aparência pouco importa.
Juntos lembram o pôr do sol, num fim de tarde escaldante de verão, quando o céu arde de encanto.
Gostam de estar juntos, é amor a valer... quem não gosta que vire a cara para o lado, eles não querem saber!



No verão raramente faço sopa. Tolice não é verdade?
Resolvi partir em busca de sopas frias... e a urgência de gastar uns tomates já demasiados maduros deu razão de ser a este creme, que servi frio, mas quentinho também é muito bom. Dada a sua composição serve perfeitamente de refeição e é excelente para levar na  marmita.


Ingredientes:
1 kg de tomates bem maduros;
1 cebola grande;
1 courgette;
4 cenouras;
3 ovos;
mangerona;
azeite;
sal;
queijo ricotta



Execução:
Numa panela estalar levemente a cebola com o azeite
Juntar os tomates, as cenouras e o courgette pelados e partidos em pedaços. Cobrir com água,temperar com sal a gosto e deixar cozer.
Adicionar folhas de mangerona e triturar bem, até obter um creme aveludado.
Bater os ovos e misturar no creme, voltar a triturar para que não fiquem visíveis.
Servir com um pouco de queijo ricotta.


Nota: Quando estou com pressa trituro os legumes ainda em cru, depois fervo durante alguns minutos e volto a triturar, assim faz-se um creme num ápice!




Apetece dizer "tchim, tchim".

Iremos dizer no dia 21 de setembro, na festa de 1.º aniversário do blogue Oficina das Papitas, a Maria pediu receitas simples e saudáveis para os seus meninos, espero que gostem da minha escolha.

domingo, 2 de setembro de 2012

Gelado de Amoras II

Cheirar o rio, escuta-lo, senti-lo como parte de mim, deixar-me embalar por ele, maravilhar-me com ele!




O que tem o rio a ver com gelado de amoras?
Neste caso tem as amoras. Eu explico, fomos dar um passeio de kayak pelo nosso lindíssimo rio Coura.
Encontramos nas beiradas, as  maiores e melhores amoras da temporada! Não podia fingir que não as estava a ver!




Apanhamos algumas e com elas fiz uma versão de gelado diferente, com as amoras ao natural, inspirada no gelado do blogue Frango do Campo



Ingredientes:
650 g de amoras silvestres (pode usar das congeladas);
200 g de iogurte grego;
200 g de natas de soja (para sobremesas);
200 g de açúcar.




Execução:
Triturar as amoras.
Misturar a polpa de amoras com o iogurte, as natas de soja e o açúcar.
Colocar na gelateira cerca de 30 minutos. Levar ao congelador algumas horas.
Pode-se fazer sem a gelateira, sendo necessário bate-lo 2 ou 3 vezes durante a congelação.



Gostei muito deste gelado,  mais simples e rápido de fazer que a outra RECEITA, um sabor diferente, fantástico.



Tenho amoras congeladas e vou poder repetir mais vezes, que bom!
Vou mostrar-vos um pouco mais do rio de que vos falei no início.



Ponte medieval de Vilar de Mouros.



Pesqueiras.



Azenhas (antigos moinhos de água).



Uma prainha fluvial muito linda!
Não ficaram com vontade de fazer uma visita?




No fim deste passeio sabe mesmo bem um gelado!



As fotos das paisagens foram tiradas pelo meu marido.... eu remei, ahahah!

sábado, 1 de setembro de 2012

Geleia de Camarinhas

Deixo as memórias levantarem voo presas no bico de uma gaivota, sobrevoam as dunas, ou o que delas resta, já que muitas foram engolidas pelas águas furiosas do mar invernoso.
Ali estão elas, a sua visão trás-me à lembrança o riso dos meus filhos, as suas corridas dunas acima, rebolando na descida. Teimavam em apanhar, as bagas selvagens e come-las assim mesmo, cobertas com o pó que o vento levantou da areia e aquecidas pelo sol de verão!
Que bela visão as camarinhas, pequenas pérolas brancas, tão alvas que lembram bolinhas de granizo sobre os arbustos verde musgo, brilhando ao sol numa tarde de estio.
Dizem que são lágrimas da rainha Santa Isabel de Portugal, que chorando atravessou o pinhal.
Dão devem ser lágrimas, porque a sua visão enche de luz e alegria o coração.


Chamam-se  camarinhas ou camarinheiras,  apenas crescem nas dunas e nos pinhais junto à costa ocidental atlântica, é uma planta autoctone e quase exclusiva da Península Ibérica.



Ao caminhar entre os seus arbustos somos invadidos por um cheiro adocidado que lembra o mel.
O sabor é difícil de descrever são agridoces, bem refrescantes. A sua utilização na culinária está pouco explorada, mas a geleia de camarinha é   conhecida e uma verdadeira delicia.


As quantidades apresentadas foram as que usei, a regra será pesar o líquido já coado, resultante da cozedura dos frutos e adicionar 2/3 do seu peso em açúcar.


Ingredientes:


850 g de camarinhas;
380 g de açúcar;
agúa q.b.
casca de limão.



Execução:



Levar ao lume as camarinhas cobertas com água,  cozer em lume brando uns 30 minutos. 
As bagas brancas tornam-se translúcidas, depois ficam rosadas e por fim rebentam libertando polpa e as sementes escuras.
Passar por um passador de rede, ajudando com uma colher para retirar as sementes e aproveitar bem a polpa.
Pesar o liquido obtido e adicionar 2/3 do peso em açúcar e uma casaca de limão cortada bem fininha.
Levar novamente ao lume com o açúcar e deixar ferver em lume brando até obter um ponto estrada.
Guardar em frascos esterilizados.
Tal como todas as geleias, esta pode ser aromatizada de muitas formas diferentes: com casca de laranja, lima, tangerina,com sumo de limão, com gengibre, sálvia, anis, canela, noz moscada, pimenta, etc. Sempre misturadas no momento de adicionar o açúcar.

Se quiser usar com carne, misturar um pouco de vinagre balsâmico.





Enquanto cozem as camarinhas libertam um aroma que me lembra framboesas frescas e marmelos.



Existem cantigas e lendas associadas a estas pequenas bagas, encontrei AQUI algumas, bem como fotos antigas tiradas na Figueira da Foz, onde eram vendidas em cestos de verga e colocadas em cartuxos como se fossem tremoços.



Uma geleia tão bonita e saborosa, pedia um bom acompanhamento... um bolinho (scone) amarelinho e fofo, mas essa será a próxima receita.



São tão lindas as camarinhas!