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sábado, 12 de setembro de 2015

Tarte de Tomates Cherry

Deixei-me embalar no colo morno da água do mar, um mar amoroso, amante e sedutor, de um azul arrebatador. 
O sol ciumento brilhou em todo o seu esplendor, cobrindo-me com o seu intenso calor.
O sal não quis ficar atrás lançou-se sobre mim, temperou-me a pele e disputou com o sol  os louros da sua dourada cor.
Foi então que a boca, sedenta reclamou por atenção, mas foi logo saciada pelos frutos da estação.


Esta foi provavelmente a maior pausa que fiz aqui no blogue... 
Primeiro foram as férias, depois o regresso ao trabalho, que este ano vai exigir um pouco mais de mim. Tenho tanto para vos contar é mesmo uma pena que verão já esteja a acabar! Acho que vou falar do verão até que o inverno termine, eheheh!
Deixei-o passar assim, num piscar de olhos, sem receitas novas!
As férias este ano foram excelentes, viajamos imenso, conhecemos tantos locais fantásticos e inspiradores. Foi tempo de parar com todas as atividades habituais, incluindo o blogue, facebook e até mesmo a dança!
Mudar hábitos, quebrar a rotina, descontrair e absorver todo o que de novo vivenciei. É sempre difícil dizer adeus às férias por isso gosto de pensar que apesar de já ter retomado o trabalho, ainda virão mais dias quentes e soalheiros, retornarei à praia, voltarei a passear descalça na linha de água...
A verdade é que o regresso à rotina não é nenhum sacrifício, volto às coisas de que gosto. Eu gosto da minha profissão, sou uma felizarda, passo os meus dias rodeada de caras alegres, sorrisos, abraços e muita brincadeira, claor que chegou exausta ao fim do dia! Os meus 24 pequeninos esgotam a minha energia.
Voltou às minhas aulas de salsa, que tanto me apaixonam, desafiam e também frustram! Dançar salsa aos cinquenta anos é um verdadeiro desafio, mas eu gosto de ser desafiada! Gosto ainda da alegria dos fins de semana e suas noites de danças latinas, rodeada por gente alegre e que partilha da mesma paixão pela dança.
Volto também até aqui, este cantinho de que tanto gosto. 


Antes de ir de férias preparei esta tarte, não tem nada de especial é extremamente simples, talvez por isso, pela simplicidade, ficou tão boa.
Usei o queijo das Marinhas, que derrete lindamente e se funde com os restantes ingredientes.


Tarte de Tomates Cherry

Ingredientes:

1 rolo de massa folhada;
600 g de tomate mini, variado;
350 g de queijo Marinhas;
1 bola de queijo de búfala;
100 g de presunto fatiado;
orégãos q.b.
azeite q.b.
flor de sal q.b.
queijo Parmesão ralado q.b.
folhas de manjericão para decorar.


Execução:

Fatie os queijos (Marinhas e búfala)  e disponha sobre a base de massa folhada, alternado com pedaços de presunto. Deixe um espaço do bordo livre para que possa ser dobrado sobre o recheio.
Corte os tomates ao meio e coloque sobre a tarte cobrindo completamente os restantes ingredientes.
Regue com um fio de azeite, salpique com orégãos, flor de sal, e um pouco de queijo parmesão ralado.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C,  até que a massa folhada fique dourada (20 a 30 minutos).



A diversidade de tomates usados tornou-a tão apelativa ao olhar, quanto ao paladar.
Alguns destes tomatinhos cresceram num pequeno canteiro no meu quintal, outros foram-me oferecidos e alguns comprados. 
Os legumes mini são ótimos para cultivar em canteiros ou vasos, para o ano vou semear variedades diferentes de tomate cherry (guardei as sementinhas) e também os pimentos pequeninos e coloridos, que são um mimo.




Esta tarte tornou-se num dos favoritos deste verão, foi feita várias vezes e sempre muito elogiada!
Pode-se usar qualquer tipo de tomate. Se não tiver cherry, corte rodelas de tomates normais, misture maduros com rodelas de tomate mais verde, vai ficar igualmente bom.
Se gosta de pimentos, experimente juntar tiras dos coloridos... é só usar a imaginação e os ingredientes da estação que temos à mão.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Flores de Abóbora Recheadas

Olhei para ti e foi como ver um pedacinho de sol beijando a terra.
És tão linda e delicada, lembras-me as asas de uma fada.
Pudicícia sem igual... casta, inocente e recatada, tens a inocência de menina que deseja ser mimada.
Tão raro é poder ver-te em todo o teu esplendor, porque te escondes de mim meu amor?



Uma excentricidade, assim podemos chamar a esta receita! Não porque seja difícil de executar é até bastante simples, mas porque conseguir as flores não é tarefa fácil. A melhor forma é semear abóboras ou curgetes. Então e quem não tem horta?
Pode fazê-lo num vaso grandinho, usando terra fertilizada com compósito (ou estrume orgÃnico) e muita água. O meu pé  de abóbora cresce num pequeno canteiro e até já tem um fruto a desenvolver, mimo-o todos os dias! Tive sorte porque tem dado imensas flores mas, mesmo assim, conseguir juntar o número suficiente requereu colher 3 dias seguidos, preservando-as num saco hermético, ligeiramente humedecidas e colocadas no frigorifico. 




Estas jóias cor de sol florescem pela manhã e permanecem abertas por um período muito curto.
Só para terem uma ideia, deixei uma flor sem colher para usar na foto final e quando terminei de confecionar a receita e flor já tinha fechado! 



Nunca tinha feito, nem comido este petisco, mas depois de ver tantas receitas pela net tinha imensa vontade de experimentar, embora estivesse um pouco cética quanto ao resultado final.

Sabendo que a origem deste prato é a Itália e que também faz parte da gastronomia grega, senti-me mais confiante no resultado.




Foi uma boa surpresa porque de facto é muito bom. Claro que o recheio é muito importante, por isso resolvi apostar numa combinação de sabores que já conhecia bem, com poucos ingredientes, porque quase sempre o mais simples é mesmo o melhor. 



Mesmo nas tarefas mais simples não dispenso o auxílio das minhas "ferramentas" da Borner.  O ralador que vêem na imagem é muito versátil, usei-o para ralar o queijo. Faz uns fios maravilhosos com a cenoura, beterraba, nabo, cugete, etc. Sinto-me uma felizarda por ter esta fantástica empresa com parceira do blogue. Muito obrigada Maria Pereira.


Flores de Abóbora Recheadas

Ingredientes:

6 a 8 flores de abóbora (ou cugete);
250 g de queijo Mascarpone (queijo creme ou Ricotta):
50 g de presunto;
50 g de queijo Parmesão;
1 ramo de manjericão;
pimenta preta de moinho q.b.
1 pitada de flor de sal (Necton);
óleo para fritar q.b.

Tempura:

65 g de farinha para tempura (ou farinha de trigo);
80 ml de cerveja gelada;
sal marinhpo q.b.




Execução:

Lave cuidadosamente as flores, coloque sobre papel absorvente e exugue-as.
Retire o estame cuidadosamente, se a tarefa se tornar difícil faça um corte longitudinal na flor.
Rale o queijo Parmesão, misture-o com o queijo Mascarpone, o presunto e o manjericão picados. Tempere o recheio com um pouco de pimenta preta, acabada de moer, e uma pitada de flor de sal.
Recheie as flores, usando um saco de pasteleiro ou uma colher pequena. Feche a flor sobrepondo  os bordos (caso a tenha cortado) e torcendo a extremidade como se fosse um rebuçado.
Prepare o polme misturando bem a farinha com a cerveja, tempere com sal.
Mergulhe uma flor de cada vez no polme e escorra bem.
Leve a fritar em óleo bem quente, tenha atenção porque ficam douradas muito rapidamente.
Depois de fritas coloque as flores sobre papel absorvente para retirar o excesso de gordura.
Sirva-as de seguida.



Podem-se rechear as flores sem as cortar, para isso coloca-se o recheio num saco de pasteleiro e introduz-se, com cuidado, no interior das mesmas. Eu optei pela solução mas fácil uma vez que as flores de abóbora são bastante maiores do que as da cugete,  por issotorna-se mais difícil alcançar o estame sem as danificar. Apesar disso não abriram ao fritar.




Preparei uma tempura bastante liquída, não queria que as flores ficassem com uma camada grossa que as ocultasse. Usei uma variedade de farinha especial para tempura que comprei em Espanha. Julgo que se consegue encontrar por cá nas lojas de produtos asiáticos. Pode ser substituída por farinha de trigo normal sem problemas, mas a consistência deve ser  semelhante a um iogurte liquido.
Também deve ficar muito bom com panko (pão duro ralado). 







Gostei imenso deste petisco! Vou começar a guardar novamente flores para poder repetir.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Tortilha de Batata com Chouriço

- Vamos repetir?
- Outra vez a mesma coisa?
- Sim... hum! É tão bom!
- Não preferes variar?
- Variar para quê? 
Assim sabe tão bem!




O sol desguia-me, a praia chama-me,  o sofá abraça-me, os filmes prendem-me... e a cozinha essa anda um pouco ciumenta e carrancuda. Coitada, sente-se posta de lado!
O blogue? Ui! Esse nem se fala! Está ressentido, estranha a falta de atenção!




Acontece que para além de andar com pouca vontade de cozinhar, tem-me apetecido revisitar algumas receitas. É que a "ânsia" de ter coisas novas para aqui colocar, acaba por não deixar grande hipótese à repetição! 
Andam assim os dias, cozinha-se, de preferência bem depressinha, senta-se à mesa e come-se descontraidamente. Sem esperas, sem demoras, sem fotos, sem pensar em nada mais que não seja o prazer de saborear algo que me saiu das mãos e saltou para a mesa.
Entre uma e outra comida rápida, fiz esta tortilha... foi então que a olhei, a máquina fotográfica e ela sorria para mim! Está bem, não resisto a esse sorriso cativante... lá lhe peguei!
A receita não tem nada de especial, é bem simples. O gosto pelas tortilhas nasceu de tantas vezes que vamos até à vizinha Espanha, onde em qualquer esplanada se podem provar, muitas vezes é servida como "pincho" junto com uma bebida. Adoro esta forma de tapear que por cá, infelizmente, não acontece. Em alguns locais vão trazendo mais que um "pincho" (um petisco pequenino), claro que as bebidas se pagam um pouco mais caras, mas vale a pena.



Tortilha de Batata com Chouriço

800 g de batatas para fritar;
2 cebolas médias;
8 ovos;
1 chouriço de carne (usei Fumeiro D'Avó Maria);
azeite q.b.
sal marinho q.b.



Execução:

Corte as batatas e as cebolas em rodelas para fritar.
Corte o chouriço também em rodelas.
Numa frigideira grande aqueça o azeite, comece a fritar uma parte das batatas, mais ou menos a meio da fritura junte metade da cebola e do chouriço, a cebola e o chouriço devem fritar com as batatas, assim estas ficam mais saborosas. Repita a operação com os restantes ingredientes.
Bata ligeiramente os ovos e verta-os sobre as batatas, a cebola e o chouriço (já fritos) tempere com o sal. Misture tudo para envolver bem os ovos com os restantes ingredientes.
Verta sobre a frigideira  e leva ao lume, dê algumas voltas ao conteúdo para que vá cozinhando. Depois pressione um pouco para que tudo se acomode e agregue. Deixe fritar de um lado, em lume brando, descole dos lados e abane a frigideira, quando a tortilha se soltar está na hora de a virar. 
Usando um prato grande vire-a, volte a coloca-la na frigideira, com um garfo procure dobrar o bordo para baixo de forma a que fique arredondado.
Está pronta quando vemos que se formam pequenas bolhas e gordura na lateral.



Está é uma receita muito simples e fácil, porém deixo algumas dicas que podem ajudar a conseguir um bom resultado.

Notas: 
  • Não reduza a quantidade de ovos para evitar que fiquei demasiado seca;
  • Certifique-se que usa uma frigideira antiaderente para que seja fácil virar a tortilha;
  • Prefira azeite extra virgem, mas caso não goste pode substitui-lo por óleo de girassol;
  • As batatas (e restantes ingredientes) depois de fritas são colocadas na taça em que se bateram os ovos e bem envolvidos nestes. Este passo é importante para que as batatas se misturem bem com o ovo;
  • A versão original da Tortilha Espanhola não leva leite, nem natas, nem farinha.



A tortilha é excelente para qualquer ocasião, pode leva-la consigo na marmita, para a praia, num piquenique, acompanhe com uma salada e é uma refeição completa. No dia seguinte continua bem boa.




Este é um dos prazeres que gosto de repetir, tão bom! Pode-se variar e acrescentar chouriço, presunto, bacon... também é muito boa com bacalhau.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Pimentinhos Recheados com Requeijão

És tão apetitoso que me apetece comer-te! 
Adoro mosdiscar-te e arreliar-te, 
Depois dou-te uns beijinhos e mais umas dentadinhas e 
Para terminar faço-te festinhas e dou-te uma mordidela.
Logo a seguir apetece-me mais e começo de novo!
Tu dás uma resmungadela, mas não te zangas, 
Sabes bem que és muito gostoso!


Há momentos em que queremos fazer algo especial para começar uma refeição. Porém nem sempre queremos ter muito trabalho e estar horas a cozinhar, nesses momentos é bom ter na manga uma receita como esta. 


Sempre que vejo estes pequenos e tão coloridos pimentinhos não lhes resisto, trago alguns comigo. Desta vez usei-os numa entrada muito simples, saborosa e visualmente bem bonita.
É daquelas entradas que se podem preparar com algum tempo de antecedência e guardar no frigorifico até á hora de servir. Tem ainda outra vantagem, pode ser comida à mão, cada um serve-se da travessa. Não são precisos talheres nem pratos, vão-se mordiscando os pimentinhos e pronto!


Ingredientes:

2 embalagens de pimentinhos multi-color;
1 requeijão do campo com azeitonas pretas;
100 g de toucinho fumado;
mistura de 5 pimentas q.b.
flor de sal q.b.
oregãos secos q.b.
azeite q.b.

Ingredientes de parceiros: especiarias Suldouro; flor de sal Marnoto; requeijão com azeitonas Saloio.


Execução:

Corte uma tampa do lado do pé aos pimentos e retire-lhes as sementes, sem os romper.
Leve-os a grelhar com uma pitada de flor de sal.
Corte o toucinho em pedaços pequenos e leve ao lume numa friguideira, só com um pouco de azeite, deixe saltear.
Usando um garfo desfaça o requeijão, tempere a gosto com um fio de azeite, um pouco da mistura de pimentas e os oregão secos.
Misture o toucinho com o requeijão.
Usando um colher pequena recheie os pimentinhos.


Quem não gostar de pimentos pode fazer o mesmo com tomatinhos cacho.

domingo, 1 de março de 2015

Cogumelos Recheados com Queijo e Salmão Fumado

A roda do tempo está sempre a girar, nada nem ninguém a pode parar.
Nesta dança que o tempo dança, gira que gira, roda que roda, fico com a cabeça à roda, ando num rodopio, tento correr para não o perder... não quero perder tempo, não vá o tempo passar sem ter tido tempo para te amar.




Cá está ele, Março chegou e trouxe promessas de dias longos, tardes soalheiras e o doce perfume das flores! Não posso dizer que tardou em chegar, pelo contrário, parece-me que ainda há dias festejei a passagem de ano, ainda ontem foi Carnaval e hoje já é Março! As semanas sucedem-se a um ritmo louco, já não demora a chegar a sexta-feira. Vejo os dias de forma diferente e o tempo parece-me tão pouco, para tanto que ainda não tive oportunidade de fazer!




Há dias em que o tempo é preciso para tanta coisa que cozinhar parece um desperdício de tempo!
Esses dias pedem comidas rápidas, mas nem por isso têm que ser menos saborosas e atrativas.
É o caso destes cogumelos recheados que se preparam num estalar de dedos. Podem ser uma entrada ou uma refeição basta juntar-lhes uma boa salada.



Ingredientes :

6 cogumelos grandes;

3 dentes de alho;
2 piripiris secos;
sal marinho q.b.
azeite q.b
raminhos de alecrim fresco;
350 g de queijo tipo flamengo, Cávado (Lacticínios das Marinhas);
100 g de salmão fumado.


Execução:

Limpe os cogumelos com um pano ou papel humedecido.
Leve-os ao lume numa frigideira com o azeite, o alho, sal, raminhos de alecrim e o piripiri.
Salteie-os de ambos os lados até que murchem e libertem alguma da água que têm.
Coloque-os num recipiente que possa ir ao forno.
Rale o queijo e corte o salmão em pedacinhos pequenos.
Distribua o recheio pelos cogumelos, salpique com algumas folhinhas de alecrim.
Leve ao forno até que o queijo derreta.
Sirva quente.


Apresento com esta receita mais uma parceria do "Tentações sobre a Mesa". A empresa Lacticinios das Marinhas, sediada em Esposende, teve a gentileza de me oferecer alguns dos seus fantásticos produtos,  elaborados sem corantes nem conservantes. São produtos de excelência com os quais é um prazer trabalhar. Entre eles consta o queijo Cávado, que usei na confeção desta receita.



Espero que a  Primavera não demore muito tempo a chegar, as flores do alecrim já a estão a anunciar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sformato de Requeijão com Bróculos e Espargos

- É o que te digo, foi de tal ordem a zanga que partiram a loiça toda, eu vi! Vi com estes olhos que a terra há-de comer!
- Oh! Credo e porque seria?
- Ah! Algo de grave ele fez, ela estava furiosa, não ficou pedra sobre pedra!
- Tu viste? Estavas lá?
- Bem.. lá, mesmo lá não estava, mas passei perto ouvi tudo! Depois vi a cacaria toda à porta!
- Deixaram os cacos à porta?
- Sim, sim... no contentor.
- O contentor está à porta da casa deles?
- Hum... não está mesmo à porta, fica um pouco mais afastado. Fui despejar o lixo e vi os cacos, tudo partido e até havia sangue!
- Sangue?
- Sim e muito, era sangue por todo o lado!
- Ai! Jesus! Tu chamaste a policia?
- Nem pensar, não gosto de me meter na vida dos outros.


Aconteceu-me a mim, é verdade... parti mesmo a loiça toda, toda a que veem nesta foto, não sobrou nada! Ai o meu pratinho da Bordalo Pinheiro, que desgosto! Foi assim, num piscar de olhos, quando me virei não estava nada no mesmo sitio, nada, nem a tábua! 
Pode lá ser?
Pode sim! Duas patinhas curiosas empoleiraram-se para cheirar, a tábua abanou, as patinhas fugiram e com o balanço... virou tudo, esparramou-se tudo no chão e só escaparam os talheres, o resto ficou tudo em cacos!
Deu para salvar parte do Stormato graças ao papel vegetal que o protegeu e desta forma pudemos provar! 
- Pelo menos já tinha fotografado!
- Ah, pois! As fotos são mais importantes!
- Pois são! Tenho muita pena mas são mesmo! 


Mudemos de assunto... 
A culinária tem destas coisas, estou constantemente a descobrir novidades!
Já alguma vez comeram um pudim salgado?
Eu não. Bem... um soufflé foi o mais perto que cheguei.
Não resisti a experimentar o Sformato quando me deparei com ele o livro "Essentials of Backing" de Williams-Sonoma.
Fiz uma adaptação aos ingredientes que tinha em casa. A receita original leva só espargos, 500 g deles, mas o meu molho (depois de limpo) ficou reduzido a cerca de 300 g e tive que improvisar, por isso juntei também brócolos. O queijo usei o "Requeijão do Campo com Azeitonas" da marca Saloio, em substituição do Fontina. Acrescentei mais 1 ovo, porque não tinha ovos grandes, os meus eram tipo M. A receita que apresento está tal e qual como fiz.


Agora uma novidade boa, para compensar o "estrago" da minha loicinha...
A empresa Queijo Saloio é a mais recente parceria do "Tentações sobre a Mesa"! Teve a amabilidade de me oferecer um cabaz dos seus maravilhosos queijos, que inspirarão algumas receitas.  É importante salientar que  a Saloio detém, já por 6 anos consecutivos, o prémio do "Melhor queijo 2014" atribuído pela Associação de Lacticínios. Gosto imenso dos seus produtos e vai ser um prazer desenvolver receitas com eles.



Ingredientes:

1 chávena de leite (240 ml);
2 + 1 colheres de sopa de manteiga;
2 colheres de sopa de farinha;
1 requeijão do campo com azeitonas Saloio;
sal marinho q.b.
pimenta preta (moída na hora) q.b.
300 g de espargos limpos;
200 g de ramos de bróculos;
4 ovos M.




Execução:

Prepare vários ramequins, ou uma forma, untando com manteiga e forrando o fundo com papel vegetal (para facilitar quando se desenformar).
Arranje os legumes corte os espargos aos pedaços e leve a cozer ao vapor. Reserve as pontas dos espargos e alguns raminhos de bróculos e reduza os restantes a puré.
Aqueça o leite, sem ferver.
Leve ao lume 2 colheres de sopa de manteiga e quando ferver junte a farinha, mexendo sempre até espessar. Aos pouco adicione o leite de forma a obter um creme bechamel. Tempere com sal e pimenta preta moída na hora.
Bata ligeiramente os ovos.
Desfaça o requeijão e junte ao creme, mexendo até desfazer totalmente.  
Acrescente os ovos e o puré de legumes, incorpore bem no preparado anterior.
Verta na forma e leve a cozer no forno, pré-aquecido a 180º C, em banho maria, até que fique bem firme, mais ou menos durante 30 minutos.
Retire do forno e deixe arrefecer uns 5 minutos.
Descole as laterais com a ajuda de uma faca e desenforme sobre o prato de servir. Lentamente retire o papel vegetal.
Derreta a restante manteiga e envolva nela as pontas dos espargos e os raminhos de bróculos. Decore com eles o pudim.



Depois de lerem a receita e de verem as fotos certamente já perceberam que optei por não retirar o papel vegetal, achei mais fácil e pareceu-me que lhe dava alguma graça, ficou com um ar caseiro e rústico de que tanto gosto.


O Sformato foi aprovado, embora tenha ficado com vontade de o voltar a fazer só com espargos e depois variar com outros legumes, queijos... diferentes combinações. Faz uma entrada bonita e até requintada, mas também pode servir de acompanhamento ou até mesmo com prato principal. É bem versátil!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Quiche de Cebola Roxa e Presunto de Peru

Se ele vier vou estar preparada!
O vestido novo tirei do armário, os sapatos de salto alto estão a brilhar.
Separei a linda gargantilha e os brincos de coração.
Vou carregar um pouco mais no perfume e os lábios de carmim pintar.
Estou à espera que chegue, não me pode falhar!


O mês de outubro foi um "verão de outono"! Voltou a apetecer passear à beira mar e até mesmo dar um mergulho. É estranho andar de sandálias e manga curta no inicio de novembro, estranhamente bom!
Foi assim... mas agora o frio chegou, não vou reclamar, até já me apetece acender a lareira e voltar a encher a latas de muitos chás diferentes, para me aquecerem nas noites passadas enrolada no sofá a ver tv, ou por aqui com voces.


Embora uma quiche saiba sempre bem, eu associo-as a dias solarengos e quentes, talvéz porque se presta a lanches fora e a piqueniques. Porém também me sabe bem comida quentinha acabada de sair do forno. Algumas coisas não têm estação, não têm hora ou lugar. Algumas coisas são simplemente boas sempre!


Ingredientes:

Base

1 + 1/4 chávenas de farinha de trigo;
1 chávena de farinha de trigo integral;
1/2 chávena de azeite;
1/2 chávena de leite;
sal;
açafrão;
mangericão seco.

Recheio

1 cebola roxa grande;
150g de presunto de perú "Quinta dos Fumeiros";
150 g de queijo flamengo ralado;
3 ovos M;
1 iogurte natural;
1 dente de alho;
pimenta preta;
sal marinho;
azeite;
segurelha.


Execução:

Massa

Misturar as farinhas.
Juntar o leite, o azeite e os temperos.
Amassar até que seja possivel formar uma bola.
Levar 20 minutos ao frigorifico.
Estender sobre uma superficie levemente engordurada e forrar a forma de tarte.

Recheio

Cortar a cebola em rodelas finas e saltear em azeite com o alho esmagado.
Bater os ovos e misturar com o queijo, o iogurte e os temperos.
Juntar o presunto e as cebola e envolver bem no creme.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º C, até dourar.


Eu sei que é outono mas ainda posso esperar por ele, não posso?
Está bem, têm razão, ele já veio, chegou antes de tempo e até se deixou ficar... mesmo assim eu acho que pode voltar!
Volta lá verão, olha que o S. Martinho está mesmo a chegar!