quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sopa de Peixe

Caleinte, mucho caliente!
Hot, very hot!
Quente, muito quente!
Boa para sacudir o frio.


Já nem me lembrava de comer uma sopa de peixe!
A verdade é que não me serve qualquer uma, neste capítulo sou um pouco... seletiva!
A sopa de peixe da Laranjinha e da Moranguetes aguçaram-me o apetite,  acordaram o desejo.
Deixo-vos a minha versão, que de certeza já adivinharam é picante e composta por um creme espesso, aveludado, recheado com peixes variados (ótimo para acabar com postas soltas).
Prepara-se num instante, em cerca de 30 minutos estava na mesa e serviu de refeição.

Ingredientes:
3 postas  de peixe (usei salmão, pescada e tamboril);
4 tomates, bem maduros;
4 cenouras;
3 batatas;
3 cebolas;
1/2 pimento vermelho;
4 dentes de alho;
2 piri-piris frescos (ou 1 malagueta);
100 g de massa (espirais, cotovelos...);
1 caldo de marisco (se houver uns camarões são ainda melhores);
coentros (usei os talos);
1 folha de louro;
azeite;
sal.


Execução:
Numa panela levar ao lume o peixe, 2 cebolas cortadas em quartos, dois dentes de alho,  a folha de louro, o caldo de peixe e uma pitada de sal, com cerca de 1,5 litros de água.
Noutra panela refogar ligeiramente 1 cebola e 2 dentes de alho.
Adiconar o pimento em tiras, os piri-piris (retirei as sementes) e o tomate picado grosseiramente (não retiro nem a pele, nem as sementes), deixar cozinhar um pouco.
Juntar as cenouras e as batatas em cubos, cobrir com água e cozinhar até que as cenouras estejam macias (não colocar demasiada água nesta fase, pois mais tarde irá ser adicionado o caldo de cozer o peixe). 
Desfiar o  peixe, retirando as peles e espinhas, reservar.
Com uma escumadeira retirar as cebolas e alho que cozeram com o peixe e  juntar aos legumes na outra panela. 
Coar o caldo de cozer o peixe e verter sobre os legumes. 
Juntar 1/3 do peixe, os coentros e triturar tudo muito bem. Se ficar muito espesso deitar um pouco mais de água. Retificar de sal.
Deixar levantar fervura e adicionar a massa. 
Perto do final da cozedura, introduzir na panela o restante peixe.


Comida junto da lareira, com um vinho tinto maduro a acompanhar.
Uma tigela só?
Não foram mesmo 2 e  bem cheias!
Participo com esta sopa na iniciativa de  Comer bem por poucos € no blogue Chez Sónia.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Cogumelos em Tigela de Pão

"- Leva esta cestinha à avózinha, mas toma cuidados não te detenhas no caminho, não  fales com estranhos..."
Quem havia de dizer que por trás de um aspeto tão inofensivo, de uma voz tão gentil, de uma aparência tão atraente, se escondia tamanho perigo?!

 Tantos e tão bonitos, tenho encontrado cogumelos de todas as formas e tamanhos este ano!


Contudo este encontro é meramente contemplativo, olho e levo  apenas em fotografia.



Lamentavelmente não sei distinguir os que se podem comer dos outros...os venenosos, por isso fico-me pelos do supermercado.


Hoje trago-vos uma sugestão vegetariana, espero que gostem.
Pode servir como refeição, ou como entrada, dependendo do tamanho das tigelinhas.


Ingredientes:

Massa para as tigelas de pão (dá para 6)
2 chávenas de farinha T 65;
1 chávena de farinha de trigo integral;
1 + 1/4 de chávenas de água morna;
1/4 de chávena de azeite;
15 g de fermento de padeiro fresco (ou 1 colher de chá de fermento seco para pão);
1 colher de chá de ervas de provence;
1 colher de chá de alho em pó;
1 colher de chá de sal fino.


Execução:
Desfazer o fermento num pouco de água morna.
Peneirar a farinha de trigo e juntar a farinha de trigo integral.
Misturar o sal, o alho em pó e as ervas aromáticas.
Abri uma cova ao centro a juntar o fermento desfeito, a restante água e o azeite. 
Amassar (à mão ou na batedeira ou MDP) de forma a que todos os ingredientes fiquem bem agregados e a massa se torne lisa e elástica.
Deixar levedar até dobrar de volume (1.30 h a 2 horas), em ambiente tépido (pode ser dentro do forno).
Forrar o exterior de tigelas pequenas com folha de alumínio (atenção que vão ao forno, logo têm que ser resistentes ao calor, como por exemplo de barro ou porcelana).
Estender com o rolo sobre uma superfície enfarinhada.
Recortar círculos e colocar sobre as tigelas invertidas.


Rematar o bordo com um cordão entrelaçado ou de outra forma a gosto.
deixar repousar cerca de 30 minutos.
Cozer em forno pré-aquecido a 180º até começarem a dourar (15 a 20 minutos).


Recheio:
cogumelos variados (paris, portobello, pleuros...)
rebentos de soja;
dentes de alho;
piri-piris frescos (ou malaguetas);
folhas de salva fresca;
oregãos frescos
azeite;
molho de soja;
sumo de limão;
sal.

Guarnição
agriões
romã


Enquanto as tigelas estão no forno prepare os cogumelos.

Execução:

Forrar o fundo de uma  frigideira grande ou wok com azeite, juntar a salva, os oregãos e os piri-piris picados, deixar fritar um pouco. 
Adicionar os cogumelos, os dentes de alho esmagados, o sal, o molho de soja e saltear.
Juntar os rebentos de soja e saltear um pouco mais.
Rechear as tigelas de pão quentinhas.
Guarnecer com agriões e bagos de romã.


 Se fores passear pela floresta, fica alerta e tem cuidado... eles andam por lá!


Se forem estranhos, se não os conheceres, não fales com eles... não lhes toques, cuidado menina eles são encantadores, mágicos até mas encerram perigos mortais!


Atrevo-me a dizer que ficava bem bonito na mesa de Natal.
Podem-se preparar as tigelas fazendo uma pré cozedura mas sem terminar. Depois congelar, no dia levar ao forno até dourarem um pouco e servir.


Querem visitar a floresta mágica?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tarte Marmelo e Maça com Especiarias e Vinho Moscatel

- Queres vir fazer marmelada comigo?
- Descarado, isso é coisa que se pergunte assim, dessa forma?
- Menina marota, em que está a pensar? Eu por acaso estava a referir-me a um docinho!
- Ora, para fazer um docinho o marmelo não precisa de mim... (olha o caramelo)!
- Preciso sim, marmelo e maça juntinhos, entrelaçados...como dizer "casadinhos" assim, não há nada melhor, acredite em mim!


Deixo-me levar ao sabor do vento, do pensamento, num suave embalo pintado de cores quentes e aromas pungentes. Assim tento esquecer o frio, esquecer que o verão ainda está tão longe.


Não gosto do frio, detesto! Fico semi paralisada, sem disposição para nada a não se encolher-me, enrolar-me como um gato e fazer do edredom o meu pelo quente. 

Ingredientes:



Massa

1 +1/4 chávenas de farinha (310 ml);
1/4 de chávena de manteiga fria (60 ml);
1/4 de chávena de açúcar amarelo;
50 ml de água fria;
canela q.b.;
noz moscada q.b.;
cravinho em pó q.b.

Recheio
3 marmelos maduro e grandes;
2 maças grandes (usei Starking);
2 paus de canela;
4 colheres de sopa de açúcar;
100 ml de vinho moscatel (ou vinho do porto);
gengibre fresco ralado (1 dedo mindinho);
3 vagens de cardamomo  (ou casca de limão).


Execução
Massa
Misturar a farinha com o açúcar e as especiarias*. 
Cortar a manteiga em pedaços pequenos.
Colocar  no robot e pulsar até ficar tipo de um areão.
Adicionar a água e deixar amassar um pouco até ser possível formar uma bola.
Envolver em película aderente e colocar no frio durante 30 minutos.
Estender com o rolo e forrar uma forma para tarte.

*A quantidade das especiarias depende do gosto pessoal, prove a massa e tome a sua decisão, eu coloquei generosamente.

Recheio
Cortar os marmelos ao meio, retirar o caroço  a parte mais dura do centro.
Fatiar as metades em 4 partes.
Numa frigideira levar ao lume o açúcar com o vinho e as especiarias, assim que o açúcar derreter juntar os marmelos. Cozinhar em lume  brando até que fiquem macios mas ainda firmes.
Cobrir o  fundo da tarte com marmelo e maça cortados em pedacinhos.
Sobre estes dispor as fatias de marmelo e maça intercaladas, como se vê nas imagens.
Regar com o molho que ficou na frigideira.
Levar ao forno cerca de 35 minutos.
Pincelar com geleia de marmelo.
Servir quente ou fria.



Esta tarte é só fruta assada,  bolacha e o molho de vinho Moscatel com as especiarias... hum, um cheirinho e sabor incrível.


Porque o outono já está a desvanecer, aproveite e prove esta tarte, deixe que o seu sabor lhe core as faces e já agora... porque não?  Aproveite um pouco mais e faça marmelada!

domingo, 25 de novembro de 2012

Bolo de Chocolate com Conguitos

Vi um vulto negro!
Negro como a noite sem luar, envolto na sua longa capa preta, o rosto oculto pelo capuz.
Senti-me imediatamente atraída pelo mistério que o rodeava.
Segui-o em pontas de pés, dissimulada pelas sombras da noite. Subitamente tropecei e cai e quando ergui o rosto ele estava diante de mim, com a sua figura imponente.
Um arrepio percorreu-me o corpo, eriçaram-se os cabelos de medo e o coração bateu descompassado!
Lentamente ergui-me, embora os joelhos teimassem  em não querer suster o peso do meu corpo frágil.
Nisto ouvi a sou voz rouca:
- Porque me segues, que queres de mim?
- Eu? -  gaguejei - eu só queria...
- Já sei querias. o que todos querem, querias o meu... amendoim!



Conguitos! Amendoim envolto em chocolate negro, tão bom.. quando os apanho é difícil larga-los.


Só me apercebi que o fundo do bolo estava tão giro já depois de cortado!

Se soubesse teria-o virado. Ainda tenti, mesmo já cortado mas tarefa revelou-se difícil  pois ainda estava quente e como é muito fofo as fatias de teimavam em se quebrar!


Ingredientes:
150 g de chocolate em tablete (usei chocolate de leite, com menor tei«or de cacau por isso ficou clarinho);
150 g  de manteiga;
125 g de açúcar;
100 g de farinha para bolos;
2 ovos;
125 ml de kefir (pode substituir por iogurte natural);
4 gotas de aroma de baunilha;
1 colher de chá de fermento em pó;
200 g de Conguitos (amendoim coberto de chocolate).


Execução:
Partir o chocolate em pedacinhos.
Derreter o chocolate com a manteiga e o açúcar em lume brando e deixar arrefecer um pouco.
Misturar a farinha com o fermento.
Bater ligeiramente os ovos e misturar com o creme de chocolate.
Adicionar a farinha e incorporar bem.
Juntar o kefir e bater suavemente até obter uma massa homogénea.
Adicionar os Conguitos.
Forrar um tabuleiro com papel vegetal untado com manteiga.
Levar ao forno, pré-aquecido,  a 180º , durante cerca de 35 minutos.


Era para ser um brownie... mas  ficou tão clarinho que não me atrevia a dar-lhe esse nome! 

Da próxima vez irei escolher um chocolate com maior teor de cacau. Usei  Milka, de que tanto gosto, mas no final até achei graça ao contrate da cor da massa e dos Conguitos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tarte de Dióspiro

Falar dele é-me difícil, parece que as palavras não são suficientes, não abarcam tudo o que gostaria de dizer. Ele é único e especial, doce, suave, gentil, muito delicado e ao mesmo tempo robusto, forte, cheio de caráter e personalidade.
Não o consigo comparar a nada, nada se lhe iguala. Por isso procuro-o incessantemente, quero tanto revê-lo, olha-lo, contempla-lo, admira-lo... primeiro de longe e depois chegar perto, pertinho.  Acariciar a sua pele lisa e acetinada, sentir o seu aroma suave, mergulhar na cor quente e inebriante do seu olhar! 
Querer-lo assim tanto, deseja-lo com tanta intensidade e uma loucura, insanidade e no entanto, para o ter, ainda que por breves momentos, esqueço tudo, deixo-me arrastar e tiro os pés do chão...
Quero sentir o seu sabor  derramado na minha boca e nunca ficar saciada, saber sempre tão breve o seu fulgor.
Dio, Dio... vem cá, vem. Dio, que lindo és! Vem cá, aproxima-te, chega pertinho, assim, assim, tão bom... quero mais... mais DIÓSPIRO!


Acho que é o meu fruto preferido, o dióspiro, para os brasileiros é o Caqui!
Não um dióspiro qualquer, tem que ser autentico, nada de misturas com maça... esses não me satisfazem, são desenxabidos,  uma imitação, desses não.
Agora estes, estes aqui...


São pedacinhos de pôr de sol de outono, tão lindos, bons e... efémeros! Os dióspiros acabam num instante, por isso mesmo são os mais desejados.


Tinha que os trazer até aqui, mas eu gosto deles maduros às colheradas!
O que fazer' ? Um bolo? 
É muito bom, mas nenhuma novidade!
Um gelado...ai ! Que delicia, mas está tanto frio!
Então, a tarte da Isabel  do Blog do  Chocolate, que me deixou em estado de choque quando a vi!


Vou comer mais este para me inspirar... ainda sobram alguns, ihihih!


Obrigada ao Sr. João que me ofereceu estes maravilhosos frutos, podia come-los a toda a hora... será que enjoava?


Ingredientes:
Massa e Bolachas 
2 chávenas de farinha de trigo para bolos;
1/2 chávena de açúcar;
125 g de manteiga;
1 ovo;

Topping das bolachas
canela;
chocolate em pó;
açafrão;
erva doce em pó;
corante verde e vermelho;
leite.

Recheio
500 g de polpa de dióspiro (bem maduros);
2 pacotes de natas (400 ml);
7 ovos (pequenos);
2 colheres de sopa de amido de milho (maizena);
5 colheres de sopa de açúcar.


Execução:

Massa e Bolachas
Misturar a farinha com o açúcar no robot.
Cortar a manteiga em pedacinhos pequenos adicionar e pulsar várias vezes, até ficar tipo  areia grosso.
Bater ligeiramente o ovo. Juntar e deixar amassar até formar uma bolo.
Levar ao frigorífico durante 30 minutos.
Estender com o rola e forrar uma forma para tarte de fundo amovível.
Estender a restante massa e cortar bolachas em forma de folhas.
Com a ponta de uma faca desenhar as nervuras das folhas.


Colocar um golo de leite dentro que 4 chávenas de café.
Numa desfazer uma colher de sobremesa de chocolate e canela.
Noutra desfazer 1 colher de chá de açafrão:
Na 3.ª misturar erva doce em pó e umas gotas de corante verde.
Na última diluir corante vermelho.
Pintar as folhas. 
Se sobrar massa pode fazer algumas flores para decorar o centro da tarte.
Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno, a 180º, cerca de 15 minutos.
Arrefecer sobre uma grade.


Recheio:
Bater os ovos inteiros.
Desfazer o amido de milho num pouco de nata.
Misturar os ovos,as  natas , o amido de milho e o açúcar.
Levar ao lume, mexendo sempre até começar a espessar (ou em banho maria se preferir). Não deixar ferver.
Retirar e arrefecer.
Triturar a polpa de dióspioro, misturar no creme frio.
Encher a forma com este preparado e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 40 minutos.
Depois de fria desenformar e decorar com as folhinhas de  bolacha.


Bem bom, mas continuo a preferir o dióspiro ao natural!


Vai uma fatia?


Outono, lindo outono, pintado de laranja dióspiro. 
Pena que destes não encontro à venda :((

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pão Sem Amassar

Eu estava cética, mesmo descrente, ou melhor, tal como Tomé queria ver para crer!
Assim foi... vi e acreditei!
Agora tenho que passar o testemunho para todos vocês, pois pode parecer ficção mas não é!
É verdade, verdadinha, eu posso garantir porque vi!
Eu vi com estes olhos que a terra há-de comer e mais... pus o dedo... mexi bastante e depois?
Depois não resisti e comi!


É um pão minimalista! 
Minimalista nos ingredientes e no manuseamento também, requer apenas algum planeamento, pois precisa de levedar no mínimo durante 14 horas.
O processo é da autoria de Mark Bittman, chama-se "no kneat bread", ou seja pão sem amassar.
Eu estava tão descrente que nem fiz o passo a passo, mas deixo o video no final para quem não conhece apreciar... acrescentei o chouriço, claro está, regional, aqui da zona e tão bom!


-Eu gosto tanto de amassar! 
-Este não se pode!
-Então?
-Nada, não se amassa mesmo nada!


Ingredientes: 
3 chávenas de farinha de trigo (usei T65) + para enfarinhar;
1 + 1/4 de colher de chá de fermento seco para pão (acho que não era tanto mas foi o que percebi ao ver o video, já li que é apenas 1/4, mas o fermento que uso diz que uma carteira dá 500 g de farinha);
1+ 1/4 de colher de chá de sal;
1 + 1/2 chávena de água morna;
farinha de milho ou farelo de trigo para envolver.

*Medida da chávena 250 ml.


Execução:
Deitar a farinha num recipiente, misturar o fermento e o sal. Adicionar a água e mexer só até que toda a farinha seja absorvida.
Acabou por agora. Está uma massa peganhenta, feia... não lhe mexa mais. Tape e deixe assim quieta durante 12  a 18 horas, num ambiente tépido (coloquei dentro do forno).
Agora pode ir passear, ao cinema, dormir... dançar... comer... isso, isso também!
Passado todo esse tempo, enfarinhar a bancada e com delicadeza despejar a massa, salpicar com mais farinha e com muita gentileza dobra-la... ora antes de a dobrar coloquei umas rodelas de chouriço sobre uma metade da massa, dobrei a 1.ª vez e mais pus mais um chouricinho e voltei a dobrar.
As mãos têm que estar bem enfarinhadas, pois a massa é peganhenta.
Agora transfere-se para um pano enfarinhado com farinha de milho ou farelo de trigo (eu coloquei mais farinha de trigo). Fica tapada e quieta mais 2 horas...
A minha não ficou, pois eu não percebi esta etapa a coloquei-a uns 15 minutos depois no tacho!
O meu tacho é de ferro fundido, que aqueci dentro do forno enquanto este fez pré-aquecimento.
Enfarinhei o fundo e coloquei lá (com muito cuidado) o meu pão. Tapei e ficou a cozer assim, dentro do forno a 220º, durante 30 minutos. Passado esse tempo retirei a tampa e deixei mais 25 minutos a ganhar cor.
Resultado?


Simplesmente extraordinário!
Nem queria acreditar!
Assim lindinho e com trapalhiçe pelo meio... da próxima vez, ah! sim, vai haver próxima  e mais, mais... soube a pouco, fica pequenote. A dividir por 6 acabou num piscar de olhos!


Olhem por baixo... que maravilha!
Parece que saiu de um forno de pão a lenha!
Não,  este saiu da panela de ferro de dentro do forno eletrico, que é o único que há cá em casa... mais a churrasqueira, que não é um fogão, ahahah!
Isso que esta a arder nas fotos é mesmo o fogão de sala!


A minha filha disse "este é o melhor que já fizeste"!
Este foi o melhor, ora bolas :(((  
Eu quero AMASSAR!!!



O marido disse que não, o melhor foi o que fizeste ontem... o de massa azeda!
Bem esse também se amassa muito pouco... é uma receita do Jamie Oliver que mostrarei em breve... já estão todos fartos de me ouvir falar de pão!
Está bem pronto, amanha sai um docinho!

Sopa de Pedra

Orgulho... tudo começou assim, por orgulho!
Orgulho e astucia, típica dos portugueses!
Bem precisamos dela, da astucia e de engenho também para inventar e reinventar, adaptarmo-nos a tempos mais difíceis, usando a sabedoria dos que nos precederam e viveram situações bem piores. Eles são o nosso esteio, o exemplo de vida, com eles podemos aprender que mesmo com pouco se pode fazer muito... tudo pode começar com uma PEDRA!


Na escola, quando fui tirar umas fotocópias vi, em cima da bancada, uma ficha de trabalho que dizia "Sopa de Pedra", mais tarde, no supermercado, ao folhear uma revista de novo a mesma sopa... cresceu o desejo!  A mais famosa é a de Almeirim , no Ribatejo,  é deliciosa,  já tive o prazer de a comer por lá. Deixo-vos a minha versão, algo diferente, com mais legumes e menos batata.


Ingredientes:
1 l de feijão vermelho;
1 chispe de porco (salgado);
1 orelha de porco (salgados);
150 g de toucinho entremeado;
1 farinheira;
1/2 chouriço de carne;
1/2  chouriço negro (ou morcela);
2 cebolas;
200 g de batata;
2 cenouras;
100 g de abóbora;
2 dentes de alho;
1 molho de olhos de couve;
louro;
azeite;
sal.



Execução:
Na véspera demolhar o feijão.
Colocar as carnes salgadas de molho em água fria para perderem o excesso de sal (depende do tempo que estiveram em sal).
Cozer o feijão juntamente com as carnes e enchidos, as cebolas, os alhos e o louro.
Quando estas estiveram a meia cozedura juntam-se as batatas, cenouras e abóbora cortadas grosseiramente.
Quando as carnes  e enchidos estiverem cozidas retiram-se. 
Retirar também uma parte de feijão.
Reduzir-se tudo a puré, se estiver muito espesso acrescentar mais água.
Adicionar as couves ripadas e deixar cozer em lume brando, mexendo de vez em quando para não pegar ao fundo da panela.
 Introduzir o feijão que se separou.
Cortar as carnes e enchidos em pedaços e juntar à sopa.
Servir bem quente, acompanhado com um fatia de pão rústico.


Forte, bem forte!
Chama-se sopa mas é uma refeição completa.


Sabe tão bem neste dias frios, eu gosto imenso!