segunda-feira, 27 de maio de 2013

Arroz com Leite e Anis

Mudar, é preciso mudar!
A mudança nem sempre é fácil e muitas vezes somos-lhe bastante resistentes, mas se for mudar para melhor é bem bom!


A primeira vez que comi "Arroz con Leche" foi em Espanha, é uma arroz doce sem ovos, muito cremoso e aromático. A receita tradicional é feita com canela, mas apeteceu-me mudar-lhe o aroma e a forma tradicional de confeção.
Muitas vezes compramos máquinas e não usamos todas as suas funções. Estava-me a acontecer isso com a MFP (máquina de fazer pão), que tem 12 programas e eu ainda só tinha usado 3!
Resolvi então testar o programa para fazer doces, que tem algumas caraterísticas muito interessantes, ele mexe a baixa velocidade enquanto vai cozendo... o que quer dizer liberdade para mim que não tenho que estar a mexer  a panela!



Na 1.ª tentativa não resultou lá muito bem mas não desisti, voltei a tentar com algumas alterações.
Consegui um bom resultado que hoje partilho com todos.



Não desanime caso não tenha a MDF esta receita pode ser feita de forma tradicional,  semelhante ao arroz doce, mexendo a panela ser parar. 




Ficou um arroz muito cremoso e bem aromático, neste caso com um sabor bem marcado do anis, que eu gosto imenso.


Uma sobremesa muito simples, perfeita para dias preguiçosos, como foi o caso deste domingo.


Vou experimentar fazer arroz doce desta forma e leite creme, doces de fruta... se resultar acaba-se o mexer, mexer, mexer a panela!


Levo este arroz para o passatempo da Aurea no blogue Receitas de Sedução.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Maneesh - Pão com Sésamo e Ervas Aromáticas

Sopra um vento quente vindo do deserto, o pôr do sol incendeia o horizonte e ouve-se ao longe um canto que se assemelha a um clamor, um grito de amor!
"Tamally Ma'ak... habibi mahtaglak...  bashtaklak"... (estou sempre contigo, amor preciso de ti, sinto a tua falta).
Nesta hora as ruas enchem-se de cor, do perfume das especiarias, do riso das crianças e dos pregões dos vendedores.  
Visto o meu Kalasiri e saio à tua procura...



Maneesh é um pão típico do Médio Oriente, coberto com uma camada de "za'atar" (uma mistura aromática de ervas, sementes de sésamo e azeite),  cozido em forno bem quente. 
A sua crosta crocante de intenso sabor contrasta com o interior bem macio.
Imagino civilizações antigas, na Mesopotâmia, no antigo Egipto fazendo este pão! Curioso saber que atravessou séculos e continua a fazer parte da alimentação de muitos povos no presente.



Adaptado do livro "Paul Hollywood's Bread".







Sabe tão bem viajar pelos sabores...




Um pão que nos abriu sorrisos! Tão bom.


Ainda bem que a receita dá para mais que um, senão ia ter que repetir de seguida!


Este pão tem uma linda história para contar, fala de uma amizade que nasceu entre mim e a Lia, duas pessoas que dificilmente se teriam cruzado não fossem os blogues de culinária de ambas! 
A Lia é autora do blogue "Salsa Verde ", o qual recomendo que visitem, pois está recheado de receitas fantásticas.
Que bom que a vida tem destas coisas e coloca pérolas no nosso caminho, tantas vezes escondidas entre as pedras que muitas vezes prendem a nossa atenção. Esta pérola resplandeceu há algum tempo, é dona de um enorme coração, de um doce olhar e sorriso muito terno... mas ainda me aguardava uma enorme surpresa!




Esta preciosidade chegou-me na segunda-feira pelo correio, vinda da... Escócia!!!
Eu nem queria acreditar no que tinha em minhas mãos! Foi um maravilhoso presente da Lia, que me proporcionou uma enorme alegria e me encheu o coração com o seu carinho e amizade. Muito obrigada querida, pelo presente e especialmente pela tua amizade. Espero que um dia possamos trocar o abraço bem apertado que tanto desejo tenho de te dar.

domingo, 19 de maio de 2013

Torta com Padrões e Mousse de Morango



Desconfortável!

Muito desconfortável, é assim que me sinto com elas!
Não sei se é da posição, se é por causa do nome...só sei que lhes fujo a sete pés!
Calcei as sandálias mais apertadas, aquelas de saltos muito altos, que a cada passo corremos o risco de cair num precipício e nos deixam as costas... tortas, tortas!


Ai! As tortas! As tortas... nunca faço!

Nunca... terminou! Hoje fiz!
Tudo por causa da comemoração do "World Baking Day" , eu vi as 100 receitas propostas... gostei de muitas, mas resolvi caminhar por terrenos adversos, muito adversos para mim!



Comecei por pesquisar, ver, deixar-me conquistar, enamorar! Andei por AQUI AQUI e AQUI e em tantos outros sítios por ai... depois... decidi... pode ser torta, mas eu sou torcida!
A adaptação foi do blogue da Cristina, pois todas as receitas de lá que já experimentei foram um sucesso.




Vamos lá ao passo a passo...




Desenhar o padrão escolhido, neste caso foram morangos, sobre papel vegetal.
Untar o tabuleiro com um pouco de óleo e fixar o papel, virando a parte em que se desenhou para baixo.
Numa tigela colocar uma colher de sopa de massa e juntar corante verde (amarelo e azul).
Noutra colocar 2 colheres de sopa de massa e juntar o corante vermelho.



Com a ajuda de uma seringa  com um bico fino cobrir os desenhos.



Levar ao forno, pré-aquecido a 160º, durante apenas 1 minuto.



Agora cobrir com a restante massa.


Levar ao forno, durante 15 minutos.



Virar sobre um pano ou folha de papel vegetar e descolar cuidadosamente o papel vegetal. 
Virar novamente para que o parte desenhada fique para o lado de baixo.
Enrolar e deixar arrefecer assim.



Depois de fria abrir, rechear com a mousse de morango e colocar ao centro alguns morangos inteiros. Voltar a enrolar e colocar na travessa de servir. Servir fresquinha.


Morangos, morangos, e morangos... já percebem o quanto gosto deles?




Ufa! Consegui!!!

Não partiu, não rachou! Esta torta ficou direitinha e tão bonitinha!
Desafio superado... não sei qual seria o nível que o "Word Baking Day" lhe atribuiria... eu digo-vos é bem fácil!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Creme de Cogumelos

Há quem os ache feios!
Não é o meu caso, para mim são lindos!
Gosto deles de tez branca ou mais morenos,
Acho-os atraentes grandes e pequenos,
São sempre boa companhia,
Com carne, com peixe, salada ou sopa, quente ou fria!


Este creme de cogumelos é muito rápido e fácil de fazer, além disso não leva natas e fica muito bom.


Vamos lá ver como se faz...



Esta sopinha serve perfeitamente de refeição, foi na minha marmita para o almoço.


É sem duvida um manjar para os amantes de cogumelos!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Pizza Monkey Bread

Há momentos que pedem algo especial!
Há momentos que queremos comer, sem estar preocupados com facas e garfos.
Há momentos que sabe tão bem comer com as mãos, como se fossemos "macacos"!
Nos momentos em que os olhos estão ocupados com outras coisas... uma pizza de pão macaco é uma escolha perfeita!


Há imenso tempo que andava com vontade de fazer esta experiência. Um jogo de futebol, para ver em frente da televisão, foi o pretexto perfeito!
"Pizza Monkey Bread", traduzida à letra será "Pizza de Pão Macaco"! Acho imensa graça ao nome que de facto classifica bem este pão, come-se sem cortar, basta puxar um pedaço, mergulhar (ou não) em molho de tomate e trincar.




Esta "Pizza Monkey Bread" abre a série de receitas que irei confecionar com os produtos que me foram gentilmente enviados pela "Casa da Prisca", nova parceira do "Tentações Sobre a Mesa".




Usei no recheio o "Salpicão Tradicional Casa da Prisca" que é delicioso, contendo o sabor dos nossos enchidos regionais.



O Passo a Passo
Untar uma forma com chaminé com um pouco de azeite e polvilhar com pão ralado.
Cortar o queijo,  o bacon e o tomate em pedaços pequenos.
Preparar o azeite, misturando 2 dentes de alho picados e 1 colher de café de oregãos secos,  levar ao micro-ondas durante 30 segundos.



Retirar pequenas porções de massa, moldar uma bola e esticar de forma a obter um disco. No centro colocar uma rodela de salpicão, queijo, tomate e azeitonas. Fechar bem.


Mergulhar na tigela de azeite.



Dispor na forma. Repetir o processo, alternando salpicão e o bacon, até esgotar toda a massa.
No final borrifar com o restante azeite, alho e oregãos.



Deixar levedar cerca de 30 a 40 minutos para que a massa cresça.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º,  durante 40 minutos.


Gostei imenso deste pão pizza macaco, eheheh! Ainda por cima o futebol correu bem e a nossa equipa ganhou, perfeito!


Provado e aprovado, para repetir muitas vezes! Perfeito para levar num passeio ou piquenique.
A  massa é feita na MDF, nem se pode dizer que dá muito trabalho, porque não não dá!
Se quiserem fazer a versão à mão podem usar ESTA receita para a massa, reduzindo-a para metade e já agora o molho de tomate também.


Vai uma "buchinha" (trinca)?

sábado, 11 de maio de 2013

Luxúria de Morangos e Amoras


O desejo de estar perto dele crescia a cada instante, nutria sentimentos contraditórios, uma enorme atração, que se situava entre o medo, o temor e a paixão. Tinha sido tão advertida e com tanta veemência, que apenas servira para lhe aguçar ainda mais a curiosidade, a vontade de descobrir o que se escondia por trás dos desejos proibidos!
Nesse dia talvez se apresentasse a oportunidade,  ali ao abrigo da floresta, onde apenas os animais seriam testemunhas, poderia finalmente descobrir um pouco do mistério que todos teimavam em lhe esconder.
Vestiu-se de vermelho, soltou os longos cabelos negros, que contrastavam com a sua alva tez, ele iria gostar de a ver assim.
Surgiu do nada, lindo e jovem, superando tudo o que havia sonhado e prometeu-lhe um beijo... deixou-a perdida, ardendo de desejo e rumou até casa da avó.
O seu coração parecia galopar no peito, sentia um ardor à flor da pele, escutava uma voz sussurrante que lhe segredava... "deixa-te levar pelo teu desejo". Assim fez, avançou.
A lareira crepitava, ele aguardava-a de olhar lânguido entre lençóis. Lentamente foi-se despindo, deixando apenas que a capa escarlate lhe cobrisse os ombros. 
- Que boca tão grande que tu tens!
- É para te comer melhor.
A ideia de ser devorada por aquela criatura maravilhosa fê-la estremecer, então deitou-se a seu lado e cobrou-lhe o beijo prometido...



Conhecem bem os contos de fadas?
Eles remontam à época medieval, passando na tradição oral de geração em geração. Inicialmente não eram destinados às crianças e tinham uma enorme carga  de violência e erotismo. 
Charles Perraut, no século XVII, publica alguns destes contos de fadas, sendo por isso considerado por muitos o "pai da literatura para a infância". Mais tarde os irmãos Grimm elaboram versões adaptadas ao universo infantil. 
Angela Carter vai muito mais longe e no seu livro "103 Contos de Fadas" apresenta "o retrato de todos os sentimentos da humanidade (os bons e os ruins, os sagrados e os pecaminosos, os encantadores e os desencantadores...) e costumes que passam de geração em geração" (Mary Santos). 
A publicação  o "Observer", considera que esta é "uma seleção mundial de histórias (para adultos) brutais e divertidas."



"E todos os lobos do mundo uivaram, lá fora, uma canção nupcial, quando ela de livre vontade lhe deu o beijo devido (...). Tomando o destino em suas próprias mãos, acaba por entregar-se ao jovem e dormir... em paz e docemente... entre as patas do lobo afetuoso", (Carter, 2000).




Pura luxúria para beber!


Esta bebida é uma versão só para adultos que facilmente se adapta para as crianças, bastando para isso não adicionar a vodka preta (ou retirar para elas e juntar depois o "bem bom", eheheh), obtemos assim um delicioso batido.


Com esta receita participo no passatempo do blogue Limited Edition, cujo tema são os 7 pecados capitais, a saber: gula, luxúria, ira, avareza, inveja, preguiça e soberba
Gostaram da minha escolha?