segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bolo de Amendoim

Eu conheço-te, conheço-te tão bem!
O arquear das tuas sobrancelhas quando algo não está como desejas,  o breve aceno de cabeça indicando aprovação, o lampejo no olhar quando procuras os meus olhos, o sorriso trocista que afirma não querer o que de facto deseja.
Conheço tanto de ti, mesmo conhecendo-te tão pouco!
A final de onde te conheço eu?
Conheço-te do local onde mais vezes te encontro, onde caminho de mão dada contigo, onde não existem barreiras, onde não há tempo nem espaço. É dai que eu te conheço... da terra sonhada, onde voo contigo e acaricio as tuas asas.


Nunca se deve deixar de sonhar. Eu sou mesmo uma sonhadora., talvez por isso gosto tanto, tanto dos contos de fadas. Não se riam de mim, eu emociono-me cada vez que revejo a "Branca de Neve", ainda choro com o "Rei Leão", fascina-me o "Capuchinho Vermelho" (só sobre este conto podia falar-vos durante horas). Recentemente cai em tentação, perdi-me completamente, deixei-me encantar por uma fada malévola, muito, muito má! Já descobriram de quem estou a falar?


Tinha que ser dela... da Malificent, a terrivel Maléfica, a fada que mais me fascinava e simultâneamente me aterrorizava em miúda! 
Nunca se perguntaram porque seria ela tão má?
Eu sempre quis saber! Ela era uma fada, não era uma bruxa... essas podem ser más, mas as fadas não!
Ver o novo filme da Disney veio provar que eu tinha razão, eheheh!
A Maléfica possuia um bom coração, um coração que foi barbaramente atraiçoado e que termina resgatado por um amor puro e verdadeiro. 
Ok! Não conto mais nada, se calhar ainda não viram o fime. Não resisto só a finalizar dizendo-vos que aquele lindo corvo... ainda lhe vai trazer muitas alegrias, ahahah!

Se eu pudesse oferecer um bolo à Maléfica este seria uma boa escolha, de certeza que faria o seu paladar voar bem alto de felicidade.



Eu também fiquei bem feliz com a oferta de um magnifico balde de 1kg manteiga de amendoim, cortesia da Myprotein. Um produto feito 100% com amendoim, sem adição de açucar, sal ou oleo de palma. Uma verdadeira delicia.
Visitem o site e descubram este e muitos outros produtos interessante e de excelente qualidade.


Bolo de Amendoim

Ingredientes:

160 g de açúcar amarelo;
80 g de manteiga;
160 g de manteiga de amendoim;
4 ovos M;
3 colheres de sopa de leite;
1 colher de chá de sumo de limão;
200 g de farinha;
2 colheres de chá de fermento em pó;
100 g de amendions.

Cobertura:

3 colheres de sopa de manteiga de amendiom;
1 colher de sopa de manteiga;
2 colheres de sopa de açúcar amarelo;
8 colheres de sopa de leite.



Execução:

Bolo

Bater a manteiga amolecida com o açúcar, juntar a manteiga de amendoim.
Adicionar um ovos de cada vez, batendo entre cada adição.
Misturar o sumo de limão com o leite para obter um leite azedo.
Juntar o fermento à farinha e envolever na massa, batendo em velocidade lenta apenas o suficiente para que todos os ingredientes fiquem bem agragados.
Picar grosseiramente metade dos amendions e 
Verter o preparado numa forma untada e dispor por cima os restantes amendions.
Levar ao forno, rpé-aquecido a 180ª C durante 40 minutos. fazer o teste do palito.
Deixar arrefecer um pouco e desenformar.

Cobertura

Levar ao lume todos so ingredeintes e mexer para que se misturam bem.
Verter sobre o bolo.



É um bolo para quem gosta muito de amendoim...  que é o meu caso!


Este vai direitinho para a lista dos meus bolos preferidos e até já imagino as diferentes versões que  posso fazer com ele!



Se virem por ai a Maléfica digam-lhe que este bolinho já acabou, mas para ela eu faço outro!
Então e para a Aurora?
Ela não precisa, já tem o principe!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Bolo Rainha

Há quem goste do rei!
Há quem prefira a rainha!
Eu cá gosto dos dois, assim ninguém se zanga!



Há vários anos que faço o "Bolo Rei ou Rainha", mas ainda não tinha aqui nenhuma receita!
Venho fazendo várias experiências  ao longo do tempo, umas melhores outras nem por isso. Este ano acho que finalmente acertei! 
Tornou-se extremamente fácil fazer este bolo com a máquina de fazer pão. Apenas é necessário começar com alguma antecedência, pois o ciclo de "amassar e levedar" (no programa - Massa) tem que ser repetido, ou seja na minha máquina levou cerca de 3.40 h. Depois ainda é preciso dar-lhe forma e deixar levedar mais 1 hora... é de facto um processo demorado, mas vale mesmo a pena pelo resultado!



Bolo Rainha

Ingredientes:


550 g de farinha de trigo T65;
100 ml de leite tépido;
100 ml de cerveja;
2 colheres de sopa de sumo de laranja;
2 colheres de sopa de vinho do Porto;
150 g de açucar amarelo;
3 gemas + 1 para pincelar;
100 g de manteiga derretida;
1 saqueta de fermento seco de padeiro (ou 30 g de fermento fresco);
raspa de 1 laranja;
raspa de 1 limão;
1 pitada de sal;
350 g de frutos secos variados (nozes, amendoas, pinhões, avelãs, passas);
açucar em pó para polvilhar.


Execução:

Coloque na cuba da MFP todos os ingredientes líquidos. 
Desfaça, com os dedos, as raspas da laranja e do limão no açúcar e junte aos ingredientes colocados na cuba. 
Depois de peneirada junte a farinha.
Adicione, por último, o fermento de padeiro seco.
Selecione o programa "massa".
No final do ciclo volte a selecionar o mesmo programa. Ao aviso sonoro junte os frutos secos, reservando uma parte para a decoração.
Findo o 2.º ciclo do programa, retire a massa da máquina.
Polvilhe com farinha um tabuleiro.
Dê a forma de coroa à massa e coloque uma tigela no centro para manter a forma.
Pincele com gema de ovo e decore com os frutos secos reservados.
Deixe levedar durante 1 horas, num local aquecido.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante 40 minutos, ou até estar dourado. Verifique a cozedura antes de retirar do forno.
Deixe arrefecer sobre uma grade.
Pode pincelar com geleia para lhe dar brilho e polvilhar com açúcar em pó.


*Decorei com tiras do meu doce de chuchu.


Método tradicional

Desfaça o fermento com um pouco de leite tépido.
Leve o restante leite ao lume com a manteiga, até que esta comece a derreter. Misture o açúcar com as rapas dos citrinos, usando as pontas dos dedos, até obter um açúcar bem aromático. Junte à mistura de leite e manteiga e deixe em infusão alguns minutos. 
Adicione a cerveja, o sumo de laranja, o vinho do Porto e as gemas, batendo um pouco.
Peneire a farinha para uma bacia e abre ao centro uma cova, junta uma pitada de sal. 
Adicone a mistura líquida e o fermento. Começa a amassar até obter uma bola lisa e homogénea, com uma consistência semelhante à massa de pão, um pouco mais mole e elástica, que descola do fundo da bacia (ou bancada). Procure não juntar mais farinha, à medida que se vai amassando a consistência da massa vai mudando (pode ser amassada com um robot de cozinha).
Deixe levedar até duplicar de volume.
Volte a amassar. 
Junte os frutos secos, reservando uma parte para a decoração. Dê-lhe a forma de coroa. 
Disponha sobre um tabuleiro enfarinhado e coloque no centro uma tigela para manter a forma.
Pincele com a gema de ovo e decore com os frutos secos reservados.
Deixe levedar durante 1 hora.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante 40 minutos, ou até estar dourado. Verifique a cozedura antes de retirar do forno.
Deixe arrefecer sobre uma grade.

Pode pincelar com geleia para lhe dar brilho e polvilhar com açúcar em pó.


Desejo a todos um 2015 muito feliz e um doce "Dia de Reis"!
Se por acaso preferirem os salgadinhos podem optar pelo "Bolo Rei de Enchidos"

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pavlova de Mirtilos

Ela estava ali, ao lado dele. Ele estava com ela, mas não a via!
Hoje, para ele, ela seria quase invisível. Podia segurar-lhe na mão, podia sorrir-lhe, podia até aperta-la junto ao peito e mesmo assim sabia que os seus olhos estavam presos noutro lugar. Porem não lhe importava, seria algo passageiro, hoje podia ficar preso na outra à vontade, podia deseja-la, encher os olhos dela, ficar pertinho e sentir-lhe o doce aroma. Hoje podia imaginar o seu beijo quente, prende-la pela cintura e  inundar os sentidos imaginando-a sua. A final não era todos os dias que se podia disfrutar de alguém com tanta beleza...
Tinha que reconhecer que ela era deslumbrante, mas sabia que ficaria por pouco tempo, era assim a Pavlova completamente inebriante!


Ela é a favorita cá em casa, a mesa pode estar cheia de doces iguarias mas se ela estiver presente ofusca todos as restantes! É sempre a mais desejada e por isso a primeira a acabar! Esteve, por muito pouco tempo, na mesa de Natal.


Os mirtilos  foram (mais uma vez) uma gentil oferta da Bioprodutores. Mesmo estando congelados mantiveram o seu delicioso sabor.
Segui a receita do Célio do "Sweetgula" na execução do merengue.


Pavlova de Mirtilos

Ingredientes:


Merengue


6 claras de ovo;

220 g de açucar;
1 colher de café de essencia de baunilha;
2 colheres de chá de vinagre de cidra;
1 colher de sobremesa de amido de milho.

Doce de Mirtilo

300 g de mirtilos (usei congelados);
150 g de açucar;
1 colher de sobremesa de sumo de limão.

Creme

200 ml de natas;

200 ml de iogurte grego;
açúcar;
sumo de limão.

250 g de mirtilos para finalizar.




Execução:

Merengue

Começar por desenhar um circulo sobre uma folha de papel vegetal com cerca de 20 cm de diâmetro.
Colocar a folha num tabuleiro com a parte desenhada virada para baixo.
Bater as claras até formarem picos suaves. Sem parar de bater, aos poucos, adicionar o açucar, até que fiquem bem firmes.
Seguidamente juntar a baunilha e o vinagre, bater novamente para misturar bem.
Envolver delicadamente o amido de milho.
Verter o merengue sobre o tabuleiro forrado, na zona com o circulo desenhado.
Dar-lhe a forma desejada com a ajuda de uma espátula, ou mesmo com as costas de uma colher.
Pressionar o centro de modo a formar uma concavidade.
Aquecer o forno a 150º C. Colocar o merengue no forno a baixar a temperatura para 140º C. Voltar a reduzir a temperatura 15 minutos depois para 120º C, deiare cozinhar durante 1.30 h.
Arrefecer completamente dentro do forno, com a porta ligeiramente entreaberta.

Doce de Mirtilos

Levar ao lume todos os ingredientes até levantarem fervura. Manter em lume brando mexendo uma vez por outra, até que os mirtilos se desfaçam. Deixar arrefecer.

Creme de Nata e Iogurte

Bater as natas até espessarem, juntar o açúcar e o sumo de limão. Voltar a bater para se misturarem bem.
Adicionar o iogurte e bater novamente em velocidade lenta.

Montagem

Descolar o merengue do papel vegetal lentamente com a ajuda de uma espatula, ou faca. Rodar e cuidadosamente desliza-lo para um prato de servir.
Rechear com o doce, deixando escorrer algum pelas laterais.
Cobrir com o creme.
Finalizar dispondo os mirtilos.



Ao sair do forno estava perfeita!
Depois com o peso das 3 camadas de recheio foi estalando um pouco, mas nada de especial.
Levei-a ao frio e servi fresca, estava divina! bem crocante no exterior e cremosa por dentro, tal como deve ser.




Com ela encerro 2014 aqui no blogue.
Desejo que 2015 vos traga tudo de bom e muitos sonhos realizados!
Por falar nisso... hoje aqui o pequeno está de parabéns, faz 3 anos que nasceu!



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Bufas ou Borrachos

Chega de mansinho, sem fazer barulho!
Ninguém o ouve, ninguem o vê, mas todos sabem que ele virá!
Gosta de ser bem acolhido, por isso a mesa tem que estar posta e repleta de doces iguarias.
Há que afirme com certeza que ele gosta de leite frio e bolachas, mas eu vou contar-vos um segredo... aqui em casa, do que ele realmente gosta é de uma boa "bufa", quentinha, perfumada pela canela e emborrachada de vinho muito docinho. Aquece-lhe a alma e dá-lhe força para o resto do caminho.


Esta é uma receita de familia, de muitas familias!
Aqui no Alto Minho, especialmente na zona do vale do rio Minho (Caminha, Cerveira, Valença) é muito apreciada e está presente na mesa de consoada.
A primeira vez que comi "bufas" foram feitas pela minha sogra, cheguei a ver como ela as fazia. Só que era tudo feito "a olho", sem peso , nem medidas. Esfarelava-se o pão duro, uma grande semea, que as padarias fabricam (a par com os cacetes) especialemente para o efeito. Depois juntavam-se os ovos, primeiro sem cuidado e de seguida um de cada vez, até que a massa tivesse a consistencia certa.
A minha primeira tentativa não correu nada bem, ficaram duras, não ensoparam bem o vinho... um desastre. Durante muito tempo não voltei a fazer, preferia as que ela sempre trazia. Depois que faleceu a minha cunhada Alice tomou a seu cargo fazer as bufas e partilhar connosco.
Este ano uma conterrânea pediu-me a receita e acordou o bichinho! A final as receitas que mais gosto de fazer são as bem antigas e esta é uma delas.
Descobri que está no livro de "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lurdes Modesto, e testei-a para ver se era igual. É sim e com a grande vantagem de já ter as quantidades descritas.



Ingredientes:

250 g de miolo de pão duro;
5 a 6 ovos;
50 g de açúcar;
1 colher de chá de canela;

oleo para fritar q.b.

Calda

500 ml de vinho verde branco;
250 g de açúcar (gosto de usar do amarelo);
2 paus de canela;
casca de limão.



Execução:

Prepara-se a calda levando ao lume todos os ingredientes.
Esfarala-se bem o miolo do pão (tipo semea). Batem-se todos os ingredientes até obter uma massa lisa e com textura mole (tipo massa de bolo). A quantidade de ovos necessários dependo do tipo de pão usado e do tamanho dos ovos. 
Fritam-se colheradas de massa, de ambos os lados. Viram-se com a ajuda de 2 colheres.
À medida que vão ficando fritas colocam-se dentro da calda e deixam-se ferver em lume muito brando, até estaram bem "borrachos" (ensopadas).
Vão-se retirando para um recipiente para dar lugar às seguinte.
No final deve-se ter ainda bastante calda. Se for necessário junta-se mais vinho e açucar.
Regam-se com a restante calda.
Servem-se mornas.

No Facebook mostro algumas fotos com a execução... espreitem lá.


Alguns "segredos" importantes para um bom resultado:

  • O vinho tem que ser de boa qualidade,  gosto de usar um loureiro,  trajadura misturado com alvarinho, ou até mesmo só alvarinho;
  • O pão usado deve ser tipo regional, uma semea com muito miolo é o ideal e tem que estar duro (com no minimo 2 dias). Desta forma é mais fácil de esfarelar, pode até usar-se um robot de cozinha para essa tarefa. 
  • Prefiro o açucar amarelo, o mais escurinho (RAR), acho que melhora o sabor e a cor da calda fica mais bonita;
  • É importante deixar ferver em lume bem brando, evitando a rápida evaporação do vinho e permitindo que as bufas fiquem completamente encharcadas;
  • As bufas são servidas dentro da calda, por isso caso reste pouco no final é preciso fazer um pouco mais. Depois servem-se mornas e regadas com a calda.



Desejo a todos os  que por cá passam um Natal muito feliz, que seja rodeado por quem amam, cheio de alrgria e doces aromas. Que dele fiquem gratas memórias, memórias que  permanecem e podem ser revisitadas ao longo do tempo.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Rabanadas Assadas no Forno

Queria tanto poder gostar de ti!
És jovem e de aspeto tão tentador, atrai-me do teu ar jovial e o sorriso fácil. Encanta-me especialmente  a alegria que te dança no olhar!
Quem és tu a final?
Porque te atreves a desafiar-me, dizendo-te inofensiva?
Mostras-te leve e solta, livre de pecado mas isso não é verdade... são apenas aparências!




O Natal tem cheiro de canela e sabor tão docinho!
São dias de excessos e que bons que eles são!
Gosto de manter a tradição, mas sempre descobrindo novas receitas. Junto o novo ao tradicional e ninguém leva a mal.
Decidi experimentar a rabanadas assadas no forno. Escolhi uma receita da chefe Càssia Fróio e adaptei-a ao meu gosto. Entre outras alterações sei um licor de laranja em vez do rum. Obtive um sabor a laraja bem distinto, que em conjunto com a canela é delicioso. 
Não se pode dizer que é uma receita inofensica, como já vão ver, mas ao retirar a gordura da fritura, uma parte do sabor também é eliminado, precisa de algum tipo de compensação ou as rabanadas irão ficar... "deslavadas".


Rabanadas Assadas no Forno

Ingredientes:

pão cacete duro, com 2 dias (usei 2 cacetes tipo francês, dos fininhos);
500 ml de leite meio gordo;
raspa de 1 laranja;
2 colheres de sopa de açúcar;
2 colheres de sopa de manteiga;
2 colheres de café de essencia da baunilha;
3 colheres de sopa de Cointreau (pode ser rum ou conhaque);
200 ml de natas light;
1 pau de canela;
2 ovos + 2 gemas;
mistura de açucar e canela para polvilhar q.b.




Execução:

Levar ao lume o leite, o pau de canela, a raspa da laranja, e 2 colheres de sopa do licor de laranja. o açucar, a manteiga e 1 colher de café de essencia de baunilha.
Deixar ferver em lume muito brando durante 5 minutos. Retirar do lume e juntar 2/3 das natas.
Barrar 2 tabuleiros baixinhos com manteiga e polvinhar bem com a mistura de açúcar e canela.
Cortar o pão em fatias com a espessura de um dedo.
Bater os ovos e as gemas, as restantes natas, 1 colher de café baunilha e 1 colher de sopa de licor.
Juntar a  parte restante das natas à  infusão de leite e mexer bem.
Mergulhar as fatias de pão no leite quente.
Sequidamente passar pela mistura de ovo.
Dispôr sobre os tabuleiros e polvilhar com açúcar e canela.
Levar ao forno, pré.-aquecido a 180.º C, durante cerca de 30 minutos, ou até terem um aspeto levemente tostado.
Raspar do fundo dos tabuleiros a restante canela e açúcar distribuir pelas rabanadas.




Eu tenho que vos confessar que gostei imenso desta novidade, ficaram muito saborosas, com um travo a laranja, são de facto muito boas. O meu filho disse que para ele ficam em 2.ª lugar, logo a seguir às de rabanadas com creme de ovo!



São melhores que as tradicionais?
Na minha opinião, muito, muito sincera?
São muito diferentes. Na mesa da consoada eu vou continuar a querer rabanadas fritas (de leite ou de vinho), matendo a tradicão , com frutos secos e uma calda ... ainda não sei bem qual. Vou mudando todos os anos o tipo de rabanadas (só não posso deixar de fazer as de creme de ovo, não me deixam)!
Então e estas?
Vou fazer mais vezes, vou mesmo... quando já não for Natal.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Doce de Chuchu com Açafrão e Limão

O seu aspeto era pálido, como se estivesse há muito privado da companhia do sol! Tinha um semblante tristonho e mesmo sendo jovem parecia envelhecido, perdera o encanto! Na verdade o seu ar era pouco amistoso!
Então decidi que precisava de lhe mudar aquela cor,  como o faria?
Talvez o que precisasse  apenas de calor, uma pitada de alegria, um golinho de amor. 
Voltaria então a brilhar como um lindo raio de luz! Ficaria bem diferente, muito mais atraente, um verdadeiro chuchu!



A minha amiga Gina deu-me um cesto cheio de chuchus e pensei logo experimentar fazer doce, nunca tinha feito e nem sequer comido, estava curiosa!  Fui pensando no assunto, conversando com colegas e amigas sobre a forma de o fazer. Espreitei diveros blogues  e confesso que o aspeto do doce não me atraia, uma cor pálida, desmaiada, sem grande piada. Então ocorreu-me dar-lhe uma volta, porque não?
Juntar-lhe o sabor e a cor do limão! Lembrei-me então do açafrão, lindo na sua cor viva, que não altera o paladar e o enche de excelentes propriedades (sim a açafrão faz muito bem à saúde).
Adorei o resultado, parece um frasco cheio de fios de ovos!
Tem um sabor citrico e um belo perfume de canela.


Doce de Chuchu com Limão e Açafrão

Ingredientes:


1 kg de chuchus descascados;
750 g de açúcar*;
2 paus de canela (Suldouro);
sumo e raspa de 1 limão grande;
1 colher de chá de açafrão em pó (Suldouro).


*A quantidade de acuçar da receita destina-se a um doce que vai ser preservado à temperatura ambiente. Porém este doce pode ser realizado com menos açucar (450g), necessitando ser guardado no frigorifico ou, para uma conservação mais prolongada no tempo, deve ser congelado.


Execução:

Ralar o chuchu de forma a obter fios finos (como se fosse para salada).
Levar ao lume com o açucar, o sumo e raspa de limão e os paus de canela.
Juntar o açafrão.
Deixar o doce ferver lentamente, mexendo ocasionalmente, até atinguir o ponto.
Conservar em frascos herméticos.


Esta experiência deixou-me entusiasmada e com vontade de fazer novas variantes.... imagino tantas possibilidades!



Presta-se a fazer belas decorações, pode até ser usado no bolo rei em substituição dos ovos moles.


Gosto deste menino chuchu, gosto sim senhor!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Bolo de Castanhas

Não me apetece acariciar-te, nem mesmo chegar mais perto!
Tens um aspeto selvagem, agressivo, pareces um bicho! 
Mesmo quando começas a despir-te aparentas rudeza, nunca vi ninguém com tão pouca sensualidade!
Só quando por fim tiras a camisa e ficas completamente nua, só nesse momento consigo imaginar as delicias que me podes proporcionar. Porém ainda não estás pronta, não ainda é cedo, deixo-te aquecer, sim a ti eu quero-te "quente e boa".


"Quem quer quentes e boas, quentinhas?"
São tão boas as castanhinhas! Assadas, cozidas se as apanho é-me dificil resistir-lhes, mesmo sabendo que vão fazer uma grande revolução depois... paciência quando há festa esperam-se os foguetes, ahahah!
Faltava aqui um bolinho de castanhas, e quando recebi a revista teleculinária "Especial Sobremesas de Outono" marquei algumas receitas para testar. Este bolo foi uma delas, adaptei-o ao meu gosto e claro que dei um jeitinho para o deixar com uma cara bem tentadora, ou não fosse aqui o sitio das tentações!



Bolo de Castanhas

Ingredientes:

Bolo


500 g de castanhas cozidas descascadas;

200 g de açúcar amarelo;
6 ovos;
100 ml de oleo de amendoim;
100 g de farinha;
150 g de frutos secos (nozes, amendoas, passas...)*;
1 colher de sobremesa de fermento em pó;
1/2 colher de chá de erva doce em pó.

Cobertura

200 g de chocolate negro 70% cacau em tablete;

1 colher de sopa de manteiga;
300 g de castanhas assadas descascadas.

* coloquei também castanhas cozidas partidas em pedaços pequenos e ainda gostei mais do que dos frutos secos.



Execução:

Bolo


Reduzir as castanhas a puré.

Bater o açúcar com os ovos inteiros até obter um creme fofo e volumoso.
Juntar o oleo em fio continuando a bater.
Adicionar o puré de castanha, a farinha, a erva doce e o fermento e bater novamente.
Picar grosseiramente os frutos secos e misturar na massa.
Verter numa forma de chaminé bem untada com margarina e polvilhada com farinha.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante 40 minutos. Fazer o teste do palito.
Desenformar depois de arrefecer.

Cobertura

Partir o chocolate em pequenos pedaços.

Derreter em banho maria ou no micro-ondas.
Misturar a manteiga.
Mergulhar as castanhas assadas no chocolate.
Secar sobre papel vegetal.
Verter o restante chocolate sobre o bolo.
Dispor as castanhas banhadas em chocolate.




Cozi as castanhas com sal, erva doce (sementes de funcho) e erva das castanhas, perdoem-me mas por aqui todos lhes chamam assim e não sei como se chama! Podem usar castanhas congeladas já descascadas, facilita muito o processo.
Quanto a cobertura, castanhas assadas banhadas em chocolate negro são... mesmo boas!



Fiquei muito agradada com o resultado deste bolo, é delicioso e tem o sabor das castanhas.
Na proxima vez não vou colocar os frutos secos, fico-me só pelas castanhas cozidas aos pedacinhos.