Sinto-te presente em tantos momentos mãe...
Sinto o teu calor no fogo morno da lareira quando o medo me gela, vejo o teu brilho nas estrelas que e noite prende no firmamento quando o mundo me parece tão escuro, encontro a suavidade do teu rosto nas pétalas das rosas e a pureza do teu olhar no azul transparente do céu.
Agora compreendo-te tão bem e sei a falta que sentiste dos abraços que não te dei, das conversas que não tivemos e da tolerância que tantas vezes me faltou. Hoje eu sei que por muito grande que possa ser o amor de alguém, nenhum de iguala ao amor de uma mãe.
Se eu pudesse fazer um bolo para a minha mãe este seria perfeito. Ela era gulosa e eu deixei de fazer bolos porque não lhes resistia e comia, comia! Não pudemos conhecer o futuro, tenho pena de não lhe ter feito muito bolos.
No primavera passada uma colega de trabalho (obrigada Henriqueta) ofereceu-me alguns pés de fisalis. Vários morreram, mas houve um de cresceu, cresceu e cobriu-se de lindas flores.
Nesta foto vêem-se os frutos a crescer dentro destes de invólucros que me lembram pequenos candeeiros chineses.
Madurinho e pronto a ser colhido. Na foto seguinte uma das várias apanhas que tenho feito.
São tão lindos e bastante saborosos, gostam de terreno fértil e muito sol.
Agora vamos lá ao bolo...
Nota: para fazer o leitelho, caso não tenha kefir junte ao leite uma colher de sobremesa de sumo de limão e espere um pouco até que o leite começa a talhar.
Não entendo porque são tão caros estes frutos.. crescem rapidamente, reproduzem-se facilmente e produzem durante bastante tempo!
No fundo da forma está o açúcar em "ponto de rebuçado", obtém se um pouco antes de se tornar em caramelo... mas sem deixar ganhar cor.
Fiquei encantada com este bolinho, foi uma alegria ao desenformar.
O interior também me surpreendeu, estava bem rendado, acho que foi obra do kefir!
Espero que tenham passado um "Dia da Mãe" muito feliz.





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