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domingo, 4 de janeiro de 2015

Bolo Rainha

Há quem goste do rei!
Há quem prefira a rainha!
Eu cá gosto dos dois, assim ninguém se zanga!



Há vários anos que faço o "Bolo Rei ou Rainha", mas ainda não tinha aqui nenhuma receita!
Venho fazendo várias experiências  ao longo do tempo, umas melhores outras nem por isso. Este ano acho que finalmente acertei! 
Tornou-se extremamente fácil fazer este bolo com a máquina de fazer pão. Apenas é necessário começar com alguma antecedência, pois o ciclo de "amassar e levedar" (no programa - Massa) tem que ser repetido, ou seja na minha máquina levou cerca de 3.40 h. Depois ainda é preciso dar-lhe forma e deixar levedar mais 1 hora... é de facto um processo demorado, mas vale mesmo a pena pelo resultado!



Bolo Rainha

Ingredientes:


550 g de farinha de trigo;
100 ml de leite tépido;
100 ml de cerveja;
2 colheres de sopa de sumo de laranja;
2 colheres de sopa de vinho do Porto;
150 g de açucar amarelo;
3 gemas + 1 para pincelar;
100 g de manteiga derretida;
1 saqueta de fermento seco de padeiro (ou 30 g de fermento fresco);
raspa de 1 laranja;
raspa de 1 limão;
1 pitada de sal;
350 g de frutos secos variados (nozes, amendoas, pinhões, avelãs, passas);
açucar em pó para polvilhar.


Execução:

Coloque na cuba da MFP todos os ingredientes líquidos. 
Desfaça, com os dedos, as raspas da laranja e do limão no açúcar e junte aos ingredientes colocados na cuba. 
Depois de peneirada junte a farinha.
Adicione, por último, o fermento de padeiro seco.
Selecione o programa "massa".
No final do ciclo volte a selecionar o mesmo programa. Ao aviso sonoro junte os frutos secos, reservando uma parte para a decoração.
Findo o 2.º ciclo do programa, retire a massa da máquina.
Polvilhe com farinha um tabuleiro.
Dê a forma de coroa à massa e coloque uma tigela no centro para manter a forma.
Pincele com gema de ovo e decore com os frutos secos reservados.
Deixe levedar durante 1 horas, num local aquecido.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante 40 minutos, ou até estar dourado. Verifique a cozedura antes de retirar do forno.
Deixe arrefecer sobre uma grade.
Pode pincelar com geleia para lhe dar brilho e polvilhar com açúcar em pó.


*Decorei com tiras do meu doce de chuchu.


Método tradicional

Desfaça o fermento com um pouco de leite tépido.
Leve o restante leite ao lume com a manteiga, até que esta comece a derreter. Misture o açúcar com as rapas dos citrinos, usando as pontas dos dedos, até obter um açúcar bem aromático. Junte à mistura de leite e manteiga e deixe em infusão alguns minutos. 
Adicione a cerveja, o sumo de laranja, o vinho do Porto e as gemas, batendo um pouco.
Peneire a farinha para uma bacia e abre ao centro uma cova, junta uma pitada de sal. 
Adicone a mistura líquida e o fermento. Começa a amassar até obter uma bola lisa e homogénea, com uma consistência semelhante à massa de pão, um pouco mais mole e elástica, que descola do fundo da bacia (ou bancada). Procure não juntar mais farinha, à medida que se vai amassando a consistência da massa vai mudando (pode ser amassada com um robot de cozinha).
Deixe levedar até duplicar de volume.
Volte a amassar. 
Junte os frutos secos, reservando uma parte para a decoração. Dê-lhe a forma de coroa. 
Disponha sobre um tabuleiro enfarinhado e coloque no centro uma tigela para manter a forma.
Pincele com a gema de ovo e decore com os frutos secos reservados.
Deixe levedar durante 1 hora.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante 40 minutos, ou até estar dourado. Verifique a cozedura antes de retirar do forno.
Deixe arrefecer sobre uma grade.

Pode pincelar com geleia para lhe dar brilho e polvilhar com açúcar em pó.


Desejo a todos um 2015 muito feliz e um doce "Dia de Reis"!
Se por acaso preferirem os salgadinhos podem optar pelo "Bolo Rei de Enchidos"

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Bufas ou Borrachos

Chega de mansinho, sem fazer barulho!
Ninguém o ouve, ninguem o vê, mas todos sabem que ele virá!
Gosta de ser bem acolhido, por isso a mesa tem que estar posta e repleta de doces iguarias.
Há que afirme com certeza que ele gosta de leite frio e bolachas, mas eu vou contar-vos um segredo... aqui em casa, do que ele realmente gosta é de uma boa "bufa", quentinha, perfumada pela canela e emborrachada de vinho muito docinho. Aquece-lhe a alma e dá-lhe força para o resto do caminho.


Esta é uma receita de familia, de muitas familias!
Aqui no Alto Minho, especialmente na zona do vale do rio Minho (Caminha, Cerveira, Valença) é muito apreciada e está presente na mesa de consoada.
A primeira vez que comi "bufas" foram feitas pela minha sogra, cheguei a ver como ela as fazia. Só que era tudo feito "a olho", sem peso , nem medidas. Esfarelava-se o pão duro, uma grande semea, que as padarias fabricam (a par com os cacetes) especialemente para o efeito. Depois juntavam-se os ovos, primeiro sem cuidado e de seguida um de cada vez, até que a massa tivesse a consistencia certa.
A minha primeira tentativa não correu nada bem, ficaram duras, não ensoparam bem o vinho... um desastre. Durante muito tempo não voltei a fazer, preferia as que ela sempre trazia. Depois que faleceu a minha cunhada Alice tomou a seu cargo fazer as bufas e partilhar connosco.
Este ano uma conterrânea pediu-me a receita e acordou o bichinho! A final as receitas que mais gosto de fazer são as bem antigas e esta é uma delas.
Descobri que está no livro de "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lurdes Modesto, e testei-a para ver se era igual. É sim e com a grande vantagem de já ter as quantidades descritas.



Ingredientes:

250 g de miolo de pão duro;
5 a 6 ovos;
50 g de açúcar;
1 colher de chá de canela;

oleo para fritar q.b.

Calda

500 ml de vinho verde branco;
250 g de açúcar (gosto de usar do amarelo);
2 paus de canela;
casca de limão.



Execução:

Prepara-se a calda levando ao lume todos os ingredientes.
Esfarala-se bem o miolo do pão (tipo semea). Batem-se todos os ingredientes até obter uma massa lisa e com textura mole (tipo massa de bolo). A quantidade de ovos necessários dependo do tipo de pão usado e do tamanho dos ovos. 
Fritam-se colheradas de massa, de ambos os lados. Viram-se com a ajuda de 2 colheres.
À medida que vão ficando fritas colocam-se dentro da calda e deixam-se ferver em lume muito brando, até estaram bem "borrachos" (ensopadas).
Vão-se retirando para um recipiente para dar lugar às seguinte.
No final deve-se ter ainda bastante calda. Se for necessário junta-se mais vinho e açucar.
Regam-se com a restante calda.
Servem-se mornas.

No Facebook mostro algumas fotos com a execução... espreitem lá.


Alguns "segredos" importantes para um bom resultado:

  • O vinho tem que ser de boa qualidade,  gosto de usar um loureiro,  trajadura misturado com alvarinho, ou até mesmo só alvarinho;
  • O pão usado deve ser tipo regional, uma semea com muito miolo é o ideal e tem que estar duro (com no minimo 2 dias). Desta forma é mais fácil de esfarelar, pode até usar-se um robot de cozinha para essa tarefa. 
  • Prefiro o açucar amarelo, o mais escurinho (RAR), acho que melhora o sabor e a cor da calda fica mais bonita;
  • É importante deixar ferver em lume bem brando, evitando a rápida evaporação do vinho e permitindo que as bufas fiquem completamente encharcadas;
  • As bufas são servidas dentro da calda, por isso caso reste pouco no final é preciso fazer um pouco mais. Depois servem-se mornas e regadas com a calda.



Desejo a todos os  que por cá passam um Natal muito feliz, que seja rodeado por quem amam, cheio de alrgria e doces aromas. Que dele fiquem gratas memórias, memórias que  permanecem e podem ser revisitadas ao longo do tempo.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Rabanadas Assadas no Forno

Queria tanto poder gostar de ti!
És jovem e de aspeto tão tentador, atrai-me do teu ar jovial e o sorriso fácil. Encanta-me especialmente  a alegria que te dança no olhar!
Quem és tu a final?
Porque te atreves a desafiar-me, dizendo-te inofensiva?
Mostras-te leve e solta, livre de pecado mas isso não é verdade... são apenas aparências!




O Natal tem cheiro de canela e sabor tão docinho!
São dias de excessos e que bons que eles são!
Gosto de manter a tradição, mas sempre descobrindo novas receitas. Junto o novo ao tradicional e ninguém leva a mal.
Decidi experimentar a rabanadas assadas no forno. Escolhi uma receita da chefe Càssia Fróio e adaptei-a ao meu gosto. Entre outras alterações sei um licor de laranja em vez do rum. Obtive um sabor a laraja bem distinto, que em conjunto com a canela é delicioso. 
Não se pode dizer que é uma receita inofensica, como já vão ver, mas ao retirar a gordura da fritura, uma parte do sabor também é eliminado, precisa de algum tipo de compensação ou as rabanadas irão ficar... "deslavadas".


Rabanadas Assadas no Forno

Ingredientes:

pão cacete duro, com 2 dias (usei 2 cacetes tipo francês, dos fininhos);
500 ml de leite meio gordo;
raspa de 1 laranja;
2 colheres de sopa de açúcar;
2 colheres de sopa de manteiga;
2 colheres de café de essencia da baunilha;
3 colheres de sopa de Cointreau (pode ser rum ou conhaque);
200 ml de natas light;
1 pau de canela;
2 ovos + 2 gemas;
mistura de açucar e canela para polvilhar q.b.




Execução:

Levar ao lume o leite, o pau de canela, a raspa da laranja, e 2 colheres de sopa do licor de laranja. o açucar, a manteiga e 1 colher de café de essencia de baunilha.
Deixar ferver em lume muito brando durante 5 minutos. Retirar do lume e juntar 2/3 das natas.
Barrar 2 tabuleiros baixinhos com manteiga e polvinhar bem com a mistura de açúcar e canela.
Cortar o pão em fatias com a espessura de um dedo.
Bater os ovos e as gemas, as restantes natas, 1 colher de café baunilha e 1 colher de sopa de licor.
Juntar a  parte restante das natas à  infusão de leite e mexer bem.
Mergulhar as fatias de pão no leite quente.
Sequidamente passar pela mistura de ovo.
Dispôr sobre os tabuleiros e polvilhar com açúcar e canela.
Levar ao forno, pré.-aquecido a 180.º C, durante cerca de 30 minutos, ou até terem um aspeto levemente tostado.
Raspar do fundo dos tabuleiros a restante canela e açúcar distribuir pelas rabanadas.




Eu tenho que vos confessar que gostei imenso desta novidade, ficaram muito saborosas, com um travo a laranja, são de facto muito boas. O meu filho disse que para ele ficam em 2.ª lugar, logo a seguir às de rabanadas com creme de ovo!



São melhores que as tradicionais?
Na minha opinião, muito, muito sincera?
São muito diferentes. Na mesa da consoada eu vou continuar a querer rabanadas fritas (de leite ou de vinho), matendo a tradicão , com frutos secos e uma calda ... ainda não sei bem qual. Vou mudando todos os anos o tipo de rabanadas (só não posso deixar de fazer as de creme de ovo, não me deixam)!
Então e estas?
Vou fazer mais vezes, vou mesmo... quando já não for Natal.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Bolo Mousse de 3 Chocolates

Sabia que aquele era um caminho proibido, sabia mas mesmo assim aventurou-se a seguir adiante.
O desejo e a atração eram demasiado fortes, ansiava por novas sensações por não olhou para trás,  encolhendo os seus receios e avançou. Avistou-o à distância... escuro, negro, apetitoso, lentamente aproximou-se, mas eis que surge outro, nem percebeu de onde saiu! Era magnifico, moreno, mulato, uma tentação!
A decisão era difícil, não conseguia escolher, sentia-se atraída de igual forma por ambos!
Escolher?
Porque haveria de escolher?
Ficaria com os dois, iriam ter um excitante "ménage à trois"!




Porque um não basta, este bolo tem 3 tipos diferentes de chocolate!

O mais intenso e negro, levemente amargo, o doce e aveludado chocolate de leite e o requintado chocolate branco. Juntos fizeram dele uma deliciosa tentação... é disso que  mais gosto!


Fiz este bolo para um almoço de amigos, como seria para dividir por muitos não me preocupei com os excessos, porque, de facto, ele é pecaminoso do principio ao fim... são sempre os melhores, aqueles que se comem pecando!


Ingredientes:

Bolo de Chocolate*

100 gr. de açúcar;
3 ovos;

100 gr. manteiga amolecida;
120 gr. de farinha;
80 g de cacau em pó;
1 colher de chá de fermento.

* Todos os ingredientes devem estar à temperatura ambiente.

Mousse de Chocolate Negro
400 ml de natas;
1 colher de sopa de sumo de limão;
200 g de chocolate negro em tablete;
4 folhas de gelatina;
4 colheres de sopa de açúcar em pó.

Mousse de Chocolate Branco
400 ml de natas;
1 colher de sopa de sumo de limão;
200 g de chocolate branco em tablete;
4 folhas de gelatina;
2 colheres de sopa de açúcar me pó;
aroma de baunilha q.b.

Cobertura
150 g de chocolate de leite;
50 ml de leite.

Decoração
framboesas frescas;
150 g de chocolate de leite.


Execução:

Bolo

Bater o açúcar com  os ovos até obter um creme fofo e volumoso.
Adicionar a manteiga, aos poucos, continuando a bater.
Peneirar a farinha, misturar com o chocolate em pó e com o fermento. Envolver na massa, delicadamente (sem bater).
Colocar numa forma untada com manteiga e polvilhada com chocolate em pó.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 15 a 20 minutos (fazer o teste do palito), não deve cozer em demasia para manter a humidade.


Mousse de Chocolate

Derreter o chocolate em banho maria ou no micro-ondas.
Demolhar as folhas de gelatina e desfazê-las no chocolate. Deixar arrefecer um pouco.
Bater as natas com o sumo de limão até formarem picos, juntar o açúcar e bater um pouco mais.
Envolver a mistura de chocolate com a de natas.
Repetir o procedimento para a mousse de chocolate branco.

Montagem

Colocar sobre um prato de servir o aro da forma em que se fez o bolo (ou um aro ajustável).
A 1.ª camada é a de bolo, fica no fundo.
Ajustar folhas de acetado a toda a volta do bolo (por dentro do aro).
Verter a mousse de chocolate negro e alisar bem a superfície.
Seguidamente verter a mousse de chocolate branco e voltar a alisar.
Levar ao frigorífico, durante  no mínimo 4 horas ou até prender bem.
Desenformar com cuidado e retirar as folhas de acetato.

Derreter o chocolate de leite juntamente com o leite, mexendo bem.
Cobrir a superfície do bolo deixando escorrer um pouco pela lateral.

Derreter o chocolate para fazer as lascas de chocolate em banho maria ou no micro-ondas. 
Espalhar com um pincel sobre folhas de acetato e levar alguns minutos ao frigorífico para que volte a solidificar. Descolar cuidadosamente e dispor à volta do bolo.
Terminar decorando com as framboesas e mais lascas de chocolate.
Pode-se salpicar com açúcar em pó.




Gosto sempre de abrir a porta ao chocolate, mas desta vez abri a porta e eram 3!
Este bolo lembra uma coroa com rubis... por acaso foi comido no "Dia de Reis"!


Lamento não ter tido tempo para fazer o passo a passo, mas vendo bem é fácil, o que o torna mais "requintado" são as lascas de chocolate, mesmo simples de fazer e que lhe dão muito "estilo".


As framboesas para além de brilharem na decoração, criando um contraste de cores, tornam-se muito refrescantes entre as camadas de mousse, apesar desta não estar muito doce.


Recomendo vivamente que experimentem, assim os três juntos, ou então as mousses apenas, ou as mousses separadamente... mas o "ménage à trois", cheio de pecado é fabuloso!


Já estão a salivar?
Ahahahah!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Bolo Estrela de Reis com Crosta de Frutos Secos

Fui a primeira a dar o sinal, sim fui eu!
Ainda ninguém, quase ninguém, sabia e já eu brilhava radiante com a novidade.
Não fiquei parada, nem pensar! Corri pelo firmamento e anunciei aos sete ventos a novidade.
Foi então que eles me viram, captei-lhes a atenção, eu não sou de passar desapercebida!
Seguiram-me, seguiram-me os três! Ao principio cada um por seu lado e depois os três juntos!
Eu resplandecia de encantamento com toda a atenção que me dispensavam aqueles belos  rapagões. 
Porém a magia quebrou-se assim que chegaram ao destino desejado, esqueceram-me por completo, só tinham olhos para ele! Sim para o catraio... depois de tudo o que fiz por eles!
Às minhas custas ficaram famosos, com direito a dia festivo no calendário. Tudo por causa das prendas... gente interesseira! 
Se não fosse eu, a mais bela das estrelas, nunca os 3 Reis Magos teriam entrado para esta história!


Não podia passar sem vos vir desejar um "Dia de Reis"  muito feliz!
Trouxe-vos o meu presente em forma de estrela, recheado de boa fruta e coberto com uma crosta muito rica, crocante e doce. 
Eu gosto muito de Bolo Rei,  ainda não o fiz, mas não me escapa! Contudo para quem não aprecia este bolo é um substituto à altura.


Ingredientes:

Bolo

2 chávenas de farinha T55;
1 colher de chá de gengibre em pó;
1 colher de chá de fermento em pó;
1 chávena de açúcar;
1/3 de chávena de manteiga;
2 ovos;
1/2 chávena de kefir (ou iogurte natural);
1/4 de chávena de sultanas;
4 maças pequenas;
4 pêras pequenas;
raspa de 1 laranja;
raspa e sumo de 1 limão.

Cobertura de Frutos Secos

500 g de mistura de frutos secos a gosto
tais como:
pinhões;
nozes;
amendoas;
avelãs;
pistachos;
caju.

Caramelo
1/3 de chávena de açúcar;
sumo de 1/2 limão.

Produtos de parceiros usados nesta receita: gengibre em pó da Suldouro.


Execução: 

Cortar as maças e as pêras em pedaços pequenos e regar com o sumo de limão. Acrescentar as raspas de limão, de laranja e as sultanas. Envolver bem para que a fruta absorva o sabor do sumo e das raspas do limão e da laranja.
Bater bem os ovos, até ficarem espumosos (quase como claras em castelo) e de seguida adicionar a manteiga amolecida.
Juntar o kefir (ou iogurte) e continuar a bater.
Misturar a farinha com o fermento e o gengibre e acrescentar aos poucos à mistura liquida envolvendo sem bater.
Finalmente juntar a fruta.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 35 a 40 minutos, fazer o teste do palito.
Espalhar os frutos secos num tabuleiro e levar alguns minutos ao forno a torrar.
Fazer um caramelo claro com o açúcar e o sumo de limão.
Juntar os frutos secos ao caramelo e envolver bem.
Cobrir cuidadosamente o bolo com os frutos secos, usando uma colher (cuidado com os dedos para evitar queimaduras).


Desta vez têm que concordar comigo que esta receita é simples e fácil de fazer!



O resultado é um bolo de interior frutado e com uma cobertura... fantástica!



Vou levar este bolo para a Lia, do Lemon&Vanilla para participar na 4.ª edicção do Bundtmania cujo tema é o Natal, espero que ela goste da minha sugestão.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Bolo Rei de Enchidos

Viro eu e viras tu,
Viro a cara,
Reviro os olhos,
Viro e reviro em volta da vida!
Se viro as pernas para o ar...
A cabeça vira para o chão!
Vira-se o mundo ao contrário,
Vira salgado o doce,
Vira-se o tempero, mas no fim...
Vira gargalhada o sorriso,
Viro-me para ele,
E vira-se ele para mim.
Virou-se o bico ao prego!




As festas estão quase a terminar e eu ainda não terminei de fazer tudo o que queria!
Porém o Bolo Rei não podia deixar para trás, andei que tempos a magicar nele, virei-o de todos os lados, 
Virei e revirei, há tantos ângulos diferentes para ver, com frutos secos, com cristalizados, com chila, com chocolate, direitinho, escangalhado... tantas variantes, porque não salgado?



Vira, daqui e de acolá, vira, mas permanece na sua essência "Bolo Rei", ou será que não?

Bolo Rei de Enchidos

Ingredientes:

540 g de farinha de trigo T 65;
100 ml de leite;
3 ovos + 1 gema;
50 ml de cerveja;
25 ml de água ardente;
100 g de manteiga;
50 ml de azeite;
raspa de 1 laranja;
8 g de sal marinho tradicional;
4 g de fermento seco de padeiro.

* Todos os ingredientes deverão estar á temperatura ambiente.

Recheio e Cobertura

100 g de chouriço;
100 g de presunto;
100 de salpicão;
100 g de moira;
100 g de chouriço de cebola;
100 g de bacon;
50 g de chouriço de porco preto;
folhas de salva q.b.
ramos de alecrim q.b.
100 g de amêndoas com pele:
75 g de pinhões;
50 g de azeitonas pretas;
50 g de azeitonas verdes;
oregãos q.b.
flor de sal q.b.
leite para pincelar.


Produtos de parceiros usados nesta receita: ervas das "Aromáticas Vivas"; sal marinho tradicional e flor de sal "Marnoto-Necton"; salpicão da Serra D'Arga e chouriço de carne "Quinta dos Fumeiros"; oregãos "Suldouro".


Execução para Máquina de Fazer Pão:

Colocar na cuba da máquina, o leite tépido, a cerveja, o azeite, os ovos e a gema (ligeiramente batidos)
Acrescentar a água ardente,  a raspa de laranja, o sal, a manteiga partida em cubos pequenos.
Seguidamente adicionar a farinha peneirada e por último o fermento.
Selecionar o programa "Massa". Deixar decorrer até ao final e voltar a selecionar novamente.
Fazem-se 2 ciclos de amassar e levedar.
Pode ser necessário deixar a massa levedar mais algum tempo no final do 2.º ciclo, até que cresça e encha a cuba. 
Deverá obter-se uma massa muito arrendada e elástica.




Execução  Tradicional:

Preparar e esponja dissolvendo o fermento no leite morno e juntando 100 g de farinha, misturar bem. Se optar por usar fermento fresco necessita de 20 g (1 cubo). Tapar com pelicula aderente e deixar levedar cerca de 30 minutos, até que duplique de volume e esteja “borbulhante”.
Colocar a restante farinha peneirada num recipiente e abrir um buraco ao centro. Juntar a esponja, os ovos, a manteiga (amolecida) a raspa de laranja; a cerveja, a água ardente, o azeite e o sal. Amassar muito bem, inicialmente a massa é pegajosa, mas aos poucos vai-se tornando elástica e descolando das beiras do recipiente. Formar uma bola e deixar levedar em local aquecido (pode ser dentro do forno no programa para levedar, ou a 40.º). Quando tiver duplicado de volume (após cerca de 2 horas, mas pode precisar de mais tempo) voltar a amassar bem, agora ao esticar a massa deve ser possível ficar bem fina, sem romper. Voltar a deixar levedar até de duplique ou triplique de volume.


Nota: Esta massa pode também ser feita numa batedeira usando as varas de arame apropriadas.


Montagem:
Verter  a massa sobre uma bancada (ou sobre uma tábua de madeira), salpicada com um pouco de farinha e com as mãos estendê-la, esticando-a até obter um retângulo.
Cortar o bacon, o presunto e todos  os enchidos em pedaços pequenos, reservando alguns maiores para a decoração.
Saltear o bacon.
Picar as folhas de salva e de alecrim. 
Espalhar sobre a massa o bacon , o presunto, os enchidos, as ervas aromáticas, os pinhões e as amêndoas.



Enrolar com se fosse uma torta.
Formar uma coroa, unindo bem as extremidades (meter uma dentro da outra e pressionar para que fiquem bem juntas).



Transferir para um tabuleiro enfarinhado.
Pincelar com leite.
Decorar com rodelas dos enchidos, tiras de presunto e de bacon, azeitonas, pinhões, amêndoas e ramos de alecrim.
Salpicar com oregãos e flor de sal.



Deixar levedar, num local aquecido (pode ser dentro do forno a 40.º) entre 30 a 45 minutos.
Cozer no forno, pré-aquecido a 200. º, coberto com papel de alumínio, durante 35 minutos. Retirar o papel de alumínio de cozer mais 10 minutos ou até que fique dourado.



Alegrem-se todos os que não são apreciadores do tradicional "Bolo Rei", pois este é uma excelente alternativa.


Quem não tem a MDF pode fazer na mesma, precisará de força de braços para amassar muito bem esta massa, mas o resultado final será muito semelhante. Terá que ter muita paciência e deixar a massa levedar bem, voltar a amassar e voltar a deixar levedar, são 2 ciclos de amassar e levedar e depois de recheado e dada a forma final volta a levedar. Acreditem que vale a pena a espera.




A massa é muito saborosa e bem fofa, o recheio nem se fala! 




Agora que já tenho este... estou a sonhar com o outro!
Pode lá ser, já a pensar no outro ainda agora chegou este?
Vira, que vira... mulher nem sabes para onde te hás de virar!