Estava no fundo do baú, guardada entre muitas memórias antigas!
Mais uma relíquia do Alto Minho. Resultou de várias conversas com quem já tinha comido ou feito.
É o "Bolo do Tacho", como é conhecido, ou bolo da sertã, designação ainda usada nestas bandas para as frigideiras. Tentei recria-lo partindo de toda a informação que fui recolhendo.
Ingredientes:
Massa
2 chávenas de farinha de milho (250 ml cada);
1 + 1/2 de farinha de centeio;
20 g de fermento de padeiro;
1 chávena de água da cozedura de carnes, a ferver (ou apenas água);
1/2 chávena de água morna;
1 colher de chá de sal (não usei pois a água da cozedura das carnes já tinha sal).
Escaldar a farinha de milho com a água de cozer a barriga e os enchidos. Deixar repousar 1 hora.
Desfazer o fermento de padeiro em água morna (cerca de 60 ml).
Adicionar a farinha de centeio e o fermento à massa de farinha de milho, amassar, deitando golos de água morna até obter uma mistura homogénea, mas não demasiado compacta (fica um pouco peganhenta). Formar uma bola e levar a levedar 1 hora (ou mais), a massa duplica de tamanho e racha à superfície.
Cozer a barriga e os enchidos. Cortar em pedaços pequenos. Cortar os torresmos.
Numa frigideira grande derreter uma colher de sopa de banha. Enfarinhar as mãos com um pouco de farinha de centeio e espalhar metade da massa na frigideira.
Fritar em temperatura média, a massa cresce um pouco. Virar sobre um prato. Colocar as carnes na frigideira.
Virar sobre estas a massa do lado que não foi cozinhado.
Pressionar um pouco para a massa aderir às carnes, fritar novamente em lume brando.
Vira-se sobre o prato em que vai ser servido.
Também se pode fazer sem cozer previamente os enchidos, experimentarei essa versão numa próxima ocasião.
Isto é um petisco de "lamber os beiços"!
Acompanhem com um vinho verde da região, sugiro-vos experimentarem "Vinhão Aguião".
Todos choram ao olha-las, a sua proximidade trás uma enorme tristeza!
É impossível estar junto delas sem que dos olhos escorram umas lágrimas e o nariz dê umas quantas fungadelas! Mesmo assim há quem não possa passar sem elas e a tudo se sujeite só para as ter!
Gosto de cebola de quase todas as formas, só não sou grande apreciadora dela crua mas mesmo assim, cortada fininha na salada, picadinha bem miúda para temperar feijão frade ou em rodelas num bom hambúrguer até me sabe bem.
Uso-a em quase tudo o que cozinho, não a dispenso no arroz e na sopa.
Quero provar uma. Pegar na colher e zás...uma colherada, lamber os beiços, todos lambuzados de nuvem.
Comer as nuvens à mão, pequenos pedacinhos e senti-los derreter na boca.
Que boas são as nuvens, eu sei... a minha cabeça anda sempre por lá!
Há tantas variedades de molotof... tantas possibilidades, este foi inspirado numa receita da revista "Cozinha Prática Sucesso", n.º 119, recheada de deliciosas tentações!
Surgiu da necessidade de usar claras, muitas claras do creme de ovos que tenho feito. Foi feito no fim de semana do aniversário da Nádia.
Ingredientes:
Molotof
15 claras de ovo;
15 colheres de sopa de açúcar (cheinhas);
1 cálice de licor de limão (50 ml);
raspa* de 1 limão;
1 colheres de sopa de sumo de limão;
raspa* e sumo de 1/2 lima.
* o mais fina possível, se necessário esmagar no almofariz com um pouco de açúcar, deve ficar uma papa.
Molho de Framboesa
250 g de framboesas (podem ser congeladas);
50 g de açúcar;
Decoração
framboesas frescas;
meias rodelas de limão;
folhas de menta.
Execução:
Molotof
Untar com manteiga e polvilhar com açúcar uma forma grande e com chaminé.
Bater as claras em castelo.
Aquecer o forno a 180º.
Juntar, aos poucos, o açúcar e bater até deixar de sentir o granulado.
Adicionar as raspas, o licor e os sumos de limão e lima, continuando a bater.
Verter na forma, alisar bem.
Levar ao forno durante 20 minutos.
Deixar arrefecer e desenformar.
Molho de Framboesa
Levar ao lume as framboesas com o açúcar.
Deixar ferver até que as framboesas estejam cozidas e quase totalmente desfeitas.
Regar o molotof com este molho.
Decorar com framboesas frescas, meias rodelas de limão e folhas de menta.
Nota: Eu gosto de sentir alguma textura, encontrar pedacinhos e sentir as sementes no molho de framboesa. Se não for o seu caso pode coar o doce eliminando as sementes.
Não resisti às framboesas, lindas a gritarem por mim na prateleira do supermercado. São tentações a que terei que me habituar a resistir, estas e tantas outras... tudo vai piorar a partir de janeiro!
Se as nuvem soubessem assim... de certeza que desapareceriam e se extinguiriam num instante!
Estava a preparar o almoço... ervilhas, legumes variados e uns ovos escalfados, foi então que, de repente, os vislumbrei! Imaginei-os bem vestidos, alegres e coloridos, revelando delicadeza, mas mantendo a sua natureza!
Cor de rosa, a camisa, que bem lhes vai ficar e um ar rústico para destoar.
Fim de semana prolongado, que bom, e vontade de cozinhar um mimo! Não pode ser doce, temos comido muitos por aqui!
Então que seja salgadinho, mas vistoso para enganar os olhos.
Aproveitei que estava a estufar ervilhas com legumes e fiz estes queques, por isso aparecem pedacinhos de pimento e cenoura em alguns.
Ingredientes (12 unidades): 1 chávena de ervilhas cozinhadas, mas ainda rijas (cerca de 200 g); 200 g de farinha de trigo para bolos; 50 g de farinha de milho fina; 200 ml de kefir (pode-se substituir por iogurte natural); 2 ovos grandes; 4 colheres de sopa de azeite; 150 g de queijo emmetal (ou outro a gosto); 8 folhas grandes de manjericão; 1 colher de café de sal fino; 1 colher de chá de fermento em pó; 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio; queijo parmesão ralado para polvilhar (opcional).
Execução:
Cortar o queijo em pedacinhos pequenos.
Peneirar, para uma taça, as farinhas, misturar bem o fermento, o sal, o manjerição picado e o bicarbonato de sódio.
Bater ligeiramente os ovos, juntar o azeite e o kefir (ou iogurte).
Abrir uma cova ao centro da farinha, verter os ingredientes líquidos.
Adicionar o queijo.
Com uma colher de pau, ou espátula, envolver bem todos os ingredientes, sem bater a massa.
Num tabuleiro para queques colocar formas de papel (ou então untar bem com manteiga e polvilhar com farinha).
Encher com uma boa colherada (usei a colher de fazer bolas de gelado) em cada forma.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 15 a 20 minutos.
Podem aproveitar para fazer num momento que tencionem cozinhar ervilhas, basta colocar mais algumas.
Ficam bem bonitinhos e saborosos também!
Se não tiverem manjericão usem outra erva aromática de que gostem, pode ser alecrim, tomilho, salsa, oregãos, salva, etc.
O kefir tornou a massa esponjosa, usei um que estava há 48 horas a fermentar.
Eles são três, o mais diferentes que possam imaginar.
Não há quase nada em que se possam comparar.
Juntos provocam sensações desconhecidas, prazeres proibidos .. despertam a luxuria, fazem a cabeça rodopiar numa espiral de contentamento.
Duvidas?
Então experimenta!
Um bolo... 3 cremes diferentes, junta-se ainda café, whisky e ... o que temos aqui?
Pura sedução!
Ingredientes:
2 pacotes de bolacha Maria;
1 cálice (40 ml) de whisky;
200 ml de café forte.
Creme de Chocolate
100 g de chocolate negro 70% cacau;
1 lata de leite condensado;
1 lata de leite (a mesma do leite condensado);
2 colheres de sopa, rasas, de farinha maizena.
Creme de Ovos
10 gemas;
10 colheres de sopa de água;
10 colheres de açúcar.
Creme Chantilly
400 ml de natas;
1 colher de chá de sumo de limão;
4 colheres de sopa de açúcar.
Execução:
Começar por preparar os cremes que vão ao lume, pois terão que estar completamente frios para realizar a montagem do bolo (podem até ser feitos de véspera).
Creme de Chocolate
Desfazer num pouco do leite a farinha maizena.
Levar ao lume os restantes ingredientes, deixar derreter bem o chocolate. Adicionar a farinha desfeita no leite e mexer bem até engrossar.
Retirar do lume e mexer de vez em quando para que não se forme uma película à superfície Cobrir com película aderente e deixar arrefecer totalmente.
Creme de Ovos
Misturar bem as gemas com o açúcar e a água.
Levar a lume brando, sem parar de mexer.
O creme vai começar a engrossar, retirar do lume e continuar a mexer... não pode ferver.
Se necessário levar um pouco mais ao lume até obter uma consistência bem cremosa. Está pronto quando ao mexer se começa a ver no fundo um sulco tipo "estrada".
Creme de Chantilly
Bater bem as natas.
Adicionar o sumo de limão e o açúcar batendo um pouco mais.
Refrigerar.
Montagem
Misturar o whisky no café.
Colocar um aro de forma sobre um prato.
Cobrir o fundo com creme de chocolate.
Mergulhar no café uma bolacha de cada vez e dispor sobre o creme até obter um "disco".
Cobrir com uma generosa camada de creme de chocolate.
Repetir a camada de bolachas (desencontrada da anterior) e cobrir com o creme de ovo.
Voltar a colocar uma camada de bolachas e cobrir com o creme de chantilly.
Repetir todo o procedimento, sendo a última camada de chantilly.
Levar ao congelador durante algumas horas.
Retirar o aro descolando o bordo com a ajuda de uma faca.
Cobrir todo o bolo com chantilly.
Decorar usando um saco de pasteleiro com uma boca bem fina e desenhar um padrão em rede sobre o bolo.
Levar ao congelador até há hora de servir.
Terminar a decoração com raspinhas de chocolate.
Npta: Na próxima vez irei engrossar um pouco o creme de ovos, para ficar uma camada mais distinta.
Eu gosto imenso de bolo de bolacha, mas não do que têm a cobertura com imensa manteiga, acho-o enjoativo.
Eu sei que este é uma bomba, mas só se come de longe a longe... é absolutamente delicioso! Feito para ocasiões especiais.
Nem vão acreditar no que acontece dentro da boca quando se come... é puro prazer! Um escândalo... um orgasmo para o paladar, ahahah!
Trago-vos ainda uma boa noticia para o blogue, o "Tentações Sobre a Mesa" passou a fazer parte do grande grupo dos "Melhores Blogues Portugueses de Culinária", uma distinção feita pela Fabricas Lusitânia, que me deu uma grande alegria!
São de facto as farinhas da minha preferência, as que uso desde sempre.
"Eu nasci com a música dentro de mim. Ela é-me tão necessária quanto a comida ou a água." (Ray Charles)
Gordon Matthew Thomas Sumner, foi nele que pensei quase de imediato! Não que ele seja o único ou o maior, mas porque são imensas as suas obras que me têm acompanhado ao longo da vida.
Admiro o artista, (cantor, compositor, ator...) mas também admiro o homem, que ao longo da vida junta sucessos e transforma momentos difíceis em arte! Abraça causas de coração aberto, mostra ao mundo os problemas que o homem cria e a destruição que provoca; ele e a esposa fundaram a "Rainforest Found" para proteger as selvas brasileiras e os seus povos indígenas; embalou os corações de mães argentinas cujos filhos eram presos políticos, "They Dance Alone"; alertou o mundo para os amigos assassinados pelos "contra" na Nicarágua, "Fragile"; e andou em digressão pela Amnistia Internacional.
Convidei-o para jantar, ao STING, ontem dia 2 de Outubro, mas ele declinou gentilmente o convite por ser o dia do seu aniversário. - Sabes faço 61 anos e quero estar com a Trudie e com os nossos filhos, mas se não te importares almoço contigo no dia seguinte! - O aniversário é teu, parabéns, mas fui eu quem recebeu um enorme presente, então até lá.
O coração deu um salto no peito e a cabeça entrou num turbilhão... o que lhe hei-de oferecer?
Então lembrei-me da sua origem humilde, filho de um leiteiro, do seu gosto por produtos biológicos, aliei a isso algo da nossa culinária mais tradicional e saiu um "Arroz de Pato" caseiro.
O taxi parou na minha porta à hora marcada, britânico pois então! Pelo sorriso rasgado do taxista percebi que a gorjeta fora generosa, "posso esperar se desejar" pode ouvi-lo dizer, enquanto abria a mala e retirava... nem queria acreditar, uma guitarra!
Desci o pátio ao seu encontro e de repente estava envolvida num abraço caloroso, o que me surpreendeu vindo de um inglês! Estava à espera de ver uma vedeta, um galã da música e do cinema mas na minha frente encontrei um homem bem alto, vestido com calças de ganga roçadas, camisa semi aberta e cabelo quase rapado, contudo muito charmoso!
O dia estava soalheiro, conduzi-o ao terraço onde bebericamos um aperitivo e comemos "Cacete Misto Recheado", quentinho a estalar.
- Com que então, aqui estamos nós sendo flagrantes - disse ele - é um flirter consumado.
Admirou-me que fosse tão falador, imaginava-o reservado, a conversa fluiu sem cessar... falou-me sobre seu enorme gosto em andar em digressão.
- É uma sensação maravilhosa e viciante estar frente a 5.000 ou 10.000 pessoas e todos estão felizes por te ver - afirmou. Isso fez de mim um pai muitas vezes ausente, perdi muitos momentos importantes da vida dos meus 6 filhos, não tenho sido um bom pai, mas preciso de estar em movimento, hoje uma cidade, amanhã outra diferente... let's move!
- O casamento resiste a todas essas ausências? - perguntei com um pouco receio de estar a ir longe de mais.
- O primeiro não resistiu, foi o meu grande fracasso, mas com a Trudie é diferente, ela é o meu chão, o meu ponto de viragem, a minha orbita. Ela é o meu ponto central, gravito em torno dela, faço longas orbitas, ahahah! Quando penso em "casa" penso nela. Chego a estar um mês sem a ver, é difícil mas mantém as coisas... sumarentas! Estamos juntos há 30 anos, tenho um enorme orgulho da grande mulher que ela é, está sempre enfrentando novos desafios! Ela é o meu ídolo. O amor tem que ser assim, "if you love somebody, set them free"!
Entre novembro e dezembro tenho 19 concertos, com a minha digressão "Back to Bass Tour", acompanhado por uma banda de apenas 5 elementos, terminamos em Jakarta. Algo muito diferente da anterior na qual fui acompanhado pela Royal Philarmonic Concert Orchestra.
A conversa fez-se longa, tal como o almoço. Depois uma generosa fatia de "Bolo de Bolacha com 3 Cremes" pegou na guitarra, os acordes começaram a soar... - Está é para ti Helena, espero que gostes! Senti uma onda de calor inundar a minha face... - Sabes qual é? - indagou. - Sei, conheço bem, "Every Little Thing She Does is Magic". É mesmo galante! No final perguntou-me o que gostaria de ouvir, eu pedi-lhe a versão em português do "Fragile". Já escutaram Sting a cantar em português?
Ainda me ofereceu o duplo CD "The best 25 Years", uma celebração de 25 anos de carreira a solo!
- Gordon, porque te chamam Sting? - Ahahah! Ganhei essa alcunha por usar uma camisola que lembrava uma abelha, "sting" de ferrão! Cuidado, posso ferrar mas não sou venenoso! (Fonte de informação www.Sting.com)
Ingredientes: 2 patos; 500 g de arroz; 150 g de bacon; 1 chouriço de carne regional; 4 cravinhos; 2 cebolas 1 limão; 6 dentes de alho; 2 folhas de louro; pimentão picante q.b. azeite q.b. sal.
Execução:
Numa panela grande levar a cozer os patos partidos em quartos, e cebola, o louro e o chouriço. temperar com o sal e os cravinhos inteiros. A carne deve ficar bem cozida mas ainda rija, sem desmanchar.
Deixar arrefecer e desfiar os patos retirando peles, ossos e toda a gordura.
Cortar o chouriço em pedacinhos e misturar na carne.
Temperar a carne com uma pasta feita com os alhos bem picados, sumo de limão, pimentão picante e um pouco de azeite (até aqui pode ser preparado de véspera).
Limpar o caldo da cozedura retirando a gordura que coalhou à superfície, retirar os cravinhos e o louro. Com a varinha triturar o caldo desfazendo a cebola cozida.
Fazer um refogado com 1 cebola picada, azeite, alho, até que a cebola fique translucida. Juntar o bacon e saltear um pouco. Adicionar o caldo, duas vezes o volume do arroz, e assim que levantar fervura juntar o arroz, retificar os temperos. Quando o arroz está semi cozido transfere-se para uma assadeira, dispõe-se a carne alternadamente com o arroz.
Decora-se com rodelas de chouriço e leva-se ao forno para terminar a cozedura do arroz e até alourar.
Este é um dos pratos preferidos aqui em casa, faço sempre dose reforçada porque todos queremos repetir e repetir e comer no dia seguinte outra vez.
Com este receita participo no projeto "Convidei para jantar" da Anabageri, que nesta edição decorre no blogue "Hoje para Jantar" da Vera, que vai na 7.ª edição e cujo tema, como já adivinharam, é a música.
Digam lá se sou ou não uma sonhadora? Já agora não custa nada divulgar e procurar parar a devastação deste nosso planeta tão lindo...
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Quero-te tanto, tanto que nem sei quanto! Quero-te a toda a hora e até pela noite fora. Quero-te logo ao acordar e não te dispenso ao deitar. Quero-te sempre comigo, contigo nunca brigo! Quero-te simples, ou bem acompanhado, seco ou molhado. Quero-te e está tudo dito, quero-te muito menino bonito.
Este pão de mistura é mesmo bom! Claro que o recheio ajudou bastante.
Ingredientes:
Massa do Pão
2 chávenas de farinha de trigo sem fermento (tipo T65);
1 chávena de farinha de trigo integral;
1 chávena de farinha de centeio;
300 ml de leite morno;
100 ml de água morna;
25 g de fermento de padeiro;
10 g de açúcar;
5 g de sal;
leite para pincelar.
Recheio
queijos variados (gorgonzola, cheddar, emental, queijo da ilha);
1/2 chouriço regional;
presunto;
salva e oregãos frescos.
Execução:
Desfazer o fermento com um pouco do leite morno e o açúcar, deixar atuar alguns minutos. Peneirar para uma tigela grande a farinha de trigo e centeio. Juntar a farinha de trigo integral e o sal. Abrir uma cova ao centro das farinhas, adicionar o leite, metade da água e o fermento. Com movimentos circulares envolver a farinha até que todo o liquido tenha sido absorvido. Caso seja necessário juntar mais um pouco de água ou farinha, deve ficar uma massa lisa e elástica, fácil de formar uma bola. Amassar um pouco. Colocar num local aquecido e deixar levedar durante cerca de 2 a 3 horas, ou até duplicar de volume.
Estender a massa, sobre uma superfície enfarinhada, de forma a obter um retângulo. Distribuir os queijos, o chouriço, o presunto e as ervas aromáticas junto a uma das extremidades, deixando um bordo. Enrolar como de fosse uma torta até cobrir parte do recheio com a massa, deixando livre uma metade do retângulo. Golpear a intervalos regulares, com cerca de 2 dedos de largura, a outra metade da massa de forma a obter tiras..
Fechar o cacete com as tiras da maneira que se vê na imagem seguinte.
Fechar bem os topos do cacete. Pincelar com leite. Colocar sobre um tabuleiro enfarinhado e deixar levedar cerca de 1 hora. Levar ao forno, pré-aquecido a 200º, durante cerca de 35 minutos.
Não deixar arrefecer, comer imediatamente... tão bom!
Quem diz que por aqui só há doces? Há salgados e bem bons! Este pão é... delicioso! A massa fica escurinha por causa do centeio e do trigo integral, é muito saborosa e depois do recheio... nem se fala!
Cada vez gosto mais de fazer pão! Quem me dera poder ir aprender a "sério" para uma padaria artesanal.