quarta-feira, 18 de julho de 2018

Quarkitos de Morango (Suissinho light)

Sem compromissos, sem comparações, sem pressão, sem condições!
Sem buscar a superação, sem querer a perfeição, 
Sem esperar nenhuma compensação! 
Sem acreditar em promessas e outras conversas... 
Sem permitir que ladrões e aldrabões me roubem ilusões!
Estou aqui por mim, para mim, só porque sim!


No ano passado experimentei plantar morangueiros em vasos, numa varanda com boa exposição solar. Correu tão bem que este ano expandi, comprei mais vasos e criei um grande canteiro no quintal! É a minha nova versão de mulher de unhas curtas, encardidas, pés quase descalços na terra, sachola na mão, e um estilo de vida mais saudável e sustentável!
A produção tem sido abundante, tanto para nós como para os melros e insetos, que se instalaram, gulosos e atrevidos, devorando os mais doces e maduros! Nada a fazer, são biológicos e assim continuarão, tenho que me conformar em continuar a partilha-los.




Sabe tão bem colher um morango e come-lo logo de seguida, sem receios, na certeza que só vai fazer bem. A melhor forma de os saborear é mesmo ao natural, mas de vez em quando apetece juntar-lhes algo mais... 
O verão pede coisas frescas e esta receita tem sabor de verão. É leve, fresca, ligeira e tão fácil de fazer. Optei por a realizar com queijo quark (embora já a tenha experimentado com outros tipos de queijos) por ser considerado um dos mais saudáveis, com baixo teor de gordura e hidratos de carbono, rico em cálcio e em proteína, que nos mantém saciados por mais tempo. Tem outra grande vantagem, uma excelente relação qualidade/preço. Aliamos os benefícios do queijo quark aos da gelatina, rica em colagénio, que tão bem faz à pele, aos ossos, tendões, articulações, etc. O único se não são os corantes da gelatina, mas também para isso é possível encontrar substituto caso façam questão.



Quarkitos de Morango (Petit Suisse light)

Ingredientes:

1 embalagem de queijo Quark (350 g);
500 ml de leite magro;
1 saqueta de gelatina de morango light;
50 g de açúcar de coco (opcional).


Execução na Bimby

No copo da Bimby pesar 250 g de leite e juntar a gelatina, selecionar 5 min/90ª/vel 2.
Juntar o restante leite, o queijo e o açúcar, selecionar 20 seg/vel 10.
Verter em frascos e tapar.
Colocar no frigorífico e ao fim de 30 minutos agitar os frascos.
Deixar no frio durante umas horas até solidificar.

Execução Tradicional

Levar ao lume 250 ml de leite, juntamente com a gelatina. Mexer até estar completamente dissolvida.
Juntar o restante leite, o queijo e o açúcar. 
Bater muito bem (pode usar uma batedeira, varinha mágica, liquidificadora, etc.), até estarem todos os ingredientes bem incorporados.
Verter em frascos e tapar.
Colocar no frigorífico e ao fim de 30 minutos agitar os frascos. 
Deixar no frio durante umas horas até solidificar.

Servir acompanhado com morangos.




Variantes:

  • Optar por um queijo creme mais consistente (tipo Philadelfia), neste caso usar apenas 200g;
  • Substituir o leite por uma bebida vegetal, por exemplo leite de amêndoas;
  • Usar gelatina de ágar-ágar (de origem vegetal);
  • Adoçar usando tâmaras, agave ou mel.




Uma boa tentação para comer a qualquer hora: pela manhã, à sobremesa, num lanchinho (quando aparece aquele ratinho), ou  até mesmo antes de ir dormirr, que é a hora mais gulosa! 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Concentrado de Flor de Sabugueiro (Cordial)

Gentil, era esta a palavra que melhor o defenia. Não admira que todos gostassem dele e que à sua volta sempre brilhassem sorrrisos! Era-lhe tão fácil ser cativante, agradável,  amável... ele era o Sr. Cordial.



São irresistiveis as belas flores de sabugueiro, tão delicadas e perfumadas. Quando passei um dias por terras do Douro, descobri que por lá já se investe na exploração dos sabugueiros. Encontrei campos cheios deles, soube que a produção é toda escoada para Espanha (flores e bagas). Depois importamos o produto final, que encontrei numa pequena loja " A Botica",  entre eles doce feito com as bagas, uma geleia confecionada com as flores, licores e chá. Aos visitantes ofereciam um refresco de cordial com hortelã, mas que quase só sabia a hortelã! Achei o gesto bonito e até lhes recomendei a receita que já está AQUI no blogue, mas que é bem diferente da que hoje vos venho apresentar!




Decidi  realizar um concentrado de flor de sabugueiro que fosse rico em sabor e muito mais leve em açucar, (tem um terço do habitual), porque o meu marido gosta muito e bebe imenso! Tenho que zelar pela sua boa saúde e preocupava-me a quantidade de açucar que ele estava a ingerir, ainda por cima por culpa minha! Sabendo de todos os benefícios do sabugueiro aborrecia-me que por causa do açúcar fizesse mais mal do que bem... então fiz esta experiência, que correu muito bem em sabor,  mas que tem um senão...


Ao contrário dos xaropes que levam imenso açucar, este não se pode  preservar por muito tempo em garrafas esterlizadas! Conserva-se  no frigorífico durante  2 ou 3 semanas, o que é pouco tempo.
Lembrei-me de o congelar, e não é que resultou lindamente! Distribui por pequenas garrafas de água (plásticas), e passado um ano o concentrado continua ótimo, como na hora! Outra forma muito prática  deo  congelar é usar sacos para gelo, assim não é preciso esperar que descogele, vai direto para dentro do jarro. Se tiverem muitas couvetes podem até colocar algumas flores em cada, dá um belo efeito, um refresco mesmo elegante!


A mandolina da Borner tornou a tarefa de fatiar os limões em algo que se faz num instante, com a vantagem que ficam rodelas bem fininhas, extraindo-se assim todo o sabor do limão.




Concentrado de Flores de Sabugueiro


Ingredientes:


4 limões biológicos (tamanho médio);

0,5 kg de açucar;
25 flores de sabugueiro (umbelas ou cabeças);
1,5l de água mineral.



Execução:

Espalhe as flores na bancada e retire algum insecto que possam ter.

Não as lave, nem sacuda pois o polém vai produzir um aroma mais intenso.Separe as pequenas flores das hastes.
Raspe a casce de um limão e esprema o sumo, fatie os restantes.

Leve a água a ferver com o açúcar até que este se dissolva completamente. 
Num recipiente grande coloque o sumo e as rodelas dos limões, a raspa e as flores em camadas, verta sobre estes o xarope de açúcar morno. Verifique que tudo fica submerso.
Tape com um pano e  deixe em infusão durante 24 horas, mexendo um vez por outra. 
No dia seguinte coe o xarope e verta para pequenas garrafas de plástico ou para sacos de cubos de gelo. Congele para usar ao longo do ano.

O refresco obtem-se diluindo uma colher de sopa de concentrado  um copo de água (200 ml), mais ou menos dependendo do gosto pessoal.


Pode-se substituir uma parte do açucar por mel, mas nota-se o sabor que se sobrepõe um pouco ao da flor, prefiro não usar.

Já experimentei com açucar amarelo, fica com uma cor bastante mais escura e um sabor ligeiramente diferente, mas também gostei.






A época da floração do sabugueiro está quase a acabar, mais para norte florescem até ao final de Julho. Aqui na minha zona, Caminha - Viana do Castelo, ainda é possivel encontrar, mas a fase aurea já passou.



Já tenho um pequeno sabugueiro no quintal, demora bastante a crescer. Felizmente por cá há bastantes e ninguém lhes liga nenhuma!  Os nossos vizinhos do norte da Europa há muito que descobriram as maravilhas do sabugueiro, quando forem ao IKEA porcurem na loja de alimentação, caso queiram provar, chama-se Elderflower Cordial.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Salada Niçoise

Fecha os olhos e abre os sonhos, revive todas as sensações, cheiros e paladares. Sente os seixos sob os pés, a água tépida que não refresca mas, de tão azul, inunda a alma!  Segue os teus passos pelo imenso paradão junto ao mar,  aprecia o desfilar colorido dos guardassóis e o explendor das imponentes mansões que o ladeiam. Imagina por momentos, no passado, as senhoras que por aí passeavam envoltas nos seus longos vestidos e de sombrinha na mão. Segue, entra nas velhas ruelas, queimadas de tanto sol, sente o perfume da lavanda e das flores que se espalha pelo mercado, tão belo que delas o nome tomou. Agora, que já estas cansada, senta-te na esplanada e saboreia um fresco e fragante gelado. Bonjour madame! Bonjour monsieur!


Chegou o verão! Adoro este tempo de dias grandes, noites quentes, céus estrelados, grilos e ralos a cantar. Gosto dos passeios pela beira do mar, dos pés descalços, da roupa leve e claro, das férias, das viagens... de descobrir o desconhecido! Enquanto elas não chegam, vou recordar aqui a viagem que fizemos pela Cote D'Azur, já lá vão 3 anos! 


Fomos de carro, fizemos a viajem por etapas, na ida ficamos uma noite em Bilbau - Espanha e outra em Andorra. No regresso, pernoitamos em Lurdes e em Gijon (Espanha de novo).  Porém o destino era o sul de Fança, estivemos em Carcassone e aportamos em Nice. Dai fizemos diversos trajetos visitando: Saint Tropez, Grasse, Ez Sur Mer, Vence, Hautes de Cagnes, Biot, Cannes e Menton. Demos ainda um saltinho ao Mónaco e a San Remo (Itália). Foram dias incríveis, sempre com muito sol e um calor tórrido!


Nice tem tanto para ver, as ruas são lindíssimas, a zona  da Vieux Nice (cidade velha) é um encanto! Pudemos caminhar pelo seu extenso paradão, "Promenade des Anglais", de vários kilomeros, frente ao mar,  com uma vasta aréa de praias, todas com seixos e  mar... um mar azul de água cristalina e morna!
Vale a pena visitar os museus, nas horas de maior calor. Estivemos em muitos, mas recomendo o de Arte Moderna e Contemporânea, o Museu Matisse, o Museu de Belas Artes, o Palais Lascaris, e por fim aquele de que mais gostei, Museu Nacional Marc Chagall, fiquei rendida! 

O Mercado das Flores é um encantamento para uma blogger de culinária, arrastei para lá o meu marido várias vezes com a desculpa de tomar o pequeno almoço, aproveitando sempre para deambular entre as barraquinhas... 




A gastrononia é rica, variada e de uma enorme simplicidade! Não pudemos ir a restaurantes gourmet ou com chefes de renome, o orçamento não permitiu, mas provamos muitas das especialidades locais:  os mexilhões com batatas fritas e molhos de lamber os dedos, foram comidos na zona do Mercado das Flores, no restaurante "Le Festival de la Moule", onde por 14.90€ se podia repetir as famosas"Moules e Frites" as vezes que se quisesse, com molhos à escolha! 


Socca não podia faltar, uma espécie de crepe feito com farinha de grão de bico, que eu adorei; a Tapenade, uma mistura cremosa de azeitonas pretas de Nice, azeite, alho, anchova e alcaparra, que se barra sobre fatias de pão, tão bom;  a  Pissaladière que é uma pizza  coberta por cebolas caramelizadas, azeitonas e filetes de anchovas (sem tomate); nos doces a famosa Tourte de Blettes, uma torta recheada com acelga, pinhão e uvas-passa, achei algo estranha, foi da única coisa de que não gostei!  
Existem restaurantes que servem várias das especialidades para os turistas provarem, tipo tapas, na zona da cidade velha, em pequenas esplanadas espalhadas pelas ruelas estreitas e apinhadas de gente de todos os cantos do mundo! 


Falta falar dos gelados...os gelados artesanais da Fenocchio, que são italianos e deliciosos, os melhores que já comi, e que chegaram a servir de jantar, eheheh!


Não posso esquecer o vinho, ou não fosse o sul de frança terra de vinhos de excelência, há garrafeiras com uma grande variedade de escolha e com preços para todas as bolsas! 


Nos arredores de Nice , Grasse conquistou-me, onde até as ruas cheiram bem! Vim carregada de perfumes, que têm uma excelente relação qualidade/preço, ainda tenho imenso! O meu favorito foi o de jasmim da Fragonard e infelizmente era o frasco mais pequenino que comprei! Visitamos os museus locais, sobre perfume, claro!


Além dos perfumes fiz poucas compras, mas um moinho com ervas de Provence tinha que ser! Claro que umas loicinhas também, e pouco mais que é tudo muito caroooo!


Bem, já vai longo este relato e ainda nem falei da receita! A verdadeira salada Niçoise tem que ter ingredientes provenientes da Provença, por isso esta minha já não encaixa nos parâmetros originais. Os ingredientes podem não ter sido colhidos por Nice, mas parte deles vieram da minha horta biológica! Sim isso mesmo, agora também me dedico à agricultura e que feliz estou!
Há precisamente um ano atrás o meu marido construiu uns pequenos balcões no nosso quintal, que se situa numa zona de montanha e é na maioria constituído por lages de granito. Foi um trabalho arduo, com a terra toda carregada a balde, mas compensou, tudo o que por lá tenho plantado cresce e produz que é uma maravilha! Desde então a horta tem crescido, já tenho 4 pequenos balcões, claro que dá algum trabalho, mas estou mais tempo ao ar livre (bem menos no sofá) e a satisfação de colocar na mesa ingredientes saborosos, acabados de colher e que sabemos serem realmente saudáveis, vale cada minuto que por lá passo!  A horta não foi o único projeto novo... há outro, mais recente e que me está a fascinar, mas não vos conto tudo hoje, assim vão ter que voltar para saber mais!
A foto que se segue já tem um ano, não é todos os dias que se vai para a horta em condições para ser fotografada, ahahah!


Vamos lá à saladinha, que neste dias quentes sabe tão bem! Tentei reproduzir uma que comi em Nice, na verdade há muitas versões desta salada. Não apresento quantidades, é desnecessário, cada um faz na porção que necessita.


Salada Niçoise

Ingredientes:

Folhas de "olho de alface";
Folhas de rúcula;
Tomate cacho;
Cebola roxa;
Folhinhas de manjericão;
Folhas de agrião;
Rabanetes;
Azeitonas pretas;
Ovo cozido;
Atum em azeite;
Filetes de anchova;
Sal q.b.
Azeite q.b.


Execução:

Cozer o ovo durante 12 minutos, descascar e deixar arrefecer.
Lavar bem todos os legumes e escorrer sobre um pano seco.
Fatiar a cebola e os rabanetes fininhos.
Cortar em gomos o ovo e o tomate.
Escorrer o azeite do atum e dos filetes de anchova.
Misturar o sal com o azeite e envolver nas folhas verdes (alface, rúcula e agrião).
Num prato de servir, dispor todos os ingredientes.
Decorar com as azeitonas e as folhas de manjericão.
Servir de imediato.


Lembro-me de pensar inúmeras vezes que eu seria muito feliz se vivesse por terras da Côte D'Azur!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Focaccia de Alho Selvagem

Já conhecera muitas, mas nenhuma como aquela!
Parecia esconder um segredo, guardar um mistério que urgia ser desvendado. Olhando-a com atenção não era possível discernir a sua idade, era como se  o tempo não existisse para ela e a beleza que irradiava fosse eterna. Emanava um aroma familiar, tantas vezes sentido, não era um perfume, mas trazia consigo memórias de conforto e aconchego. A cada passo mais se embrenhava nela, embriagado pela sua presença não se sentia estrangeiro, tinha a sensação de lhe pertencer, de ser parte dela e ela parte dele! Sentia-se insano porque estava a vê-la pela primeira vez!


Estive uma semana na Dinamarca, passei  dois dias em Copenhaga e depois rumei a Aarhus, a segunda maior cidade deste país nórdico, onde mora a minha filha. Fiquei fascinada com as suas florestas, tão diferentes das nossas! Apesar de ser primavera, uma grande parte do chão cobria-se com um manto de folhas secas, lembrando o outono e as árvores ainda se apresentavam despidas. A vegetação que se encontrava era rasteira, muito viçosa, no ar sentia-se o cheiro inconfundível de... alho! Sim alho, cheirava assim porque as folhas verdes pertencem a uma espécie chamada "Allium ursinum", alho de urso ou alho selvagem, trata-se de uma planta com grande valor medicinal e é comestível! 


Fiquei de imediato curiosa  e com um grande sorriso de satisfação!  Apesar de estar de férias não resisiti a colher, provar e experimentar este novo ingrediente! Fiz tudo isso lá em casa da minha filha e trouxe algumas folhas na bagagem e uns pés com raiz para ver se resistem por cá. Certamente não terei sorte, pois gostam de solos frios,  dai existirem em países do norte da Europa.


No início de Abril, quando lá estive, ainda não tinham flores, mas já se viam os botões. Os pés que trouxe comigo, pouco depois floresceram. São singelas e tão lindas as alvas flores de alho selvagem, também elas comestíveis.


Os amantes de alho vão certamente gostar muito destas folhas que se podem usar como tempero, em saladas, pesto, etc. Também é usado em sopas, quiches... embora ao ser cozinhado perca o sabor a alho. 
Preparei uma  aromática focaccia com algum do alho selvagem que trouxe. Bem sei que a maioria não poderá replicar esta receita, mas podem usar espinafres e o nosso alho comum e obter algo semelhante em aspeto e sabor.


Focaccia de Alho Selvagem
(Adaptação de My Food Memoreis de Jamie Oliver)

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo para pão (T 65);
1 saqueta de fermento de padeiro (15 g);
1 colher de chá de sal;
350 ml de água tépida;
1 colheres de sopa de azeite.

Molho para cobrir: 

1 molho de alho selvagem;
sal marinho grosso;
azeite q.b.



Execução:

Misture o sal com a farinha. 
Dissolva o fermento na água tépida e junte o azeite.
Adicione à farinha e envolva.
Amasse durante 5 minutos, coloque  a massa numa tigela e cobra com pelicula aderente ou um pano de cozinha húmido e deixe levedar durante 1 hora.

Prepare uma pasta triturando o alho selvagem com o sal e o azeite (como se fosse um pesto).

Unte um tabuleiro fundo com azeite e polvilhe com pão ralado, salpique com sal.
Coloque ai a massa de modo a cobrir o fundo do tabuleiro. Espalhe o molho sobre a massa e com as pontas dos dedos pressione até tocar no fundo do tabuleiro, criando assim textura. Podem-se introduzir algumas folhas enroladas na massa. Salpique com sal grosso.
Deixe levedar novamente mais 1 hora, cobrindo o tabuleiro com um pano húmido.
Pré-aqueça o forno a 220º C.
Deixe cozinhar durante 20  a 25 minutos.


Fiz esta focaccia duas vezes e foi devorada em pouco tempo. Que pena a nossa floresta não ter esta espécie! Temos outras bem sei, não se pode ter tudo!



Foto de Nádia Gonçalves

Foto de Nádia Gonçalves

A minha filha teve a gentileza de me enviar estas belas fotos com o alho selvagem todo em flor, é um encanto esta floresta!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Iogurte Natural


Se te quis conquistar tive que me esforçar, levou tempo, persistência, fizeste-me esperar por ti. Quiseste que te conhecesse bem, que te visse tal como és, sem disfarces, sem enganos. 
Não foi amor à primeira vista, pelo contrario tratou-se de uma longa conquista!
Valeu a pena porque agora és meu e não te trocarei por nenhum outro.
É amor para a vida, um amor à antiga!


Consegui conquistar o Sr. Iogurte!
Depois de o conquistar tornei-me fiel e deixei de consumir iogurtes de compra. Compro iogurte natural para usar como "fermento", isto porque nunca me apetece deixar um dos meus para utilizar na execução da remessa seguinte.
Fazer iogurtes em casa é muito simples, mas requer paciência, tal como o pão, não se faz com pressa, requer tempo, não para os elaborar (fazem-se num instante), mas para por eles esperar!
Obter um iogurte bem firme, sem ficar peganhento ou viscoso, não é nada difícil, porém há alguns procedimentos a ter em conta e que podem transformar totalmente o resultado:
  1. A qualidade dos ingredientes é muito importante. Assegurem-se que escolhem um leite de qualidade, cheio de sabor. Eu não faço segredo da minha marca de leite favorita, é o leite de pastagem Terra Nostra Um leite nascido de vacas que pastam todos os dias ao ar livre e que são alimentadas com erva fresca, e que pela sua elevada qualidade foi premeado pela Associação Portuguesa de Nutricionistas.
  2. O leite em pó segue a mesma regra, invista num produto de qualidade,  como rende muito compensa a diferença;
  3. O iogurte que se usa como "fermento" deve também obedecer ao mesmo principio, eu prefiro o do tipo bífidus porque tem uma maior variedade de fermentos lácteos, ou então um bom iogurte natural;
  4. Adicionar nata melhora a textura e o sabor do iogurte. Porém a gordura não é amiga da saúde e por isso evito faze-lo, já leva leite meio gordo e leite em pó gordo...chega de gordura;
  5. A temperatura do leite no momento de juntar o iogurte deve situar-se entre os 45º C e os 50º C. Neste ponto ter uma Bimby ajuda imenso, mas um termómetro de cozinha serve da mesma forma. Usando o dedo como termómetro... às vezes corre bem, outras nem por isso (digo-vos isto  porque assim fiz durante algum tempo);
  6. Adicionar uma colher de sopa de açúcar ao preparado não se destina a adoçar o iogurte, tem por finalidade  "alimentar" os fermentos lácteos, que desta forma se desenvolvem melhor;
  7. O tempo de fermentação é outro factor decisivo. O resultado é melhor após 12 horas. Menos tempo de fermentação e o iogurte não fica tão sólido, mas caso se queira um iogurte mais semelhante ao líquido então 8 horas são suficientes;
  8. Durante o processo de fermentação a temperatura deve manter-se estável. Isto não se consegue dentro do forno,  embrulhados numa manta, numa mala térmica ou com qualquer outro método (embora muita gente garanta que obtém bons resultados e eu não duvido), acaba por ser uma sorte que corra tudo bem. As iogurteiras de linha banca são de baixo custo e garantem uma temperatura de fermentação correta;
  9. Os frascos, ou o recipiente que estiver a usar (faço muitas vezes numa tigela de vidro grande) não se tapam quando colocados na iogurteira, para permitir a  evaporação de alguma água. É mais um factor a contribuir para uma boa consistência do iogurte. Vão verificar que evapora bastante água;
  10. Finalmente, precisam de tempo em repouso no frigorifico, eu deixo sempre 12 horas. 

Preparam-se num instante, mas só estão prontos a comer 24 horas depois (fermentação + frio).




Não tenho nenhum curso de formação em confeção de iogurtes, as recomendações que vos deixei acima resultam de muitas experiências, tentativas e erros, sucessos, insucessos, e também alguma pesquisa.


Iogurte Natural


 Ingredientes:

1 l de leite meio gordo "Terra Nostra" meio gordo;

4 c. de sopa de leite em pó;
1 c. sopa açúcar amarelo;
1 iogurte natural bífidus.



Execução na Bimby

Prepare o iogurte colocando no copo da Bimby, 300 ml de leite, o açúcar e o leite em pó.
Selecione 5 min./temp. 80ºC/vel 3.
Junte o restante leite e o iogurte natural, selecione 5 min/45ºC/vel 3.
Coloque o preparado na iogurteira, com os frascos destapados, durante 12 horas.
Retire da iogurteira, tape os frascos e leve ao frigorífico  durante 12 horas.

Execução tradicional

Leve a lume brando 300 ml de leite, junte o açúcar e o leite em pó.
Mexa bem para dissolver o leite em pó e retire.
Acrescente o restante leite e verifique a temperatura, deve estar apenas morno quando juntar o iogurte. A temperatura ideal são 45ºC.
Junte então o iogurte e mexa bem.
Distribua pelos frascos, sem os tampar, e deixe fermentar na iogurteira durante 12 horas.
Retire da iogurteira e tape os frascos. Leve ao frigorífico outras 12 horas.



A receita que apresento é de um iogurte natural não açucarado, que pode ser usado de inúmeras formas. Se pretender obter um iogurte doce, junte aos ingredientes açúcar a seu gosto, vá adicionando-o ao leite e provando até ter a doçura que pretende. Há ainda várias formas mais saudáveis de adoçar sem ser com açúcar, como por exemplo usando stévia, adicioando um pouco de mel (no fundo do frasco ou no final por cima do iogurte), misturando passas, tâmaras, etc.
Depois de conseguir acertar com a receita base do iogurte vai querer varear adicionando-lhe  diversos sabores. Pode juntar especiarias como a canela, baunilha, ou flor de anis. Adicionar chocolate, leite condensado, coco, café. Pode  colocar compota, mapel syrup ou mel no fundo dos frascos, enriquecer com sementes e frutos secos...as possibilidades são vastíssimas.
Há imensas receitas para explorar, por AQUI encontra algumas bem boas. 
O que não se pode é juntar ao preparado fruta fresca  ou terá iogurtes talhados. Fruta fresca só no momento de comer o nosso delicioso iogurte.




São iogurtes que duram até 6 dias no frigorífico e não têm conservantes. 
Controlamos o açúcar e a gordura, A quantidade de açúcar que contêm os iogurtes que encontramos à venda é escandalosa! 
São amantes dos iogurtes gregos? Eu também era, já viram o teor de gordura?  Têm imensa, muita nata, por isso são tão bons! Não serão uma boa escolha se os quisermos comer todos os dias!
Quem está de dieta pode experimentarfazer  com leite  e leite em pó magros... nunca testei, não sei como ficam. Sei como ficam estes, consistentes, saborosos, mesmo muito bons!
Experimentem e venham cá dizer que tal ficaram.
Se duvidas persistirem sintam-se à vontade para perguntar que se eu souber não deixo de responder.