sábado, 29 de outubro de 2022

Olhos Sangrentos de Halloween (bombons amêndoa e leite condensado )


O Halloween já está a bater à porta. Uns convidam-no a entrar, enquanto outros lhe fecham a porta na cara! Há quem adore e quem  abomine, mas ninguém lhe é indiferente. 


Inspirei-me nesta festividade cheia de fantasia e terror,  juntei-lhe o Licor-red-velvet da Chocolivor, para preparar um docinho bem pecaminoso como a época pede. É muito simples, fácil de fazer e delicioso. Difícil mesmo é só pecar uma vez! 


Olhos Sangrentos de Halloween (bombons de amêndoa e leite condensado)

Ingredientes:
1 lata de leite condensado (325g);
100g de farinha de amêndoa;
20g de óleo de coco;
M&M q.b.
corante alimentar vermelho. 


Execução:

Misturar a farinha de amêndoa com o leite condensado e o óleo de cocô. Levar ao lume em temperatura média, durante cerca de 12 minutos, mexendo sempre. 
Verter para uma taça e deixar arrefecer. 
Tender pequenas esferas (colocar um pouco de óleo de coco nas mãos para facilitar), inserir um M&M em cada esfera.
Usando um palito desenhar linhas simulando casos sanguíneos nas esferas. 
Cobrir o fundo de uma taça de vidro com Licor Red Velvet e dispor os bombons. 

Nota: caso queira servir a crianças pode substituir o licor por gelatina de morango. 




 Espero que gostem destes bombons horrorosos de tão deliciosos e se divirtam muito. 


segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Tarte de Maçã com Medronhos e Licor




Gosto tanto de ti outono, amo as tuas cores, os teus aromas, os dias mais fresquinhos, as primeiras chuvas, gosto especialmente dos teus frutos que guardam o calor do verão no seu coração.


Chegaram cá a casa umas maçãs acabadas de colher e vieram acompanhadas de alguns medronhos.
Mal as vi senti o cheiro de uma bela tarte de maçã e entre imagina-la e come-la não passou muito tempo!



O que faz um  Licor de Chocolate com Piripiri da Chocolicor entre as maçãs e os medronhos? 
Faz magia!


Tarte de Maçã a com Medronhos e Licor

Ingredientes:

1 rolo de massa folhada fresca;
4 maçãs;
2 c. sopa de xarope de acer (agave, mel, ou açúcar mascavado);
2 ovos M;
2 c. sopa de Licor de Chocolate com Piripiri;
canela e gengibre em pó q.b.

Finalização:

1 punhado de medronhos (ou framboesas, mirtilos, groselhas ...);
Licor de Chocolate com Piripiri para pincelar.



Execução:

Pré-aquecer o forno a 180º C.
Forrar uma tarteira funda com a massa folhada.
Picar o fundo da massa com um garfo.
Levar ao forno durante 10 minutos.
Lavar as maçãs e cortar em gomos de espessura média.
Numa tigela misturar os ovos, o xarope de acer, o licor, o gengibre e canela em pó a gosto.
Retirar a massa do forno e dispor as maçãs  regar com o preparado de ovo.
Levar ao forno durante cerca de 30 minutos, até a massa folhada estar dourada e a maçã assada.
Decorar com os medronhos (assados ficam muito feios, recomendo colocar só no final).
Pincelar generosamente com o licor. 




Uma sobremesa muito fácil e rápida de preparar. Sabe tão bem ainda quentinha!

Que rico é o outono!

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Waffles de Espelta com Licor de Pastel de Nata



Voltei com mais uma receita bem simples, uns waffles inspirados pelos maravilhosos licores da Chocolicor. Decidi aliar ao típico doce de origem belga, uma cobertura de sabor bem português, o delicioso  Licor de Pastel de Nata  e não podia ter ficado mais satisfeita com o resultado.


Waffles de Espelta com Licor de Pastel de Nata

Ingredientes:

150g  de farinha integral de espelta;
20g de farinha de linhaça;
180g de Kefir (leite ou  bebida vegetal);
1 ovo;
sal q.b

Cobertura:

Canela em pó q.b.


Execução:

Misturar o kefir (leite ou bebida vegetal) com o ovo. 
Adicionar as farinhas, o sal e misturar até formar um polme.
Untar a máquina de waffles usando um pincel com manteiga e ligar. Verter uma porção da massa no centro da máquina já quente, fechar a tampa e deixar cozinhar por uns minutos, até ficar dourado. Retirar e repetir o procedimento até esgotar toda a massa. 
Caso não tenha máquina pode usar uma frigideira anti aderente e fazer como se fossem panquecas.
Regar generosamente com o Licor de Pastel de Nata e polvilhar com canela.



São umas waffles para um dia especial, uma surpresa inesperada e deliciosa.




quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Mousse de Chocolate e Licor de Caramelo com Flor de Sal



A  Chocolicor, parceiro aqui do blogue há já alguns anos, convidou-me a desenvolver algumas receitas com a sua mais recente linha de Licores Premium. Esta será a primeira de uma série de receitas inspiradas por estes maravilhosos licores. 
Escolhi para começar o Licor de Caramelo com Flor de Sal, que irá dar um realce a uma mousse de chocolate muito simples, numa versão mais saudável e deixamos o pecado todo reservado para o licor.

Mousse de Chocolate e Licor de Caramelo com Flor de Sal

Ingredientes:

200 g de chocolate negro em tablete (60% cacau);

2 abacates pequenos;

2 c. sopa de maple syrup (ou outro adoçante a gosto);

2 c. sopa de  Licor de Caramelo com Flor de Sal;

flor de sal q.b.



Execução:

Partir o chocolate em pedaços pequenos e derreter em banho maria. Pincelar um molde de bombons de silicone com o chocolate derretido e levar ao frio para criar uns "copos" de chocolate. Repetir a operação certificando-se que ficam bem selados por todos os lados, pois irão conter o licor. 

Cortar os abacates ao meio, retirar a polpa com uma colher tendo cuidado para não danificar as cascas. Num processador juntar à polpa dos abacates o chocolate derretido, o maple syrup e o licor. Triturar tudo até obter um creme. Distribuir a mousse pelas cascas de abacate e levar ao frigorifico.

Na hora de servir desenformar os "copos" de chocolate e encher com o licor de caramelo com flor de sal. Salpicar com a flor de sal a mousse e sobrepor o "copo de chocolate".


Dicas:

  • Esta "mousse" fica bastante consistente depois de fria, caso a prefira mais cremosa pode adicionar nata de coco (a parte sólida do leite de coco), ou iogurte grego.
  • Ajuda a equilibrar as tigelas de abacate se colocarmos sal no fundo do prato de servir.
  • Caso não tenha a forma de bombons pode fazer uma cova no centro da mousse e regar diretamente com o licor no momento de servir.
  • O licor do copo de chocolate destina-se a regar a mousse, mas também o podem beber assim e regar a mousse diretamente da garrafa.


Uma delícia frequinha, fácil e rápida de fazer, com um pecado pequenino mas que sabe tão bem.



quarta-feira, 22 de junho de 2022

Bolachas de Amendoim



Não sei se se passa o mesmo convosco, mas eu sou doida por cortadores de bolachas! Tenho imensos e confesso que muitos nunca usei, deve ser colecionismo!😄 

Quando a Isabel me convidou a experimentar os seus cortadores de bolachas personalizas nem hesitei, aceitei o desafio de imediato. Achei muito interessante o projeto Belita3D, os cortadores são feitos através de impressora 3D com filamento PLA (Poliácido láctico), um material totalmente atoxico, reciclável e biodegradável, produzido a partir de fontes naturais, como o milho e cana de açúcar. Tem uma grande diversidade de formatos, desenhos e podem ser personalizados a gosto. Escolhi os meus no formato tipo bolacha Maria, achei-os um miminho.



Bolachas de Amendoim

Ingredientes:

2 chávenas de farinha de amendoim (usei a da Prozis);
1 chávena de farinha de espelta bio;
1/2 chávena de Maple Syrup bio (pode substituir por xarope de agave, de tâmara, açúcar de coco, ou outro adoçante a gosto);
1/2 chávena de óleo de coco bio;
1/4 de chávena de farinha de linhaça;
1/2 chávena de bebida vegetal (usei de coco feita em casa).


Execução:

1. Misturar as farinhas e de seguida juntar os ingredientes líquidos. Amassar um pouco, até obter uma massa bem ligada e homogénea. Levar ao frigorifico durante 1 hora. 

2. Estender a massa com a ajuda de um rolo, cortar as bolachas e dispor num tabuleiro forrado com papel vegetal.

3. Pré-aquecer o forno a 180º C, levar a assar  durante 15 a 20 minutos.

Simples, fáceis e rápidas de fazer, cheias de ingredientes saudáveis. 

Ficaram tão lindas com estes cortadores e agora cada um só pode comer as bolachas que têm o seu nome. Já eu posso comer de todas!


Quem é que não ia gostar de comer uma bolachinha com o seu nome?
Aqui por casa foi um sucesso.
Visitam a Belita3D no Instangram ou no Facebook e fiquem a conhecer tudinho.


domingo, 26 de abril de 2020

Pão de Massa Mãe, com Curcuma, Oregãos e Pimenta Preta.


Queria tanto abraçar-te...
Queria tanto apertar-te contra o meu peito,
Queria dizer-te ao ouvido o quanto gosto de ti.
Queria ver o brilho dos teus olhos quando sorris,
Queria limpar a lágrima que, teimosa, te rola pela face,
Queria segurar na tua mão e assegurar-te que tudo vai ficar bem.
Queria, queria, queria, mas porque te amo tanto, apenas posso ficar longe de ti!


Estranhos estes dias!
O silêncio encheu as ruas e o medo os corações. 
Tudo o que antes nos ocupava, tanto nos importava, deixou de ter lugar e já não vemos o mundo da mesma maneira. Tanto batemos nesta terra mãe, tanto a desonramos, ignoramos, devassamos, esventramos, tanto mal lhe causamos que hoje ela castiga-nos com severidade (ou seráo os homens os auotres do castigo?)! 
Filhos mal agradecidos, ingratos e egoistas, não soubemos pedir perdão, não fomos capazes de corrigir tanto erro, tanto horror e agora...agora sentimos o horror à nossa porta. Ficamos quietos, ficamos mudos, ficamos fechados, enclausurados nas trincheiras do lar, na esperança que tudo passe, que o inimigo não entre pela porta a dentro, que fique lá fora! Lá fora, que falta nos faz estar lá fora, queriamos sentir o vento despentear os cabelos, os salpicos da chuva a molhar os pés, o cheiro do azul do mar, o afago do sol no rosto. Ah! Que saudades de passear na beirada do rio, dos trilhos da serra patilhados com  as conversas e o riso dos amigos.
Já não pensamos na roupa, nos sapatos, já nem nos lembramos do quanto custava levantar pela manhã para ir trabalhar. É tão pouco aquilo que precisamos para sermos felizes! Quem dera que não o esquecessemos, quem dera que um dia destes, quando as portas se abrirem e voltarmos a sair, saissemos diferentes, saissemos melhores, maiores, crescidos por dentro.


É tempo de ficar em casa, evitar ao máximo sair e porque, de repente, não nos falta tempo, podemos então fazer o nosso pão. Descobrir a satisfação que pode nascer de amassar e cozer um simples pão.


Quase parece magia, o que acontece quando juntamos farinha, água, fermento e sal!
Não é preciso mais nada para ter um bom pão, mas este pintou-se de primavera, vestiu-se de sol, enfeitou-se de malmequer, perfumou-se de oregãos e  maquilhou-se com a pimenta preta.
Tudo isto para nos alegrar um pouco, que simpático ele é!


Pão de Massa Mãe, com Curcuma, Oregãos e Pimenta Preta.

Ingredientes:

Massa mãe
50g de fermento natural de centeio integral
50 g de água
50 g de farinha de centeio integral

Pão
300 g de farinha T65;
200 g de farinha de espelta integral;
350 g de água;
100 g de fermento natural (massa mãe);
10g de sal
1 colher de chá de curcuma;
1 colher de chá de oregão;
1/3 de colher de pimenta preta moida na hora.


Execução: 
1. Alimentar o fermento, 6 horas antes da hora que quer iniciar a confeção do pão. Misturar o fermento natural, com a água e a farinha. Marcar no frasco o seu volume inicial e registar a hora. Colocar num local tépido durante 6 horas. Deverá crescer e duplicar ou triplicar o seu volume original (as 50g gramas que vão sobrar reservam-se no frigorifico para uma próxima utilização).
2. Juntar as farinhas com a água e o sal, mexer sem amassar e deixar repousar 1 hora.
3. Seguidamente juntar a massa mãe, espalhando-a sobre a massa do pão.
Amassar por 10 ou 15 minutos, até que a massa desole facilmente da bancada.
Lavar a tigela ou recipiente em que se misturaram os ingredientes e untar com uma fina camada de azeite, isto ajudará a que se solte mais facilmente da mesma.
4. A primeira fermentação, também chamada de Bulk Fermentation, decocorre dentro de uma taça. Deixar a massa repousar 1 horas coberta à temperatura ambiente (TA).
Observar as mudanças na estrutura da massa, ao esticar ela apresenta uma boa elasticidade e forma uma pelicula fina chamada janela de glúten, sem rebentar.
A partir de agora irãm-se fazer uma série de Stretch & Fold, ou seja esticar e dobrar a massa, serão realizadas 4 dobras,  rodando a taça, com intervalos que podem ir de 30 a 60 minutos. Deve-se repetir o processo uma 4 ou 5 vezes.
5. Finda esta etapa a massa e está pronta para repousar toda a noite no frigorífico, pode ficar lá 12 horas ou mais. Este processo retarda a fermentação e permite controlar os horários de forma a se coordenarem com a rotina da vida diária. Simultaneamente uma fermentação mais lenta e prolongada contribui para desenvolver na massa um sabor muito melhor.
6. No dia seguinte etirar a massa do frigorífico e deixa-la 1 hora à temperatura ambiente. Após esse tempo retira-la cuidadosamente da tigela e colocar sobre a bancada levemente enfarinhada.
7. Realizar a pré moldagem e permitir que repouse sobre a bancada 30 a 60 minutos. 
Colocar um pano dentro de um cesto ou tigela, se tiver um banneton não é necessário o pano, enfarinhar usando farinha de arroz ou outra farinha sem glúten, isto  irá ajudar a que não se agarre ao mesmo.
8. Tender do pão, dar-lhe a forma final. Agora irá ser dobradao com gentileza, mas simultâneamente com alguma firmeza! É necessário criar uma pelicula exterior com tensão para que o pão mantenha a sua forma. Não se pode juntar demasiada farinha a esta massa, pertende-se que mantenha o seu grau de hidratação.
9. Já com o pão tendido colocar dentro do cesto ou banneton, com a parte mais lisa virada para baixo, ou seja invertendo-o. Deixar repousar à temperatura ambiente 2 horas de depois levar ao frigorífico até à hora de assar. Pode ficar no frio bastante tempo, mas convém verificar o ponto de fermentação para saber quando está pronto a ir para o forno. Isto faz-se pressionando a massa com um dedo, se a massa voltar rapidamente à posição inicial quer dizer que ainda não está pronto, se demorar a voltar está na hora de o assar.
10. Na hora desejada pré-aquecer o forno a 240º C. Colocar dentro do forno um tacho de ferro com a tampa, ou um pirex com tampa (ou qualquer outro recipiente que possa ir ao forno e tenha tampa). Permitir que o forno aqueça bem.
11. Colocar sobre o cesto, onde o pão se encontra a levedar, uma folha de papel vegetal e virar o pão com delicadeza sobre a bancada.
Dar alguns golpes usando uma lâmina de barbear, ou uma faca bem afiada, estes irão permitir que o pão cresça e se expanda onde desejamos.  
12. Retirar o tacho do forno e com a ajuda do papel vegetal introduzir o pão dentro do tacho (cuidado porque está muto quente). Colocar entre a folha de papel vegetal o a parte lateral do tacho, sem tocar na massa 2 cubos de gelo, estes irão gerar vapor dentro da panela e assim contribuir para criar uma côdea mais estaladiça.  Tapar o tacho e colocar no forno mantendo a temperatura nos 240.ºC por 20 minutos. Findo esse tempo retirar a tampa do tacho e reduzir a temperatura para 220.ºC. 
13. Após sair do forno deixar arrefecer sobre uma grade durante pelo menos 45 minutos.




Fiquem bem querido leitores, se puderem fiquem em casa. Se tiverem que sair, protegam-se, cumprarm as normas de segurança. Se estão a tabalhar, recebam, com muito reconhecimeto, o meu OBRIGADA, porque sem vocês a esta guerra estava totalmente perdida!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Carcaças de Trigo Integral com Massa Mãe (sourdough)

Vivemos dias de terrível tempestade, quando a vida se perde irremediavelmente, quando o que tínhamos como importante, imprescindível, nos parece agora completamente dispensável, quando tudo ao nosso redor mudou e nos vemos encerrados, cercados pelas paredes do nosso lar e que de uma forma distorcida nos parecem agora os limites de uma prisão forçada... 
Eis que ela surge, linda, vestida de arco-íris, a esperança, é ela que nos dá alento, que permanece nos nossos corações, espreitando por entre as negras nuvens, sorrindo-nos resplandecente, iluminada por um singelo raio de sol!


Estamos a enfretar uma terrível pandemia, provocada pelo Novo Corona Vírus, ou COVID19. Muitos de nós estão há quase um mês fechados em casa!
Se há um ano atrás alguém me descrevesse o panorama dos dias presentes, não acreditaria e diria tratar-se de uma série de ficção cientifica! Tudo mudou tão depressa! 
Simultaneamente vivemos uma "Pãodomia", todos parecem ter um enorme desejo de fazer pão em casa, porque queremos sair o minimo de vezes possível,  porque o tempo agora corre devagar e chega para tudo. O que não chega para todos é o fermento de padeiro que anda esgotadissímo. 
Aquele  artigo que fiz,  há um ano atrás, com o passo a passo sobre como criar um fermento natural, revelou-se precioso para tantos, que assim, apenas com farinha e água, puderam realizar o desejo e reconfortar-se com um pão caseiro. Que bem sabe comer o nosso próprio pão! 


Pensando em quem só agora se está a iniciar esta fantástica aventura de fazer pão com massa mãe, decidi fazer um pão simplificado, com todo o sabor do sourdough, mas com menos voltas!


Carcaças de Trigo  Integral com Massa Mãe

100% farinha;
72% de água;
18% fermento natural;
  2% sal marinho.
As percentagens são calculadas em função da quantidade de farinha usada. Nesta receita usei 1 kg de farinha (T65+T150).

Ingredientes (24 carcaças):

Massa Mãe - (1:1:1)
80 g de isco;
80 g de água;
80 g de farinha de centeio integral:

Pão
800 g farinha de trigo T65;
200 g de farinha de trigo integral T150;
720 g de água mineral;
180 g de fermento natural (já alimentado e no expoente máximo de crescimento);
20 g de sal.
Execução:
Primeiro dia (comecei pelas 11 horas) - alimentar o fermento usando 80 g de isco + 80 g de água + 80g de farinha de centeio. Esperar que duplique o seu volume (6 horas a 8 horas).
Seguidamente, numa tigela, misturar as farinhas e a água, sem amassar. Deixar repousar coberto (autólise).
Quando o fermento tiver crescido, retirar 180g e adicionar à mistura em autólise, juntar também o sal. As restantes 60g de fermento que sobram guardar no frigorífico para a próxima utilização. 
Amassar bem, até que a massa fique elástica. Deixar descansar 10 minutos e voltar a amassar um pouco mais.
Untar a tigela com um pouco de azeite e colocar a massa na mesma.
Iniciar séries de dobras de 40 em 40 minutos (ou de 30 em 30 min.), fazer o Strech&Fold. Repetir 4 ou 5 vezes.
Colocar a tigela com a massa no frigorífico, onde fermentará durante toda a noite.

No dia seguinte, retirar a tigela com a massa do frigorífico, no horário que for mais conveniente (eu retirei pelas 12.30 horas). Verter a massa na bancada e com a ajuda de um cortador, ou de uma faca (molhada) cortar porções de massa e dispor sobre papel vegetal enfarinhado, num tabuleiro de ir ao forno.
Salpicar com farinha os pães e fazer 2 pequenos cortes em diagonal.
Aquecer o forno a 240.º C e levar a assar durante 20 minutos, vigiando.
Retirar as carcaças do forno e deixar arrefecer sobre uma grade.




Não é díficil, mas é preciso algum treino especialmente ao amassar, pois parece que tudo se vai desintegrar! É preciso persistir e resistir a juntar mais farinha, isso nem pensar, pois ficará um pão compacto, massudo.
Este pelo contrário, ficou fantástico, macio, com a côdea crocante.